domingo, 31 de janeiro de 2010

Filho de PM linha dura degenera: vira ladrão

Três homens foram presos, na madrugada deste domingo, no bairro da Tijuca, por policiais militares do 6º BPM (Tijuca), acusados de tentar assaltar um escrivão de cartório.

Paulo Olímpio Ferreira Lopes, de 28 anos - filho do coronel PM Paulo César Lopes -, o soldado do 17º BPM (Ilha do Governador) Glauco Telles Nunes, de 30, e Leonardo Gusmão Rodrigues, de 25, ainda tentaram fugir, mas foram perseguidos, capturados e levados para a 20ª DP (Vila Isabel), onde acabaram autuados em flagrante.

Na delegacia, a vítima, de 36 anos, contou que por volta das 4h40m saiu do clube Monte Líbano, na Lagoa, e foi deixar um amigo na Rua Pereira Nunes, na Tijuca. Quando estava parado na via, os acusados saltarem de um Meriva. Ainda de acordo com o escrivão, Paulo Olímpio estava com uma pistola calibre PT 380 e o rendeu, pedindo seu cordão e seu relógio, ambos de ouro. - Ele identificou-se como PM. Blefei e disse que também era policial - contou a vítima, que acredita ter sido seguido pelos acusados desde o clube.

Uma patrulha do 6º BPM passava pelo local e viu a cena. Quando os PMs se aproximaram, Paulo e os cúmplices voltaram para o Meriva e fugiram. Houve perseguição.

Os policiais do batalhão da Tijuca atiraram contra o carro dos acusados, que acabaram se rendendo. A pistola PT 380 - que está com a numeração raspada - e o Meriva foram levados para a delegacia. Os policiais estão tentando descobrir se o carro é roubado ou não.

Coronel linha dura

O coronel Paulo Cesar Lopes está há 36 anos na Polícia Militar e tem fama de ser rigoroso. Quando assumiu o 3º Comando de Policiamento da Baixada Fluminense, em maio, decidiu aplicar a linha dura na tropa que integra os seis batalhões da região.

As principais medidas, em vigor desde o dia 16 de maio, são o cadastro, pelos comandantes de batalhão, do carro com que o policial vai à unidade, o fim das blitzes de fiscalização de trânsito que não sejam comandadas por um oficial e a retirada imediata de aparelhos de TV e DVDs de todos os Destacamento de Polícia Ostensiva (DPOs) da região.

Lopes explicou que as determinações visam a acabar com a corrupção na corporação que chefia, integrada por 15º (Duque de Caxias), 20º (Nova Iguaçu), 21º (São João de Meriti), 24º (Queimados), 34º (Magé) e 39º (Belford Roxo).

Em 30 de março 2005, um dia antes da Chacina da Baixada, quando comandava o 15º BPM, uma cabeça foi arremessada dentro da unidade, supostamente uma represália de PMs ao rigor com que Lopes chefiava a unidade.

Coronel diz que filho é mau-carater e cometeu um ato insano
 O coronel Paulo César Lopes soube há pouco da prisão de seu filho, Paulo Olímpio Ferreira Lopes, de 28 anos.

Demonstrando muita irritação, o oficial descartou qualquer possibilidade de perdoar o rapaz, que foi flagrado por uma equipe do 6º BPM (Tijuca) quando assaltava uma pessoa na Rua Pereira Nunes, na Tijuca: - Ele é um mau-caráter, que cometeu um ato insano. Não vou procurá-lo. Não quero saber mais dele.

Paulo Olímpio e dois cúmplices - o soldado do 17º BPM (Ilha do Governador) Glauco Telles Nunes, de 30, e Leonardo Gusmão Rodrigues, de 25 - ainda estão na 20ª DP (Vila Isabel), para onde os três foram levados. Durante a madrugada, a mãe de Paulo Olímpio esteve na delegacia visitando o filho.

O coronel Paulo César Lopes é conhecido fora do Brasil, pelo rigor com a disciplina e o combate à violência policial, sendo elogiado pela Anistia Internacional. No ano passado, como comandante da Baixada Fluminense, perfilou sua tropa para que um menor de idade, morador da favela Gogó da Ema, em Belford Roxo, reconhecesse publicamente um cabo que o agrediu. O cabo foi punido.

Filho de coronel tentou entrar para a PM e foi investigado por tráfico

Paulo Olímpio Ferreira Lopes, de 28 anos, fez prova para a Polícia Militar em 2007, mas não passou. Filho do coronel Paulo César Lopes, o rapaz já teve também o nome envolvido em outros episódios relacionados ao mundo crime.

Ele foi investigado pelas polícias Civil e Militar por suposto envolvimento com o traficante Irapuan David Lopes, chefe do tráfico no Morro São Carlos, no Estácio, morto em outubro de 2004.

A função do rapaz seria, de acordo com a investigação, de motorista de Gangan: ele passaria despercebido no caso de o carro em que o bandido estava ser parado em blitzes da polícia.

Na época, Paulo Olímpio estaria trabalhando com o pai, na firma de segurança dele. Na mesma ocasião, um filho de um policial civil - já morto - também foi investigado por suspeita de ser o outro motorista de Gangan.

PM preso tenta tirar arma de policial civil para se matar

O soldado do 17º BPM (Ilha do Governador) Glauco Telles Nunes, de 30 anos, tentou tomar a arma de um policial civil da 20ª DP (Vila Isabel), onde está preso, agora há pouco, dizendo que queria se matar.

Transtornado, o PM teve que ser contido por outros agentes e algemado. Glauco foi preso na madrugada deste domingo, na Tijuca, sob a acusação de tentar assaltar um homem na Rua Pereira Nunes. Na ocasião, ele estava com outras duas pessoas, que também foram presas: Paulo Olímpio Ferreira Lopes, de 28 anos, e Leonardo Gusmão Rodrigues, de 25.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que Glauco seguirá para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica. Ainda de acordo com o órgão, foi aberto um inquérito para apurar as circunstâncias em que o PM foi preso.

Coronel Paulo Lopes: 'Foi como levar um tiro fatal'
 PM desabafa e revela que já tinha avisado o filho que não o protegeria se um dia cometesse um crime
O CORONEL PM reformado Paulo Cesar Lopes não esconde a revolta e a tristeza com a prisão do filho. Acostumado as ameaças de morte, está diante da situação mais delicada que já enfrentou. A prisão de Paulo Olímpio Lopes em flagrante “foi como levar um tiro fatal”, descreve o coronel. Na sua carreira, não faltam episódios de represália às suas ações contra maus policiais. Em 2005, no 15º BPM (Caxias), dois homens foram mortos e suas cabeças, jogadas no batalhão. Na época, investigava mais de 100 PMs com suspeita de enriquecimento ilícito. No 14º BPM (Bangu), transferiu, ao todo, 300 PMs em 2001 e 2007.


O DIA: Por que o senhor não foi à delegacia após saber da prisão de seu filho?


Coronel Paulo César Lopes: Não fui e nem irei. Tenho certeza que não falhei como pai. Sempre dei assistência material, intelectual e afetiva. Cumpri meu dever de pai e não passarei a mão na cabeça dele. Se quer roubar, ser assaltante, então vai ter que assumir as consequências. Ano passado, ele se formou em Gastronomia. Foi um curso caro e custeado por mim. Logo depois, recebeu um convite para trabalhar embarcado, mas não aceitou. Disse que preferia abrir um negócio e o ajudei com tudo que precisava para montar a empresa. Ele estava trabalhando, fornecendo refeições em domicílio. Teve todas as oportunidades para se tornar um cidadão de bem.


O DIA: Como soube da prisão de seu filho? Foi ele quem ligou para o senhor?

Coronel Paulo César Lopes: Não. Sempre o avisei que se um dia fosse preso não era para me ligar e ele não ligou. Pelo menos isso aprendeu. Fui acordado às 9h por um repórter e disse a ele o mesmo que repito agora: ‘Se meu filho quer ser bandido, então que assuma as consequências. Já é suficiente ter manchado meu nome’. Ele teve boas escolas, acesso à cultura. Teve de tudo e o que fez mostra o quão mau caráter ele é. Escolheu seguir por essa vida.


O DIA: Como pai como se sente vivendo uma situação como essa?


Coronel Paulo César Lopes: Estou sofrendo muito, mas tenho a minha consciência tranquila porque sei que a falha foi só dele. Falhou por não ter ouvido a orientação do pai. Sempre falei para ele que se um dia cometesse um crime não teria meu apoio presencial. Como pai, não consigo me omitir, vou proporcionar os recursos para sua defesa, mas como coronel não moverei uma palha. É muito triste saber que o meu filho pode ter se tornado o que sempre combati dentro e fora da polícia: bandido. Foi como levar um tiro fatal.


O DIA: Já falou com seu filho após a prisão?

Coronel Paulo César Lopes: Não. Ele sabe que foi desleal comigo. Sabe que o amo e do desgosto que está me dando. Se ele tiver o mínimo de vergonha na cara, não vai ligar nem para me pedir desculpa.

O DIA: Alguma vez desconfiou que seu filho estivesse envolvido em assaltos? Ele é viciado em drogas?


Coronel Paulo César Lopes: Nunca. Ele sabe que eu mesmo o prendo se souber que cometeu um crime. E se fosse na minha frente, era capaz até mesmo de lhe dar um tiro.Nunca notei comportamento estranho, se usava alguma coisa (droga). Ele é extremamente carinhoso.

O DIA: O Meriva usado no assalto era roubado. Alguma vez viu seu filho com o carro?


Coronel Paulo César Lopes: Não. Ele tinha uma moto que eu comprei em 36 vezes e ainda estou pagando. Cumpri meu papel de pai, e ainda pago a escola da filha dele, de 5 anos. Se tenho inimigos na PM é porque a maioria dos policiais estão contaminados e sempre combati os maus policiais. Se meu filho também está contaminado, lamento, mas não posso ser sacrificado pelos erros dele. Quantos pais não passam pelo que estou passando? Mas como é o filho do coronel Lopes, estão se aproveitando. Além de estarem tentando arranhar minha reputação, me preocupo de que o acusem de vários outros crimes. Quero apenas que tenha uma pena justa.
  



Coronel da PM Paulo César Lopes fala sobre a prisão do seu filho durante assalto no Rio
 
EXTRA - Fale um pouco sobre a criação do seu filho.
 
Eu iniciei o relacionamento com a mãe dele em 1977 e, em 1985, me separei. Mas ele foi muito bem criado, sempre estudou em colégios particulares... Até eu me separar dela, ele era o primeiro aluno da turma. Inobstante eu tenha me separado dela, sempre dei total assistência material, intelectual e, sobretudo, afetiva. E firme e segura orientação. E, sobretudo, exemplo, também. Para você ter a ideia do meu empenho, no ano passado ele concluiu uma faculdade de Gastronomia, na Universidade Estácio de Sá, e eu custeei todo o curso. E é um curso caro. No fim do ano, ele me pediu para eu constituir um negócio para ele, de venda de refeições. Eu também propiciei os recursos, e ele estava trabalhando, vendendo refeições em domicílio. Dei uma moto, que está em meu nome, comprei um pneu para ele fazer a vistoria. De sorte que tenho consciência de que, como pai, cumpri com meus deveres, com minhas responsabilidades. Vou me reportar a um provérbio de Salomão: "O filho sábio ouve a instrução do pai, e o escarnecedor é avesso à sua repreensão".
 
O senhor teve uma conversa com ele na noite de sábado, horas antes da prisão. Como foi esse diálogo?
 
Ontem (sábado), falei com ele às 22h40m. Ele estava em casa. Até falei com ele que soube que ele faria uma viagem, estava pretendendo ir para Recife, para a casa de um parente de um amigo dele. E eu falei: "Cara, sua avó vai alugar uma casa em Búzios. Por que você não fica lá com sua avó, não é melhor você ficar junto de sua família?". "Ah, não, já até comprei a passagem". Falei: "Escuta o seu pai, é melhor você ficar junto da sua família. Mas você é de maior idade, você decide a sua vida". E, ao final, me despedi, disse "Deus te abençoe", mandei um beijo para ele e falei: "juízo". 

O senhor está sendo muito criticado nos comentários do blog sobre este caso. O que o senhor tem a dizer?
 
Em processo penal, existe o chamado "princípio da intranscendência": a responsabilização por qualquer crime deve se restringir ao seu autor. Infelizmente, uma corja, um conjunto de malfeitores, de forma absolutamente sórdida, quer associar esse fato ao meu nome. Estão potencializando o que acontece diuturnamente nas grandes cidades e que envolve múltiplas famílias. E, agora, falo como pai: quantos pais diariamente, nas grandes cidades, passam por igual problema ao que estou passando no momento? Será que todos falharam? Será que podem ser responsabilizados? Ou será que [os filhos] preferiram ouvir o mundo a ouvir as orientações dos pais? 

O senhor acha que errou em algo na criação de Paulo Olímpio?
 
Eu não errei. Não errei. Ele é que se desviou das minhas firmes orientações. Aquele que perverte seus caminhos será conhecido. Isso é bíblico. Ele é que quis perverter seus caminhos. E não foi falta de orientação. Como pai, sempre fui atencioso, amigo. Me preocupei com que ele estudasse. Se ele fez essa faculdade, fui eu que descobri esse pendor nele, incentivei e paguei os estudos. De forma que não posso ser sacrificado pelos erros de um homem que tem 28 anos e livre arbítrio para escolher o caminho a seguir. Sempre passei bons exemplos para ele. Ele sabe disso. Tenho absoluta certeza de que cumpri com meu dever de pai. Eu tenho uma mãe de 75 anos, falo com ela diariamente e sigo suas orientações. Tenho uma irmã que é médica, minha outra irmã é diretora de um banco... Minha família é boa. É de origem pobre, mas tem honra. Infelizmente, todo rebanho tem ovelha negra. Talvez eu tenha cometido um erro: me separar da mãe dele. Mas isso acontece na vida de milhares de casais, e não ocorre esse tipo de problema. 

Paulo Olimpio tentou entrar para a PM em 2007, mas não passou. O senhor gostaria que ele tivesse seguido a sua carreira?
 
Não queria que ele tivesse seguido a minha carreira. Mas queria que ele fosse das Forças Armadas. Era meu sonho ser das Forças Armadas, meu sonho era ser da Marinha. Tentei concurso para o Colégio Naval, mas à época minha mãe não tinha recursos para pagar o Curso Tamandaré, que era o que melhor preparava. Não fui bem-sucedido, então mudei o meu foco. Queria ser engenheiro. Em determinado momento da minha vida, meu pai passou pra mim que a PM teria uma escola de formação de oficiais, por que eu não tentava... Fiz o concurso e passei. Isso, em 1973. E tirei 36 anos e quatro meses de serviço, cumpri com meu dever, desagradei a muitas pessoas, as pessoas que hoje estão se regozijando do mal alheio. Mas ignoram que aqueles que se comprazem com o mal alheio, em breve o mal estará a suas portas. 

Seu filho chegou a ser investigado por uma suposta ligação com o traficante Irapuan Lopes, o Gangan. Como o senhor viu o fato de ter um filho investigado por ligação com o tráfico?
 
Investigar é dever da polícia, indiciar é dever da polícia, reunir provas é dever da polícia. Me parece que isso não restou demonstrado, senão ele estaria preso. Na verdade, esse comentário surgiu depois que um policial militar, um policial civil e mais um X-9 (informante), utilizando uma viatura da Polinter, sequestraram meu filho e queriam R$ 50 mil para liberá-lo. A mãe dele me ligou e eu falei para ela procurar a Corregedoria da Polícia Civil, se mostrar favorável a pagar a recompensa exigida, e esses vagabundos foram presos e condenados a 18 anos. Depois disso, começaram esses comentários. Mas meu filho é de maior idade, não ando com ele 24 horas por dia, tenho a minha vida. Estou separado da mãe dele desde 1985. 

O senhor falou com seu filho após a prisão?
 
Não tenho nada a falar com ele. Não, ele não vai me ligar, já sabe da minha conduta. Se ele está preso, é porque é mau-caráter, não quis seguir as orientações e o exemplo do pai. Que pague por sua transgressão, pelo ilícito cometido, perante Deus e as autoridades. Sempre falei para ele o seguinte: "Se você ficar preso, não me ligue, porque você não terá nenhum apoio meu. Isso aí [a prisão] é um ato de extrema perfídia, é uma deslealdade que eu não aceito, pelo que sou para você, como pai, como amigo, como orientador. E sempre presente em qualquer momento de dificuldade". É óbvio que vou dar apoio material, no que for necessário, em termos de ser realizada a defesa dele, mas simplesmente vou restringir o meu apoio a isso. O que eu tinha de fazer, eu já fiz. 

Neste momento, o senhor está dividido entre o pai que vê o filho acusado de um crime e o coronel, conhecido pelo rigor na disciplina e cumprimento da lei. Como é essa situação?
 
Procurei manter minha calma, evocar a presença de Deus, para me dar resignação, para enfrentar essa adversidade, como tantas outras que enfrentei e superei, com o apoio de Deus, o amor de Deus. E, no que concerne a mim como pai, em termos de apoio material para a defesa dele, vou estar pronto para ajudá-lo. Mas a minha presença física, em termos de visitação, negativo. Eu não mereço passar por tamanha vergonha, de ter que visitar um filho preso. Então, ele que pague exclusivamente pela sua insanidade, pela sua insensatez. 

Que conselho o senhor daria a outros pais, para que não vejam seus filhos na situação que Paulo Olímpio está neste momento?
 
Eu não dou conselho aos pais. Prefiro que o conselho seja dirigido aos filhos: "Filhos, ouçam seus pais, somente eles amam vocês". O amor de um pai é incondicional. Quem sou eu para dar conselho aos pais, se meu filho se desviou? Estou triste como pai, mas como cidadão, vou continuar sendo a mesma pessoa. Não tenho porquê ficar abatido. Sou um homem honrado. 

O que o senhor diria às vítimas que dizem ter sido assaltadas por seu filho? E aos policiais que o prenderam?
 
Lamento profundamente [o que houve]. O Rio de Janeiro é uma cidade que registra um altíssimo percentual de violência e criminalidade, que está arraigado na cidade. Nós precisamos potencializar valores morais da família e da própria sociedade para que isso seja evitado. E pedir desculpas pelo que aconteceu, me desculpar. Apesar do que não tenho de pedir desculpa de nada. Ele vai pagar na Justiça. Aos policiais, parabéns por terem atuado corretamente, inclusive com relação à prisão de um policial militar que também estava em companhia dele, nessa dita empreitada criminosa.

Que PM é esse?
Preso praticando assaltos na madrugada de domingo, na Tijuca, o soldado do 17º BPM (Ilha do Governador) Glauco Telles Nunes, de 30 anos, já era acusado de outros crimes e investigado pela Corregedoria da Polícia Militar. Ele foi capturado com dois comparsas, entre eles Paulo Olímpio Ferreira Lopes, 29 anos, filho do coronel reformado da PM Paulo César Lopes.

Morador do Morro do São Carlos, no Estácio, Telles foi encontrado por policiais do 23º BPM (Leblon), saindo de um baile funk, na Rocinha, com dois homens suspeitos de integrarem o tráfico no São Carlos. Contra o soldado, também existe uma acusação de assaltar pessoas na saída de uma casa de shows, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

Leonardo é suspeito de vários assaltos na Zona Sul, Linha Vermelha e em Petrópolis, na Região Serrana. Segundo policiais militares, ele é sobrinho do traficante já morto Robson Roque da Cunha, o Robson Caveirinha, que controlava o Morro do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, e a Favela do Dique, no Jardim América. Por isso, Leonardo explorava, até a instalação da UPP, a gatonet no Pavão-Pavãozinho. O bandido também é suspeito de ter participado do assalto ao apartamento do DJ Marlboro, em novembro de 2008.


Filho de coronel da PM está em cela separada na Polinter
 
Preso desde domingo na carceragem da Polinter do Grajaú acusado de assalto, Paulo Olímpio Ferreira Lopes, de 25 anos, está numa cela conhecida como “seguro” (destinada a presos que correm risco de vida), por ser filho de policial. O rapaz é filho do coronel da PM reformado Paulo César Lopes, famoso pelo rigor com a disciplina.

Paulo Olímpio está numa cela com outros dez presos. No local, há uma TV e um DVD, levados pela família de outro preso. Isto está sendo permitido com a implantação da “carceragem cidadã” nas unidades da Polinter.

Segundo policiais, até o momento nenhum familiar foi visitar Paulo Olímpio na cadeia. Apenas sua advogada esteve lá, anteontem, e levou roupas e objetos de higiene pessoal. Na cela, os presos dormem sobre mantas estiradas no chão. Colchões são proibidos, por serem altamente inflamáveis.

O rapaz conversa com os outros presos, dorme e se alimenta normalmente. Na manhã desta terça-feira, ele comeu pão com manteiga com café com leite. O almoço foi arroz, feijão, carne picada e batata. O jantar foi arroz, feijão, salsichão e farofa. A sobremesa foi bananada.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

FELIZ ANO NOVO REGIDO POR SÃO JORGE GUERREIRO!!! SALVE JORGE!!!


quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Redes sociais são cada vez mais procuradas por criminosos


Tem muita gente que faz de sua página num site de relacionamentos uma espécie de Big Brother particular. Mas é preciso ter muito cuidado na hora de expor dados pessoais e a sua intimidade em redes sociais. Esse tipo de comportamento é um prato cheio para criminosos.

— As pessoas ainda não estão preparadas para usar as redes sociais. Elas não sabem se resguardar, tornando-se vítimas perfeitas — afirma a delegada titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), Helen Sardenberg.

Os crimes são os mais variados. E olha que não vamos nem falar de roubos de senhas, cartões de crédito e outras ações de hackers. Com um grande número de informações a seu respeito, um estelionatário, por exemplo, pode se passar por você e cometer crimes. Ou ainda, bandidos podem ficar sabendo de detalhes da sua rotina, como o horário que você frequenta a academia, e praticarem assaltos ou até mesmo sequestros.

— Criminosos focam em redes sociais por causa da quantidade de usuários e do volume de informações sobre eles — diz o executivo da empresa de segurança em informação Symantec, Fabiano Tricarico.


Em 2004, a DRCI registrou 505 casos de crimes virtuais. Este ano, o número dobrou. Até anteontem foram 953 ocorrências. Segundo a titular da delegacia, os registros vão passar de mil até 31 de dezembro. A delegada faz uma alerta aos pais para que fiquem de olho nos filhos. Crianças são alvos fáceis na internet.
— Numa rede social, o pedófilo consegue ver o que a criança gosta e os lugares que frequenta. Assim, ele tem elementos de como e onde abordar a vítima — explica Sardenberg, que completa: — A grande porta de entrada desses e de outros crimes virtuais são as lan houses.

Segundo a delegada, a melhor maneira de se proteger é manter a discrição:
— O usuário deve evitar se mostrar demais e dar muitos dados pessoais. Ele precisa divulgar fotos com ponderação e tomar cuidado para não dizer muito sobre a rotina dele.

Redes sociais são ótimas pedidas de lazer e de relacionamento, mas aprecie com moderação.

domingo, 20 de dezembro de 2009


Há 300 anos, a elite política e cultural do Ocidente se reúne em salões fechados para participar de rituais cheios de códigos misteriosos. Saiba o que é a maçonaria, como ela surgiu e de que forma influenciou grandes acontecimentos históricos

O primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, era maçom. Depois dele, outros 16 líderes da nação mais poderosa do mundo também foram: a lista inclui John Edgar Hoover, diretor do FBI por 45 anos, e Harry Truman, o homem que autorizou o ataque com bombas atômicas sobre o Japão. Também fizeram parte da sociedade secreta dois políticos decisivos para a vitória aliada na Segunda Guerra Mundial, o presidente americano Franklin Delano Roosevelt e o primeiro-ministro britânico Winston Churchill. Eram maçons alguns dos mais importantes líderes da Revolução Francesa, como Jean-Paul Marat e La Fayette. O revolucionário italiano Giuseppe Garibaldi e os libertadores da América espanhola, o argentino José de San Martín e o venezuelano Simon Bolívar, também. O articulador da independência do Brasil, José Bonifácio de Andrada e Silva, pertencia à ordem, assim como o duque de Caxias e nosso primeiro presidente republicano, marechal Deodoro da Fonseca.

Por tudo isso, não é exagero afirmar que o mundo em que vivemos foi definido por essa sociedade secreta, que há 300 anos reúne a elite política e militar (e cultural) do Ocidente em rituais cheios de códigos misteriosos.


Mas o que é maçonaria? Existem várias versões para a criação da organização. A mais confiável remete à Idade Média, quando o controle do comércio era feito pelas guildas, corporações de ofício que reuniam artesãos do mesmo ramo e funcionavam como um antepassado dos sindicatos. Um dos grupos mais poderosos era o dos pedreiros (em inglês, masons). Responsáveis pela engenharia e pela construção de castelos e catedrais, eles tinham acesso aos reis e ao clero e circulavam livremente entre os feudos. Apelidados de free masons (pedreiros livres), se reuniam nos canteiros de obras e trocavam segredos da profissão. Para se identificarem em locais públicos e evitarem o vazamento de suas conversas, criaram um sistema de gestos e códigos. Durante o Renascimento, os pedreiros livres ficaram na moda. Seus encontros passaram a acontecer em salões, chamados de lojas, que geralmente ficavam sobre bares e tavernas das grandes cidades, onde a conversa continuava depois. Intelectuais e membros da nobreza engrossaram a turma. Por influência deles, os debates passaram a abranger religião e filosofia. Em 24 de junho de 1717, numa reunião das quatro maiores lojas de Londres (então o maior centro maçom europeu), na taverna The Goose and Gridiron nasceu uma federação, a Grande Loja de Londres. Era o início oficial da maçonaria.

Compasso

Representa a racionalidade científica. Por desenhar círculos perfeitos, também simboliza a busca pela perfeição moral

Esquadro

Instrumento que lembra a capacidade transformadora do homem sobre a natureza. Seu ângulo reto é uma indicação para os homens de que eles devem ser honestos

Letra G

Vem de God, “Deus” em inglês. Os integrantes da fraternidade também o chamam de GAU, sigla para “Grande Arquiteto do Universo”

Olho

Geralmente representado dentro de um triângulo, tem o mesmo significado da letra G. É Deus, que tudo vê

Triângulo

Refere-se ao lema “liberdade, igualdade e fraternidade”, às virtudes “fé, esperança e caridade”, e a “nascimento, vida e morte”. Por isso, os maçons também fazem três pontos em suas assinaturas

Martelo

Pequeno, simboliza o trabalho dos pedreiros que inspiraram a fraternidade, e também a força material que muda o mundo. É usado pelo grão-mestre durante as cerimônias

Sol/Lua

Como o chão de mosaico preto e branco (veja no rodapé da reportagem), usado nas lojas, simboliza a dualidade entre bem e mal, espírito e corpo, luz e trevas

IRMÃOS MAÇONS
Personalidades que fizeram parte da ordem

Voltaire (1694-1778)


O filósofo iluminista atacava a monarquia francesa e defendia princípios maçons. Acabou sendo iniciado em uma loja de Paris em abril de 1778, só dois meses antes de morrer. Voltaire, que tinha 83 anos, entrou no local apoiado no braço do americano Benjamin Franklin.

Goethe (1749-1832)

O escritor e poeta alemão foi aceito em uma loja de Weimar em 1780. Escreveu vários poemas em homenagem à maçonaria. Os mais famosos são A Loja Maçônica e Symbolum (composto quando seu único filho, Auguste, foi iniciado).

Mozart (1756-1791)

O compositor austríaco entrou para a ordem em Viena, aos 28 anos. Compôs várias peças para serem executadas durante cerimônias maçônicas. Sua última ópera, A Flauta Mágica, tem tantas referências à ordem que Mozart foi acusado de revelar segredos maçons.

Gustave Eiffel (1832-1923)

Além de projetar a Torre Eiffel, em Paris, o engenheiro francês desenhou a Estátua da Liberdade, enviada como presente de comemoração dos 100 anos da independência americana . O projeto foi executado em parceria com o escultor Frederick Bartholdi (1834-1904), que também era maçom.

Charles Lindberg (1902-1974)


O aviador foi aceito por uma loja de Saint Louis em 1926. No ano seguinte, tornou-se o primeiro homem a fazer um vôo solitário transatlântico sem escalas. Durante a viagem, ele teria levado consigo um distintivo com os símbolos da régua e do compasso.

Buzz” Aldrin (1930)

O segundo homem a pisar na Lua em 1969, após Neil Armstrong, pertence a uma loja maçônica no Texas. Queria ter levado um anel maçom de seu avô para a Lua, mas o perdeu antes da viagem. Mas ninguém sabe se ele teria mesmo levado uma bandeira com símbolos da ordem para lá.

LENDAS PARA TODOS OS GOSTOS
Os mais famosos personagens e povos que teriam fundado a sociedade

Adão

Alguns integrantes da ordem defendem que Deus foi o primeiro maçom – afinal (como um bom pedreiro”) ele construiu o mundo inteiro em seis dias. Para outros, esse cargo cabe a Adão. Ao ser expulso do paraíso, ele teve de encontrar uma forma de construir abrigo. Seus ensinamentos teriam sido levados adiante por seu filho Caim.

Noé

De acordo com a Bíblia, depois de construir um barco e escapar do grande dilúvio com um casal de cada espécie animal, Noé precisou começar tudo do zero. Para alguns maçons, isso faz dele um pioneiro na arte da construção – logo, um fundador da maçonaria.

Egípcios


Só mesmo grandes engenheiros seriam capazes de construir as pirâmides do Egito antigo. Por isso, não falta quem diga que entre os egípcios também estavam os primeiros maçons. Por essa versão, eles teriam criado ritos ocultos, os mesmos que teriam usado na construção da Grande Pirâmide de Quéops.

Hiram Abiff

Segundo a Bíblia, o rei Salomão teria contratado um outro rei, chamado Hiram Abiff, para ser o engenheiro-chefe de seu templo. De acordo com a maçonaria, Hiram foi morto por funcionários que queriam roubar os segredos de Salomão. Assim, Hiram acabou virando um mártir e também um exemplo de discrição.

Pitágoras


Além de fundador da Matemática como disciplina de estudos, o grego fundou a escola pitagórica, que tratava seus seguidores como uma irmandade sem superiores e seguia rígidos princípios religiosos e de comportamento. Assim, não é difícil entender a ligação que fizeram entre ele e a maçonaria.

Templários

Os sobreviventes da poderosa ordem, destruída em 1312 a mando do papa Clemente V, teriam continuado a se reunir em segredo até voltar a público em 1717, na forma da maçonaria. Algumas palavras em código dos maçons seriam inspiradas nas senhas usadas pelos templários.

SAIBA MAIS:

LIVROS

A Maçonaria – Símbolos, Segredos, Significado, W. Kirk MacNulty, Martins Fontes, 2007

Conta a história da organização com textos curtos e didáticos e reúne imagens de símbolos e cerimônias.

Arquivos Secretos do Vaticano e a Franco-Maçonaria, José Ferrer Benimeli, Madras, 2007

O historiador espanhol descreve em detalhes os processos movidos pela Inquisição contra membros da maçonaria.

O Poder da Maçonaria, Françoise Jean de Oliveira e Marco Morel, Nova Fronteira, 2008

Os pesquisadores contam a trajetória da ordem no Brasil, do fim do século 18 até os dias atuais.

Fonte: Revista AVENTURAS NA HISTÓRIA


Teorias Conspiratórias Maçônicas

Teorias conspiratórias maçônicas são teorias conspiratórias envolvendo a Maçonaria; centenas de tais teorias conspiratórias têm sido descritas desde o final dos anos 1700.[1] Geralmente, essas teorias podem ser classificadas em três categorias distintas: políticas (normalmente envolvendo alegações de controle do governo, especialmente nos EUA e Reino Unido), religiosas (normalmente envolvendo acusações de anti-cristianismo ou crenças e práticas satânicas) e culturais (normalmente envolvendo o entretenimento popular). Muitos escritores de teorias conspiratórias têm ligado os maçons (e os Cavaleiros Templários) com a adoração do diabo, essas idéias foram baseadas em interpretações das doutrinas das referidas organizações.[2]
Entre as alegações de que Maçonaria exerce controle sobre a política, talvez o exemplo mais conhecido é a teoria da Nova Ordem Mundial, mas existem outras. Estes envolvem principalmente aspectos e agências do governo dos Estados Unidos, mas também eventos reais fora dos EUA (tais como o escândalo na Itália da Propaganda Dois) são frequentemente utilizados para dar credibilidade a essas reivindicações.
Outro conjunto de teorias tem a ver com a maçonaria e religião, nomeadamente no que diz respeito ao envolvimento da Maçonaria com o "oculto". Estas teorias têm suas origens na Fraude de Taxil.[3][4] Para além destas, existem várias teorias que incidem sobre a incorporação de símbolos em outros itens ordinários, tais como padrões de rua, selos nacionais, etc.
Existem teorias conspirativas maçônicas que lidam com todos os aspectos da sociedade. A maioria destas teorias são baseadas em um ou mais dos seguintes pressupostos:
  • Que a Maçonaria é a sua própria religião e requer uma crença no "deus" maçônico que é diferente dos principios da crença cristã.
  • Que o 33o grau do Rito Escocês é mais do que um grau honorário, juntamente com a crença de que a maioria dos maçons não têm conhecimento dos segredos ocultos ou corpos prejudiciais dentro de sua organização que governam eles, conduzem-os ao ritual oculto, ou o controle de vários cargos de poder governamentais.[5]
  • Que existe um órgão centralizado a nível mundial que controla todos os maçons das Grandes Lojas, e assim, todos os atos da Maçonaria mundial em uma forma unificada.

Lista de teorias de conspiração associadas com a Maçonaria
 
As teorias de conspiração mais notáveis que envolvem a Maçonaria incluem:


Políticas
  • A Maçonaria se sobrepoem, ou é controlada, pelos Illuminati, especialmente nos graus mais elevados, e que secretamente controla muitos aspectos importantes da sociedade e do governo e que estão trabalhando para estabelecer a Nova Ordem Mundial.[6][7][8][9][10][11][12][13][14] Algumas teorias de conspiração envolvendo os maçons e os Illuminati também incluem os cavaleiros templários e os judeus como parte do suposto plano de controle universal da sociedade. Este tipo de teoria conspiratória foi descrita logo em 1792 por vários autores, com início na França e na Escócia.
  • Os maçons têm secretamente conspirado para criar uma sociedade baseada nos ideais revolucionários de liberdade, igualdade, fraternidade, separação da igreja e estado e (na Alemanha nazista) de uma parcela judaica para a tolerância religiosa.[15]
  • Que a maçonaria é uma frente judaica para a dominação mundial, ou seja, pelo menos, é controlada pelos judeus para este objetivo. Um exemplo disto seria o famoso (e amplamente considerado fraudulento) Os Protocolos dos Sábios de Sião. Hitler Maçonaria ]
"Chapter XIII: German Alliance Policy after the War", 1924, trans. 1943. O movimento islâmico Palestino Hamas afirma que a maçonaria é uma "sociedade secreta" fundada por parte de uma parcela sionista para controlar o mundo.[16]
  • Que os maçons realizam reuniões com políticos e empresários influentes no Clube Boêmio e que uma estátua de uma coruja (supostamente um símbolo maçônico) é adorado nessas reuniões.[17][18]
  • A Maçonaria persegue Comunistas e seria o principal braço de investigação e execução dos serviço secretos dos Estados Unidos e Inglaterra. Na Ditadura Militar, seus membros teriam se infiltrado em organizações na luta armada e revelada a identidade de vários lideres opositores aos militares. A morte de Carlos Lacerda seria diretamente ligada a investigação de espiões maçonicos. Estão infiltrados nos grandes partidos de esquerda do Brasil e do mundo e conhecem seus planos de revolução passiva (ver Antonio Gramsci) em detalhes.

Religiosas


Cultural

Filiação
  • Os membros da maçonaria fazem um pacto de sangue na cerimônia de iniciação onde também são presenciados supostos ferimentos provocados com armas brancas. Há também relatos de tiros de armas de fogo. Os templos maçons são construídos sob sigilo absoluto e com isolamento acústico para evitar que gritos e cânticos entoem para o ambiente externo da loja.
  • Os membros da maçonaria são vigiados e tem suas famílias vigiadas; sigilos telefônico e postal são quebrados pela loja.
  • Evitam entrar numa Igreja ou templo de adoração a Cristo e só se retiram andando de costas (nunca dar as costas ao inimigo).
  • Não são aceitos pobres na maçonaria, para ser candidato é preciso ter uma ficha limpa, boa imagem e sobretudo já estabelecido socialmente e financeiramente; Tendem a ser escolhidos homens de cargos gerenciais, profissionais liberais e que exerçam funções chave na sociedade (delegados, médicos, juízes, governantes).
  • Se um Maçon revelar segredos da Maçonaria a outras pessoas ou até membros de sua família ele padece misteriosamente de uma doença até a morte rápida; pessoas que sabem dos segredos passam a ser perseguidas e chantageadas, há relatos de esposas e filhos que enriqueceram após a morte do marido/pai maçon que teriam supostamente feito um acordo com a loja.


Outras
Alegações de Infiltração Maçônicas

Na Igreja Católica


Pier Carpi, em seu livro As profecias de João XXIII, diz que no ano 1935 o futuro Papa João XXIII, Angelo Roncalli, foi convidado para participar de uma sociedade iniciática herdeira da maçonaria com ensinamentos tipo Rosacruz a que pertenceu, no passado Louis Claude de Saint-Martin, o Conde de Cagliostro e do Conde de St. Germain. Além disso, menciona a existência de provas documentais da iniciação na Turquia de Angelo Roncalli.[42] Jacques Duchaussoy escreveu em seu livro Mystère et Mission des Rose+Croix que Pier Carpi provocou reações de medo em alguns círculos por que na semana seguinte após a sua saída de venda, o livro foi retirado de todas as bibliotecas da França e o editor respondeu que não estava disponível na venda.[43] O Professor Maçon Alfonso Sierra Partida explica em seu livro La Masonería Frente al Mundo Contemporáneo, que tentou publicar, em jornais da Cidade do México, uma cópia de um alegado ato administrativo de iniciação em uma Loja Maçônica, em Paris, onde é dito que o profano Angelo Roncalli e Giovanni Montini (Paulo VI) "tinham sido levados no mesmo dia para serem iniciados em agosto nos Mistérios da Maçonaria." [44] O autor Franco Bellegrandi indica a existência de uma discussão entre os cardeais na época do Conselho onde uma publicação circunstancial acusando de ilegitimidade na eleição de João XXIII, porque ele tinha sido querido pela maçonaria e indicou a Roncalli como pertencente a esta organização a partir do ano da sua nunciatura na Turquia.[45] Piers Compton, em seu livro "The Broken Cross", afirma a que existe uma infiltração da Igreja pelos maçons e os Illuminati.[46] O Marquês de Franquerie indica em um livro que Cardeal Pietro Gasparri tinha feito uma política perto dos círculos maçônicos e lhe delatou em vários artigos e a hierarquia católica.[47] Algumas revistas católicas tradicionalistas indicaram [48][49] e também foi mencionado num artigo do Journal de Genève de 1966 quando o Papa João XXIII citou uma frase de tendência maçônica.



Nas Testemunhas de Jeová
 
Charles Taze Russell fundador das Testemunhas de Jeová foi acusado de pertencer a Maçonaria pelos escritores Lady Queenborough (Edith Star Miller) no seu livro "Occult Theocrasy" e Fritz Springmeier em 1990. Em seguida, foi indicado que seu túmulo com uma pirâmide com o símbolo da cruz e da coroa, é a prova da filiação maçônica.[50] As fontes com relação à maçonaria não colaboram com esta tese [51] assim como fontes com relação às testemunhas.[52] Um estudo de CESNUR (Centro Studi sulle Nuove Religioni com sede em Turim) [53] concluiu que a adesão da Maçonaria por Russell não foi provada, mas que havia influências maçônicas nas Testemunhas e sua doutrina. De acordo com este estudo, símbolos como a cruz e a coroa utilizados pelos estudantes da Bíblia estavam na Maçonaria.


Nos Mórmons
 
Notou-se uma ligação entre a maçonaria e o mormonismo e que a Maçonaria desempenhou um papel considerável no nascimento e na criação da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Em 6 de abril de 1840 foi fundado a Grande Loja de Illinois, em geral, pelo juiz e patriarca mórmon James Adams. A nova Grande Loja foi imediatamente estabeleceu laços estreitos com a congregação religiosa fundada por Joseph Smith (filho). Em breve, a cidade de Nauvoo teve três alojamentos e no estado de Iowa com dois, cinco foram referidas como a "loja mórmon" e ascendeu com cerca de 1.550 irmãos. O mesmo filho de Joseph Smith foi iniciado como um aprendiz de maçon em 15 de março de 1842. O episódio foi documentado na ata do alojamento em Nauvoo nessa data, que é dita que Smith Jr. e Sidney Rigdon "foram devidamente iniciados como aprendizes de maçons no mesmo dia." [54] Os primeiros cinco presidentes da Igreja, Joseph Smith (como seu pai Joseph Smith (pai) e seu irmão Hyrum Smith) e Brigham Young, John Taylor, Wilford Woodruff e Lorenzo Snow foram todos iniciados como Maçons na Loja de Nauvoo. Alguns ritos da Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias ajustam a rituais maçônicos.




Na Revolução


Há relatos que maçons se infiltraram em partidos revolucionários de esquerda no Brasil durante a Ditadura Militar e entregaram a identidade de membros. É atribuido aos maçons o vazamento de planos de ação ao DOPS e a consequente emboscada à Carlos Lacerda. Também há indícios que a Maçonaria se infiltrou em Cuba e planejou o assassinato de Fidel Castro.


Outras


As seguintes organizações foram fundadas por maçons e reconhecidas e denunciadas como tal:

"Supostas" intervenções da Maçonaria na história

 Supostos crimes maçônicos


Tese de uma conspiração judaico-maçônica
 
A expressão "conspiração judaico-maçônica" foi cunhada no famoso panfleto anti-semita Os Protocolos dos Sábios de Sião publicado no começo do século XX, alegando uma conspiração judaico-maçônica para alcançar a dominação mundial. Foi usado como propaganda pelo regime nazista e do regime de Vichy que combinou em uma expressão dois princípios: o antissemitismo e a antimaçonaria.
 

Tese de uma conspiração visando uma Nova Ordem Mundial maçônica
 
Em 1912, Émile Flourens, Ministro dos Negócios Estrangeiros francês, rejeitou a premissa da criação da Liga das Nações e do Tribunal Permanente de Justiça Internacional, em um livro,[55] indicando a influência maçônica para criar um governo mundial, a justiça global e uma religião em uma Nova Ordem Mundial onde o papado seria excluído.[56] Ele expressou a suposição de que os círculos maçons queriam eliminar o direito à auto-determinação dos povos e substituí-lo com o direito internacional.[57]
Hoje, Gary H. Kah considera que a Maçonaria é a força que organiza a agenda para a Nova Ordem Mundial com um governo único mundial.[58]


Supostos símbolos secretos maçônicos em ruas e monumentos

  • Aeroporto de Denver: O Aeroporto Internacional de Denver tem sido apontado por seus símbolos maçônicos e gárgulas por vários teóricos de conspiração.[68][69] após a publicação do livro de Alex Christopher [70] sobre o assunto.
  • Paris: Dominique Setzepfandt afirma em seus livros que em vários monumentos inspiração maçônica e imitação da arquitetura religiosa utilizando a geometria sagrada na cidade de Paris, como na pirâmide do Museu de Louvre.[71]
  • Bruxelas: Os livros de Paul de Saint-Hilaire [72] e de Adolphe Cordier [73] indicam um caráter urbanístico maçônico em vários locais da cidade belga de Bruxelas, o que foi criticado por Jean van Win, autor belga sobre a maçonaria.[74]
  • Barcelona: O peixe dourado de Frank Gehry no Porto Olímpico de Barcelona foi identificado como parte do simbolismo hermético. De fato tem sido sugerido que a loja maçônica de Barcelona poderia estar por trás da construção do Porto Olímpico.[75]
Vários autores [30][76] , por exemplo David Icke,[77] sugerem que as empresas utilizam um simbolismo e numerologia maçônicas discreta ou secretamente em seus logotipos. A bandeira da Organização das Nações Unidas contem 33 segmentos, o número de graus no Rito Escocês Antigo e Aceito.[30]

 
Teorias de conspiração maçônicas na cultura popular
  • No filme A Lenda do Tesouro Perdido da Disney.
  • No romance de Matthew Reilly Seven Ancient Wonders.
  • Na música de Marilyn Manson King Kill 33 ° do álbum Holy Wood (In the Shadow of the Valley of Death) que é uma referência a um livro antimaçônico de conspiração de James Shelby Downard e Michael A. Hoffman King-Kill 33° .
  • Em Farabato, o mágico um romance esotérico que Franz Bardon alega que algumas lojas maçônicas praticam rituais de homicídio e de satanismo.

Referências
  1. Hodapp, Christopher. Conspiracy Theories & Secret Societies For Dummies.  pp. 174,178.
  2. Addison, Charles G.. The History of the Knights Templars: The Temple Church and the Temple.  pp. 19-20.
  3. S. Brent Morris, The Complete Idiot's Guide to Freemasonry (2006), pp. 171-172; ISBN 1592574904
  4. Christopher Hodapp, Freemasons for Dummies (2005), pp. 160-161; 298-299; ISBN 0764597965
  5. Freemasonry - Conspiracy Within
  6. Why the NSA tried to recruit me by James Casbolt in St Ives, UK – October 31 2006
  7. "The Road to Heart Mountain? Rumors, FEMA and the Future"
  8. [1]
  9. United States Presidents and The Illuminati / Masonic Power Structure
  10. United States Presidents and The Illuminati / Masonic Power Structure Pt.4
  11. Freemasons at Freedomdomain.com
  12. World Order at Freedomdomain.com (hosted at Internet Archive)
  13. Berlet, Chip. Right-wing Populism in America: Too Close for Comfort.
  14. 14,0 14,1 Pugh, Joye Jeffries. Eden: The Knowledge of Good and Evil 666.
  15. Hitler, Adolf. Mein Kampf: Volume One - A Reckoning. Chapter XI: Nation and Race.
  16. 'The Covenant of the Islamic Resistance Movement (HAMAS)-Palestine', articles seventeen, twenty-two and twenty-eight, 18 Aug 1988.
  17. Bohemian Grove Exposed!
  18. Freemasons, Illuminati and Associates
  19. Robinson, John. A Pilgrim's Path: Freemasonry and the Religious Right. M. Evans, 1993. ISBN 087131732X

  20. Freemasonry The worship of Lucifer, SATAN Part 1 of 5
  21. DO FREEMASONS WORSHIP SATAN/LUCIFER ?
  22. The Masonic Fairy Tale Known As The Leo Taxil Confession
  23. Freemasonry: Midwife to an Occult Empire
  24. G.A.O.T.U.
  25. Freemasonry is a Non-Christian Occult Religion
  26. Islamic Party of Britain: What then is Freemasonry
  27. Satanic Voices: UNMASKING JEHOVAH JAH-BUL-ON
  28. Name of Deity (MasonicInfo.com)
  29. 30,0 30,1 30,2 Corporate Logos
  30. George Washington
  31. Masonic Symbols in Washington
  32. Hodapp, Christopher L., Solomon's Builders: Freemasons, Founding Fathers and the Secrets of washington D.C., Ulysses Press, 2007, ISBN 1569755795
  33. United States Presidents and The Illuminati / Masonic Power Structure.
  34. "NASA Masonic Conspiracy - Apollo Missions Masonic Symbols"
  35. Jack the Ripper, Masonic conspiracy
  36. Freedomdomain.com
  37. Trosch - Masonry exposed
  38. "Who's the Enemy: -- The End of Days Begun?" "What is not commonly known is that the roots of modern Freemasonry extend far beyond the mid-eighteenth Century, all the way back to ancient Egypt, and more importantly; through a Middle Ages movement commonly known as the "Knight's[sic] Templar. It is, we now suspect, the remnants of this Templar/Masonic/American axis that were the true target of these attacks -- in other words, September 11th was a direct thrust at the heart of the American Revolutionary Experiment … in the critical year of 2001."
  39. United States Presidents and The Illuminati / Masonic Power Structure. Pt3
  40. Unfolding the Masonic Bombing of Christian Nagasaki – 1945 A.D., por Lowell Ponte
  41. Pier Carpi, Las Profecías de Juan XXIII, ediciones Martínez Roca (España)
  42. Jacques Duchaussoy, Mystère et Mission des Rose+Croix
  43. Alfonso Sierra Partida, La Masoneria Frente al Mundo Contemporáneo, México: Editorial Masónica Menphis, 1972. Wraps. 222 p. 3000 ejemplares
  44. Franco Bellegrandi, Nichitaroncalli. Controvita di un papa, Editions Eiles, Roma, 1994, p. 176)
  45. Piers Compton, The Broken Cross
  46. Marqués de la Franquerie, Lucifer et le pouvoir occulte, p.16, 1984. Texto en línea en francés
  47. Revista Medio Día en Punto, marzo-abril 1978
  48. Sous la Bannière, nº 22, marzo-abril 1989 pp. 23-24
  49. Argumentos en francés en el sitio web de M. Leblanc
  50. Buscar "C.T. Russel" en el artículo en inglés Anti-masonry Frequently Asked Questions de la Grand Lodge of British Columbia (consultado el 15 de marzo 2008)
  51. Argumentos en francés en el sitio web de M. Chasson
  52. La massoneria e le origini dei testimoni di Geova de Don Ernesto Zucchin Massoneria e religioni, y Massimo Introvigne, CESNUR, Elle Di Ci, Leumann (Torino) 1994
  53. Mervin B. Hogan, Mormonism and Freemasonry: The Illinois Period, Springfield, Illinois, 1980, p. 308-13
  54. Émile Flourens, Un fiasco maçonnique à l'aurore du vingtième siècle de l'ère chrétienne, (1912), Texte en ligne
  55. Émile Flourens, Un fiasco maçonnique à l'aurore du vingtième siècle de l'ère chrétienne, p.33, (1912), Texte en ligne
  56. Émile Flourens, Un fiasco maçonnique à l'aurore du vingtième siècle de l'ère chrétienne, p.55, (1912), Texte en ligne
  57. Gary H. Kah, En Route to Global Occupation, Huntington House Publishers, diciembre 1996
  58. D'où la signification du phallus, ou de son inoffensif substitut, l'obélisque, dressé comme un emblème de la sortie du tombeau et de la résurrection de la Divinité Albert Pike, Morals and Dogma, p. 393
  59. Michael Baigent y Richard Leigh, The Temple and the Lodge, 1989.
  60. Charles L. Westbrook Jr. Ph.D America’s Oldest Secret: The Talisman of the United States - The Mysterious Street Lines of Washington D.C. - Signature Of The Invisible Brotherhood, 123 p., 1990.
  61. Sitio internet Wake Up America, Artículo Secret Societies
  62. Sitio internet The Forbiddenknowledge, Artículo por Robert Howard United States Presidents and The Illuminati / Masonic Power Structure
  63. David Ovason, The Secret Architecture of our Nation's Capital : The Masons and the Building of Washington, D.C., 1999
  64. David Ovason,THE SECRET ZODIACS OF WASHINGTON DC : WAS THE CITY OF STARS PLANNED BY MASONS, 1999
  65. http://anti-masonry.info - Washington, DC A secret satanic plot revealed? - Sandusky, Ohio
  66. California Freemason, Summer 1972, Volume 19 No, 3. ed. Dewey H. Wollstein. p. 105.
  67. En un sitio internet conspiracionista: What on earth is going on at Denver International Airport? Or should we be asking what is going on UNDERGROUND there ?
  68. Denver Airport, En un sitio internet masónico
  69. Alex Christopher, Pandora's box: The ultimate "unseen hand" behind the new world order
  70. Dominique Setzepfandt, Paris maçonnique : à la découverte des axes symboliques de Paris, Paris, Faits & Documents, 1996. ISBN 2-909769-04-6
  71. Paul de Saint-Hilaire, Histoire secrète de Bruxelles, Albin Michel, 4.11.1981, ISBN 2226013057
  72. Adolphe Cordier, Histoire de l’Ordre maçonnique en Belgique, Mons, 1854
  73. Jean van Win, Bruxelles maçonnique, faux mystères et vrais symboles, éditions Cortext, 2008, ISBN 978-2-87430-047-9
  74. Más allá de la Ciencia, n° 234, Barcelona Hermética, por Olga Canals y Carlos G. Tutor, p.20
  75. Reptilian Watch, a repository of images related to Reptilian/Masonic symbolism
  76. David Icke, The Biggest Secret: The Book That Will Change the World, UK, Bridge of Love Publications, 1999. ISBN 0-9526147-6-6
 

 

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Tráfico possuía Metralhadora ponto 50 de origem Nazista

Metralhadora ponto 50, apreendida na Vila Vintém, foi fabricada na Alemanha para combates na 2ª Guerra Mundial

A apreensão da primeira metralhadora calibre ponto 50 já encontrada em poder dos traficantes cariocas até hoje, feita pelo 14º BPM (Bangu), segunda-feira, na Vila Vintém, em Padre Miguel, deu início a uma investigação da Polícia Civil para tentar descobrir como a arma, capaz de derrubar helicópteros e furar blindados, entrou no Brasil. Especialistas da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) estiveram na 33ª DP (Sulacap), para onde o material foi levado, e constataram que a ponto 50 é de fabricação alemã e pertenceu ao exército nazista do ditador Adolf Hitler.

A constatação foi feita a partir do desenho de uma águia segurando a suástica, que está gravado na arma. Ela é conhecida como MG42, abreviação de Maschinengewehr 42, uma metralhadora de calibre 7.92 x 57 mm desenvolvida durante a Segunda Guerra Mundial.

 Pesando 11,5 quilos, a metralhadora é usada num bipé e é capaz de disparar 1.550 tiros por minuto. Uma curiosidade da época em que foi lançada: ela ganhou o apelido de Lurdinha entre os militares brasileiros que lutaram na Itália durante a campanha. Este era o nome da noiva ciumenta de um dos pracinhas, cujo o jeito de falar sem parar era semelhante à cadência de seus tiros.
A Drae e Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA) já tinham informações da presença de metralhadoras ponto 50, mas em outras comunidades, como a Favela da Grota, no Complexo do Alemão, e a Vila Cruzeiro, na Penha. Em maio de 2008, a polícia já havia encontrado 422 projéteis desse calibre no Morro da Mangueira.

Mês passado, no roubo de R$ 6 milhões de um carro-forte em Araras, Interior paulista, bandidos usaram uma ponto 50 para furar a blindagem. O grupo é conhecido como o ‘bando da metralhadora do Rambo’.


Polícia investiga sumiço de 166 armas

Policiais da 76ª DP (Centro) investigam o desaparecimento de 166 armas — quatro carabinas 12 e 162 revólveres 38 — de uma empresa de vigilância, no Centro de Niterói. Segundo funcionários da Vison, desativada em 1997, o crime teria ocorrido no fim de semana, quando não havia seguranças no local. Mais de 1.200 balas também teriam sido levadas.

Mas o delegado Luiz Antônio Businaro suspeita que o crime tenha ocorrido há mais tempo, pois a perícia não constatou indício de furto recente no local. “Tudo estava muito empoeirado, sem marcas de pés ou mãos. Além disso, nenhuma das portas apresentava sinais de arrombamento”.

Representantes da empresa estiveram na delegacia e alegaram que pretendiam entregar as armas para destruição, mas que esperavam autorização da Polícia Federal. Businaro não acredita que o furto tenha sido encomendado por traficantes, que não costumam usar revólveres. Ontem, apenas um revólver foi encontrado pela polícia no cofre da empresa.


 

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Fraudes em Concursos Públicos

Tentativas de fraudes em concursos públicos são freqüentes em todo o país. A venda de supostos gabaritos e de falsas promessas de vagas garantidas é prática recorrente de pessoas que tentam obter vantagens de forma ilícita.

Em maio de 2005, numa mega-operação, a Polícia Civil do Distrito Federal, com apoio da Polícia Federal, desmontou um esquema de fraude em concursos públicos em todo o país. Foram expedidos 104 mandados de prisão no total. Entre os presos na Operação Galileu, policiais civis e militares, candidatos que compraram gabaritos, servidores públicos aprovados de forma ilegal, professores, advogados e 15 servidores do Tribunal de Justiça Federal do Distrito Federal.

Em julho de 2007, foram anuladas as provas do concurso da Câmara Municipal de São Paulo e refeitas em janeiro de 2008.

Quando são detectadas fraudes ou há suspeita de irregularidades no processo, a primeira providência a ser tomada é suspender as etapas subseqüentes do concurso até que a polícia e o Ministério Público concluam a apuração das denúncias. Se confirmada a fraude, as provas serão anuladas e será feito um novo concurso, mantendo-se o edital. A instituição organizadora comunica aos candidatos a nova data e em alguns casos, poderá até reabrir as inscrições. Mas a reabertura de inscrições não é regra, fica a critério do órgão público.

Mas como fugir de concursos “furados”? Esta é uma tarefa difícil. Conhecer a entidade organizadora é um começo. Se a instituição é séria, e reconhecida no meio, tem menor chance de acontecer qualquer irregularidade. Evitar concursos em que a própria instituição contratante organiza o certame e existe um número razoável de funcionários terceirizados. A possibilidade de fraude é grande, o concurso pode ser realizado apenas para legalização de pessoas contratadas sem concurso público.

Outra dica é procurar saber se o órgão público está realmente precisando de pessoal, se existem vagas ou apenas cadastro de reserva (os classificados só são chamados quando abrem vagas - elas ainda não existem - dentro da validade do concurso). Nos concursos realizados no segundo semestre, quando há transição de governos e não dá mais para chamar ainda no mesmo exercício, são mais suscetíveis de prescrição. Por isso, fique atento se há eleição no ano que você está prestando.

Vale lembrar que os concursos têm validade de até dois anos, prorrogáveis por igual período, e não pode haver outro concurso durante esse período para os mesmos cargos, nem a contratação de terceirizados.

Fonte: http://pessoas.hsw.uol.com.br/concurso-publico4.htm

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

CRACK, A DROGA DA MORTE

Drogas: o crack e os novos termos
Archimedes Marques - Delegado de Policia. Pós-Graduado em Gestão Estratégica de Segurança Publica pela UFS

Antes de adentrarmos nos fatos e nas conseqüências do uso do crack peço permissão à língua portuguesa para usar duas palavras chave do tema, que na verdade são inexistentes no nosso dicionário, quais sejam: crackudo e vacilão.Crackudo é originário do termo crack que é uma droga sintética. A palavra foi recentemente criada pelo povo brasileiro para identificar o indivíduo que é usuário e viciado dessa droga, ou seja, crackudo nada mais é do que o consumidor do crack, aquele cidadão que adquire o produto para uso próprio.


Quanto a vacilão, tal palavra é originada do verbo vacilar que significa, dentre outros: não estar firme, cambalear, enfraquecer, oscilar, tremer, hesitar, estar irresoluto, incerto... Vacilão na linguagem popular nada mais é do que o indivíduo que não mede as conseqüências dos seus atos e tampouco se importa com o que lhe aconteça.

A composição química do crack é simplesmente horripilante e estarrecedora. A partir da pasta base das folhas da coca acrescentam-se outros produtos altamente nocivos a qualquer ser vivo, tais como: ácido sulfúrico, querosene, gasolina ou solvente e a cal virgem, que ao serem processados e misturados se transformam numa pasta endurecida homogênea de cor branco caramelizada onde se concentra mais ou menos 50% de cocaína, ou seja, meio à meio cocaína com os outros produtos citados. A droga é fumada pura, misturada em cigarro comum ou em cigarro de maconha.


O crack trás a morte em vida do crackudo, arruína a vida dos seus familiares, aumenta a criminalidade onde se instala, degrada e mata mais do que todas as outras drogas juntas.

Lançando um olhar no passado o crackudo vê o rumo errado que tomou. Olhando ao futuro somente se lhe afigura a tumba. O seu presente é só o crack: o crack como o senhor do seu viver, como seu dominador, como seu real transformador do bem para o mal, como destruidor da sua família, como aniquilador da sua vida, como o seu curto caminho para a morte.


Estamos, sem sombras de dúvidas, em aguda e profunda crise social, familiar e criminal relacionada a essa droga avassaladora e mortal. A população mostra-se atônita, indefesa e impotente com tal problemática. Até parece que apesar de todas as alertas feitos constantemente na mídia, as autoridades constituídas ainda não atentaram para esse gravíssimo problema que gera tantos outros em áreas diversas e que transforma tudo em malefícios.

O homem é o único animal racional existente na face da Terra, mas age, sem sombras de dúvidas de maneira irracional e gananciosa quando conscientemente fabrica o mal para o seu semelhante. Dentre todos os malefícios criados pelo homem para o homem, o crack está entre os primeiros colocados.


Basta o experimento de um único cigarro da pedra do crack para viciar o vacilão. A fumaça altamente tóxica da droga é rapidamente absorvida pela mucosa pulmonar excitando o sistema nervoso, causando euforia e aumento de energia ao usuário. Com a falta dessa sensação ao passar o efeito da droga, logo o vacilão é compelido ao segundo cigarro e assim por diante até levá-lo a conseqüências irremediáveis vez que ele é capaz de matar e morrer para sustentar o seu vício.

Com o passar do tempo o crack causa destruição de neurônios e provoca ao crackudo a degeneração dos músculos do seu corpo, fenômeno este conhecido na medicina como rabdomiólise, o que dá aquela aparência esquelética ao indivíduo, ou seja, ossos da face salientes, pernas e braços finos e costelas aparentes.


O crackudo pode ter convulsão e como conseqüência desse fato, pode levá-lo a uma parada respiratória, coma ou parada cardíaca. Além disso, para o debilitado e esquelético sobrevivente seu declínio físico é devastador, como infarto, dano cerebral, doença hepática e pulmonar, hipertensão, acidente vascular cerebral (AVC), câncer de garganta, além da perda dos seus dentes, pois o ácido sulfúrico que faz parte da composição química do crack assim trata de furar, corroer e destruir a sua dentição.

Conclui-se assim que do mal nasceu o crack, que do crack surgiu o vacilão, que do vacilão gerou o crackudo, que do crackudo restou a morte.




Consequências para a saúde

Intoxicação pelo metal
O usuário aquece a lata de refrigerante para inalar o crack. Além do vapor da droga, ele aspira o alumínio, que se desprende com facilidade da lata aquecida. O metal se espalha pela corrente sanguínea e provoca danos ao cérebro, aos pulmões, rins e ossos.
Fome e sono
O organismo passa a funcionar em função da droga. O dependente quase não come ou dorme. Ocorre um processo rápido de emagrecimento. Os casos de desnutrição são comuns. A dependência também se reflete em ausência de hábitos básicos de higiene e cuidados com a aparência.
Pulmões
A fumaça do crack gera lesão nos pulmões, levando a disfunções. Como já há um processo de emagrecimento, os dependentes ficam vulneráveis a doenças como pneumonia e tuberculose. Também há evidências de que o crack causa problemas respiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar e dores fortes no peito
Coração

A liberação de dopamina faz o usuário de crack ficar mais agitado, o que leva a aumento da presença de adrenalina no organismo. A consequência é o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Problemas cardiovasculares, como infarto, podem ocorrer
Ossos e músculos
O uso crônico da droga pode levar à degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, chamada rabdomiólise.
Sistema neurológico
Oscilações de humor: o crack provoca lesões no cérebro, causando perda de função de neurônios. Isso resulta em deficiências de memória e de concentração, oscilações de humor, baixo limite para frustração e dificuldade de ter relacionamentos afetivos. O tratamento permite reverter parte dos danos, mas às vezes o quadro é irreversível
Prejuízo cognitivo: pode ser grave e rápido. Há casos de pacientes com seis meses de dependência que apresentavam QI equivalente a 100, dentro da média. Num teste refeito um ano depois, o QI havia baixado para 80
Doenças psiquiátricas: em razão da ação no cérebro, quadros psiquiátricos mais graves também podem ocorrer, com psicoses, paranoia, alucinações e delírios
Sexo
O desejo sexual diminui. Os homens têm dificuldade para conseguir ereção.
Há pesquisas que associam o uso do crack à maior suscetibilidade a doenças sexualmente transmissíveis, em razão do comportamento promíscuo que os usuários adotam
Morte
Pacientes podem morrer de doenças cardiovasculares (derrame e infarto) e relacionadas ao enfraquecimento do organismo (tuberculose).
A causa mais comum de óbito é a exposição à violência e a situações de perigo, por causa do envolvimento com traficantes, por exemplo.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

DOWNLOAD DE E-BOOKS JURÍDICOS

Dos Delitos e das Penas

‘Os policiais tinham a intenção de me matar’

Jovem que acusa PMs de tortura, extorsão e abuso sexual revela os momentos de horror que passou dentro da viatura e as humilhações que sofreu na Estrada das Paineiras
 
Com dores no ouvido e tontura, por causa do tiro de fuzil que lhe feriu o rosto, a vendedora H., 21 anos, relatou ontem os momentos de horror que passou na sexta-feira. Ela acusa dois policiais militares de roubo, tortura, estupro e tentativa de homicídio.

H. contou que seguia para a casa de sua mãe quando foi abordada pelo soldado Rodrigo Nogueira Batista, 30, e o cabo Marcelo Machado Carneiro 40, ambos lotados no 1º BPM (Estácio). “Eu estava indo para a casa da minha mãe, levando o dinheiro (R$1.700) para ela guardar. Estava juntando o dinheiro há três meses, para as festas de fim de ano”.

Segundo H., os policiais a obrigaram a entrar na viatura. “Eles me pegaram perto da estação do Metrô do Estácio. Disseram que iam me levar para a delegacia. No caminho passaram por uma Blazer de supervisão da PM, mas não sei se me viram dentro da viatura. Trocaram de veículo e seguiram comigo num Gol branco”.

A vendedora conta que foi torturada até chegar a Estrada das Paineiras, no Alto da Boa Vista. “No carro, me davam tapas na cara. Diziam que eu era mulher de traficante. Queriam dinheiro para me soltar. Os policiais tinham intenção de me matar. Quando entraram no carro tiraram a farda, ficaram só de camiseta branca, não queriam que eu visse o nome deles”.

H. diz que passou os piores momentos de sua vida quando desceu do carro. “Eles me deram chutes no rosto. Depois começaram a passar a mão nos meus seios e nas minhas partes íntimas. Gritavam que eu ia morrer. Depois perguntaram se eu sabia rezar e mandaram eu fechar os olhos. Nessa hora fizeram o disparo no meu rosto. O impacto me fez cair da ribanceira. Fingi que estava morta”, relatou a jovem.

De acordo com a vítima, os policiais utilizaram uma lanterna para verificar se ela estava realmente morta. Depois retornaram ao local para ter certeza. “Eu me agarrei à vegetação e comecei a subir. Percebi que eles estavam voltando, tive que ficar paralisada. Ouvi eles dizendo que eu estava morta”, lembra H.

Depois que os policiais foram embora, ela foi socorrida por um ciclista. A vendedora diz que teme pela segurança de sua família. Ela pretende processar o Estado. “Estou apavorada. Tenho um filho de um ano e estou com muito medo. Não sei em quem posso confiar. Nunca mais entro num carro de polícia. Quero que eles sejam punidos. Eu vou processar o Estado, quem deveria proteger está matando”.
 
Jovem fará acareação com algozes

Nos próximos dias, H. poderá reencontrar seus algozes para uma acareação. “Seria primordial para a investigação”, disse o delegado Fernando Reis, titular da 6ª DP (Cidade Nova). O namorado dela também deve ser chamado a depor.

O policial requisitou ontem à Polícia Militar o mapa do GPS da viatura usada pelos acusados, para traçar a trajetória desde o momento em que a vítima foi abordada até quando ela foi trocada pelo carro de um dos PMs. Foi nesse último veículo que a vendedora foi levada para o Alto da Boa Vista, onde foi baleada. Para o delegado, ainda não foi esclarecido o motivo que levou os PMs a tentarem assassinar a jovem.

Mário Sérgio: ‘Eu pensava que já tinha visto de tudo’
 
O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, se disse escandalizado com o crime atribuído ao cabo e ao soldado. “Infelizmente, é um caso horroroso, escandaliza a todos nós. O estado investe, paga e prepara os policiais. Depois, dá carteira, farda e pede que algeme marginais, e acontece exatamente o contrário. A gente não vai permitir que esses pretensos, falsos policiais maculem o trabalho que outros tantos bons estão fazendo”, afirmou.

O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, classificou o caso como absurdo. “É tão absurdo que, se pensarmos no fato, não acreditamos. Eu pensava que já tinha visto de tudo, mas fico estupefato diante de uma barbaridade como essa. Os policiais estão sendo acusados de fatos graves, suficientes para que, se fossem julgados hoje, fossem excluídos da corporação. Mas temos que esperar até o fim do processo disciplinar”, afirmou.

domingo, 29 de novembro de 2009

Justiça decreta prisão temporária de policiais militares que teriam atirado em jovem


O soldado e o cabo da Polícia Militar já estavam detidos desde sábado com prisão administrativa de 72 horas, no 1º Batalhão (Estácio), onde eles trabalham. Segundo a Polícia Civil, uma moradora do Morro do São Carlos, foi abordada por um soldado e um cabo na noite de sexta-feira, próximo a uma estação de metrô. Os policiais teriam roubado R$ 1,7 mil da mulher e exigido mais R$ 20 mil para libertá-la.

Sem conseguir o dinheiro, a suspeita é que os policiais tenham levado a mulher para uma estrada deserta no Alto da Boa Vista e tentado matá-la com um tiro de carabina no rosto. A mulher foi abandonada pelos policiais, mas sobreviveu e denunciou os dois.

Entenda o caso

O cabo PM Marcelo Machado Carneiro, 40 anos, foi detido no fim da noite de sábado, na casa de um parente, em Cosmos, na Zona Oeste do Rio. Lotado no 1º BPM (Estácio), o cabo Marcelo Carneiro, que estava foragido, é um dos acusados de roubar cerca de R$ 1.750, abusar e tentar matar uma vendedora de 21 anos, na sexta-feira à noite, nas Paineiras, no Alto da Boa Vista. O outro acusado, o soldado Rodrigo Nogueira Batista, já havia sido preso na tarde de sábado.

Marcelo foi detido por policiais do Serviço Reservado (P-2) do 1º BPM (Estácio) e chegou à 6ª DP (Cidade Nova), na madrugada deste domingo. Na delegacia, Marcelo e Rodrigo foram reconhecidos pela vítima. Segundo o delegado adjunto Alexandre Braga, o cabo preferiu não prestar depoimento, por estar, aparentemente, alcoolizado. Rodrigo é acusado de ter atirado na jovem.

O delegado informou ainda já ter provas suficientes para solicitar, ainda neste domingo, a prisão provisória dos acusados, junto ao plantão do Tribunal de Justiça. Após os depoimentos, os PMs foram encaminhados ao batalhão, onde ficarão presos administrativamente pelo período de 72 horas. A jovem será incluída no Programa de Apoio e Proteção a Testemunhas.

"Os dois policiais foram reconhecidos pela vítima. E, com base nas provas técnicas, vamos pedir a prisão temporária dos envolvidos. Os policiais serão indiciados pelos crimes de roubo, cárcere privado, estupro e tentativa de homicídio", disse o delegado, que esteve, no fim da noite de sábado, no local do crime, acompanhado de peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli.

Um dos acusados pediu para jovem rezar, antes de fazer o disparo


De acordo com as investigações, a jovem foi abordada pelos policiais na estação do metrô, no Estácio, por volta das 22h30 de sexta-feira. Ela ia para a casa da mãe, quando foi surpreendida pelos PMs fardados. A dupla teria colocado a jovem em uma viatura, depois em um carro particular, e seguiu com ela até a Estrada das Paineiras, no Alto da Boa Vista. A jovem contou que os policais pediram para ela rezar, antes de um deles fazer o disparo. Ela levou um tiro no rosto e só escapou porque fingiu estar morta.

Três horas e meia após se arrastar pela mata, a vendedora escalou a ribanceira e pediu ajuda a um idoso, que passava de bicicleta, sendo socorrida por bombeiros. O tiro que a atingiu entrou no lado esquerdo do rosto e saiu próximo ao ouvido. Medicada no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, ela foi levada à 6ª DP e reconheceu os policiais.

Na tarde de sábado, peritos acharam par de sandálias, sangue e cápsula de fuzil. Foram apreendidas duas pistolas, fuzil e carabina dos PMs. O comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte, disse que, se o julgamento fosse no sábado, os PMs teriam sido expulsos: “Fatos como esses nos envergonham”.
 

Comandante-geral da PM se diz envergonhado com atitude de policiais

 

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte, esteve na noite deste sábado na 6ª DP (Cidade Nova), para acompanhar as investigações do caso de uma jovem que teria sido achacada, sequestrada e baleada por policiais do 1º BPM (Estácio). O coronel se disse envergonhado com as acusações contra os PMs.

— No primeiro momento, aplicamos uma prisão administrativa. Os fatos são gravíssimos, nos causam uma grande indignação e até nos envergonham. Um policial comentendo isso durante o serviço potencializa e agrava e muito a situação deles. São fatos que nos causam um constrangimento muito grande. Eles podem ser expulsos da corporação — afirmou Mário Sérgio.

O delegado Alexandre Braga, da 6ª DP, já pediu a prisão temporária por 30 dias dos PMs, identificados como o soldado Rodrigo Nogueira Batista e o cabo Marcelo Machado Carneiro. Rodrigo, de 30 anos, está há três na corporação e há um mês no 1º BPM. Anteriormente, ele esteve no 6º BPM (Tijuca). Já o cabo Marcelo, de 40 anos, está há 14 anos na corporação e já esteve lotado no 18º BPM (Jacarepaguá). O soldado Rodrigo já está preso administrativamente.

Em menos de dois meses, este é o terceiro caso envolvendo policiais militares em ações criminosas. Em outubro, o soldado Diego Luis Carvalho Varanda, de 23 anos, foi preso após roubar pedestres e trocar tiros com colegas de farda em um carro roubado. Ele estava acompanhado por dois menores, de 14 e 17 anos, sendo este último, filho de um outro policial militar.

No mesmo mês, os PMs Dennys Leonard Nogueira Bizarro e Marcos de Oliveira Sales foram flagrados por câmeras de vídeo pegando os pertences do coordenador do AfroReggae, Evandro João da Silva, que havia sido baleado por dois assaltantes no Centro do Rio. A vítima agonizou e morreu no local. O Ministério Público estadual ofereceu semana passada denúncia contra os dois por prevaricação e furto qualificado.

Coronel Lopes diz que caso da jovem baleada é ponta de iceberg


O Coronel da PM Paulo Cesar Lopes acredita que casos como o da jovem de 21 anos que quase foi morta por policiais na noite de sexta-feira são apenas a ponta do iceberg. Ele explica que, por sorte, a moça conseguiu sobreviver para acusar os suspeitos do crime, enquanto milhares de outros casos nunca são resolvidos.

- É preciso fazer uma intervenção rigorosa na PM, com demissões em massa dos maus policiais, antes de qualquer coisa. Há uma fragilidade da disciplina sem precedentes na corporação - afirma o coronel, acrescentando que, antes de pensar em aumentar o efetivo para 60 mil homens, o governo precisa rever o processo de treinamento e o ciclo de promoções.

- Hoje, grande parte dos policiais são promovidos por tempo, independentemente da sua qualidade. O critério deveria ser o mérito.

Justiça decreta prisão temporária dos PMs 

 

O plantão judiciário expediu no fim da manhã deste domingo, a prisão temporária do soldado Rodrigo Nogueira Batista, de 30 anos, e do cabo Marcelo Machado Carneiro, 40 anos.

Os dois foram presos neste sábado  sob acusação de roubo, estupro e tentativa de homicídio de uma jovem de 21 anos na noite de sexta-feira. O soldado negou  crimes e o cabo disse que só fala em juizo. Os policiais estão no 1º BPM e serão transferidos para o Batalhão Especial Prisional (BEP).

 

Soldado da PM nega crimes contra mulher de 21 anos

 

O soldado Rodrigo Nogueira Batista, de 30 anos, preso no sábado sob acusação de roubo, estupro e tentativa de homicídio de uma jovem de 21 anos na noite de sexta-feira, negou os crimes.

Segundo o delegado Alexandre Braga, o PM relatou uma série de horários e endereços onde esteve durante a madrugada que serão investigados:
- Ele citou lugares e horários vagamente. Agora, vamos verificar o valor dessas informações.

A polícia ainda não sabe o motivo pelo qual os policiais abordaram a jovem: se havia alguma informação ou se foi aleatório.

No início da manhã deste domingo, o delegado da 6ª DP foi à Justiça pedir os mandados de prisão e busca e apreensão para o soldado e o cabo Marcelo Machado Carneiro, de 40 anos, que se apresentou na madrugada deste domingo. Os dois estão presos administrativamente no 1º BPM (Estácio) e serão transferidos ainda neste domingo para o Batalhão Especial Prisional.

 

Cabo preso na noite de ontem diz que só fala em Juízo


O cabo Marcelo Machado Carneiro, 40 anos, se apresentou neste sábado mas disse que só vai falar em juizo. Ele é um dos dois PMs do 1º Batalhão da Polícia Militar (BPM) que, na noite de sexta-feira, participou de extorsão e tentativa de assassinato de uma jovem moradora do Morro do São Carlos.

A assessoria de imprensa da PM informa que o policial foi preso na noite de sábado, por volta das 22h, na Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM). Em seguida ele foi encaminhado para a 6ª DP, no Centro, onde foi reconhecido pela vítima. Os dois estão presos administrativamente no 1º Batalhão da Polícia Militar.

O cabo Marcelo, de 40 anos, está há 14 anos na corporação e já esteve lotado no 18º BPM (Jacarepaguá).

Já o soldado Rodrigo Nogueira Batista, preso na tarde de sábado,  está há três  anos na corporação e há um mês no 1º BPM. Anteriormente, ele esteve no 6º BPM (Tijuca).

O delegado Alexandre Braga, da 6ª DP, já pediu a prisão temporária por 30 dias do cabo e do soldado. Ambos estão presos administrativamente por 72 horas no 1ºBPM.

Policiais teriam deixado carro da PM em depósito na Praça Onze


Em seu depoimento na 6ª DP (Cidade Nova) a jovem que acusou policiais do 1º BPM (Estácio) de sequestrá-la, achacá-la e tentar matá-la, na madrugada deste sábado, contou que por volta de meia-noite os PMs, que a levavam num carro do batalhão, pararam na porta do 1º BPM e conversaram com policiais numa Blazer.

Ela diz ter sido pega perto da estação de metrô do Estácio por volta das 22h30m desta sexta-feira. Entre este horário e meia-noite, os policiais teriam rodado por vários bairros, entre eles Tijuca, Rio Comprido e Estácio. A jovem deu entrada, baleada, no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, às 2h15m de sábado.

Segundo o comandante do 1º BPM (Estácio), tenente-coronel César Tanner, a jovem contou que o carro da PM onde os policiais a levavam foi deixado num antigo depósito de veículos apreendidos da Polícia Militar, na Praça Onze.

De lá, eles teriam pego o carro particular no qual levaram a vendedora, de 21 anos, para a Estrada das Paineiras. Como o policial que fica de guarda no depósito é do 1º BPM, ele também poderá responder à sindicância aberta no batalhão para investigar o caso.

O coronel Mário Sérgio Duarte, comandante-geral da PM, chegou há pouco à 6ª DP (Cidade Nova), onde o caso está sendo investigado.

Policiais teriam inventado confronto para justificar uso de munição

 

Segundo o tenente-coronel César Tanner, comandante do 1º BPM (Estácio), os policiais acusados de sequestrar, extorquir dinheiro e balear uma jovem de 21 anos, na noite desta sexta-feira, teriam simulado uma troca de tiros ocorrida entre eles e bandidos numa moto Rua Barão de Petrópolis, no Rio Comprido, para justificar o gasto da munição de fuzil usada para balear a garota.

O comandante do batalhão do Estácio afirmou, porém, ter estranhado a versão, já que ali é uma área de muito risco.

Além disso, de acordo com Tanner, os policiais deveriam ter largado o plantão às 7h, mas deram baixa no batalhão às 5h15m de sábado.

O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, está sendo esperado na 6ª DP (Cidade Nova), onde o caso está sendo investigado.

Policiais teriam imaginado que vítima tinha contato com traficantes

 

A jovem que teria sido baleada e jogada de um barranco por policiais militares contou na 6ª DP (Cidade Nova) que, depois de pegarem R$ 1.700, os dois PMs ainda exigiram uma quantia em torno de R$ 20 mil. Para o delegado Alexandre Braga, a vítima disse que a dupla imaginou que ela tivesse alguma ligação com traficantes de drogas do Morro do São Carlos, onde reside. Depois de baleada e jogada no penhasco, a vendedora conseguiu retornar para o asfalto, momento em que foi encontrada por um ciclista. Ele acionou o Corpo de Bombeiros que a levou para o Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca.


Armas que teriam sido usadas por PMs para balear jovem chegam à 6ª DP 

 

Os policiais militares acusados de participar da extorsão e da tentativa de assassinato de uma jovem de 21 anos, nest asexta-feira, no Alto da Boa Vista, são um cabo e um soldado do 1º BPM (Estácio).

As armas que eles utilizavam no dia — duas pistolas, um fuzil e uma carabina — já foram apreendidas e levadas para a 6ª DP (Cidade Nova). O tiro que atingiu o rosto da jovem teria saído de uma carabina.

Ciclista foi quem socorreu jovem que levou um tiro no rosto 

 

A jovem que teria sido baleada por PMs na Estrada das Paineiras teria levado um tiro — supostamente de carabina — no rosto porque não tinha mais dinheiro para dar aos policiais. Em depoimento na delegacia, a jovem contou que tinha R$ 1.700 quando foi revistada pelos PMs próximo ao Metrô da Estácio.

Ao encontrarem o dinheiro, os PMs pediram mais. A jovem disse que não tinha e foi levada para o que seria uma execução.

Após ser baleada no rosto e jogada de um barranco, ela foi socorrida por um ciclista, que a encontrou  pedindo ajuda e a levou para o Hospital Lourenço. A jovem foi medicada, liberada e seguiu para a delegacia, onde denunciou os PMs. 


Resenha Literária - "Sangue Azul: Morte e Corrupção na PM do Rio"


 Estarrecedor. Revoltante. Um soco no estômago.

Esta é a definição que eu daria para a realidade contada no livro alvo de nossa resenha de hoje. São histórias reais que nem o mais imaginativo roteirista ou escritor conseguiria imaginar.

"Sangue Azul: Morte e Corrupção na PM do Rio" é o relato de um soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro, feito ao roteirista Leonardo Gudel (Rede Record).

Como a orelha do livro deixa clara, apesar de nomes e locais terem sido trocados todos os fatos relatados são reais. Eu diria mais: com a sequência de livros que tenho lido sobre o tema, diria que é tudo realidade.

A história do livro é simples: soldado PM do Rio de Janeiro conta a sua história dentro da corporação, entremeado com momentos familiares entrelaçados.

A sequência mostra clara como ele entra na corporação, íntegro e disposto a servir - e aos poucos se transforma em um assassino, corrupto e ameaçado de morte. Na visão dele, esta transformação se deve a dois fatores:

1) À corrupção das altas esferas da política e da corporação;
2) Ao sistema policial e sua engrenagem;

Vamos a alguns exemplos de histórias contadas no exemplar:

1) Sargento tortura família de traficante: primeiro mata a filhinha, depois dá um tiro no ânus do bandido, que sangra até morrer assistido pela mulher e pela sogra. Com a morte após doze horas de agonia, ele mata as duas.

Tal fato ocorre na tomada do morro por uma milícia;

2) Após duas tentativas de prender o chefe de uma determinada localidade e ter sido obrigado a soltar por ordem da delegada da Polícia Civil e do Comandante do Batalhão, a guarnição o prende novamente e exige R$ 140 mil reais para a sua soltura - uma clássica "mineira". Adivinhem quem paga ? O comandante do próprio Batalhão, "sócio" do bandido em questão.

3) Armas apreendidas em operações policiais são revendidas a bandidos rivais; bem como maconha e cocaína que deveriam ser apresentadas ao término das operações policiais mas acabam também como objeto de venda;

4) Comandante de batalhão era sócio do dono de um morro e só mandava fazer operações policiais em morros vizinhos, a fim de fortalecer o tráfico onde ele era sócio. Ressalto que ele é preso em outra passagem, a que origina e fecha o livro;

5) Guarnição prende irmão de juíza com nove quilos de cocaína. Veredito do caso, dado pela própria: cadeia para os PMs por uma série de acusações e expulsão da corporação. Inocência e liberdade para o marginal.

6) Se o PM quiser mais munição para ir a campo, precisa subornar o funcionário responsável pelas armas do batalhão. No relato ele chega a ironizar o leitor dizendo que "agora você entende aquela 'cervejinha' que se paga nas blitzes";

7) As 'vagas' nas guarnições são vendidas de acordo com o "potencial de recursos" que aquele trabalho pode gerar;

8) Execuções sumárias e tiros pelas costas. Também ensina como se faz para se camuflar uma execução e transformá-la em um "auto de resistência";

9) Explicita o papel dos informantes, os chamados "X-9", na estrutura policial. O papel destes é, em sua maioria, propiciar "chances de ganhos" aos policiais;

10) Emboscadas preparadas pelos próprios comandantes para policiais sob sua responsabilidade;

11) A vida no crime daqueles que são expulsos pela corporação;

12) A corrupção entre os políticos e os altos oficiais. Diz-se com todas as letras que o objetivo não é combater a criminalidade, mas sim deixar aqueles que estão no comando ricos.

E olha que não escrevo aqui algumas das histórias mais cabeludas do livro...

Confesso que fiquei absolutamente perturbado, me perguntando se há solução para um sistema tão corrupto e sanguinário. O interesse do cidadão é o que menos importa nesta festa toda. Fica claro também que o "combate ao tráfico" não passa de encenação para encobrir os verdadeiros intere$$e$ envolvidos.

Também é marcante a progressiva brutalização que ele sofre, refletindo-se na família, e o prazer de matar que muitos sentem. Para a maioria dos PMs, matar bandidos é uma espécie de "videogame".

A propósito, quem leu o "Elite da Tropa" vai identificar um dos comandantes citados no livro, tenho quase que certeza de que é o mesmo envolvido em passagens deste "Sangue Azul".

Meus 32 leitores devem estar se perguntando: "o que o levou a falar?" Minha teoria é de que ele está com medo de morrer e optou por tentar se proteger desta forma.

Nos dois últimos capítulos do livro ele sofre um atentado a tiros (do qual sai vivo e, apesar de não dar muitos detalhes, sem sequelas) e revela claramente o medo de morrer e a paranóia decorrente daí. Talvez seja uma tentativa de auto-proteção. Ele sofre este atentado como represália à operação de que participou no tal morro onde o comandante era um dos "sócios" nos negócios ilegais.

Obviamente que ele troca o próprio nome, até porque a quantidade de crimes que ele descreve ali é caso para uma longa temporada na cadeia.

Revoltante e estarrecedor. Somente lendo mesmo, aqui não chego nem perto de esgotar os assuntos tratados. Entretanto, aviso: não é indicado para estômagos sensíveis.

Todavia, por mais que seja revoltante, é obrigatório o cidadão conhecer o cotidiano daqueles que, teoricamente, têm como função nos proteger. Teoricamente...

No Submarino, custa R$ 35. O curioso é que o livro foi lançado sem qualquer divulgação. Até as referências no Google são bem escassas.

Por que será ?

Livro denuncia corrupção na PM e crimes cometidos por policiais

Lançado há pouco mais de uma semana, o livro  "Sangue Azul, morte e corrupção na PM do Rio”, promete muita polêmica dentro e fora do meio militar. Nele um policial militar do Rio de Janeiro, sob o pseudônimo de Rubens, admite a participação em diversos crimes. Quase todos praticados com os seus companheiros de trabalho e sob a proteção da farda.

O tom de confissão é sempre alternado com duras acusações contra a PM, os oficiais que a dirigem e as autoridades de segurança do estado. Os crimes cometidos por Rubens e seus colegas vão desde a revenda de armas apreendidas para traficantes à execuções frias de bandidos, inocentes e até mesmo de companheiros policiais. Em contraste com a frieza que descreve seus atos, Rubens acusa o sistema de o corromper:

— É claro que entrei na PM sabendo que lá não tem nenhum santo. Mas entrei com o intuito de servir e pro-
teger. Mas o próprio sistema vai te extirpando. Para quem pensa em se tornar policial militar, hoje eu digo que não o faça, pois ele esquecerá tudo de bom que um dia existiu dentro dele.