sábado, 30 de junho de 2012

BALACLAVA – USO POLICIAL E MILITAR


A atividade policial muitas vezes gera descontentamento, pois o trabalho disciplinador e punitivo-repressivo que precisamos desempenhar, geralmente em momentos de tensão e fortes emoções do público, não agrada a quem é “nosso cliente”. Isso vai desde a notificação de trânsito até a prisão de homicidas, traficantes, estupradores etc. Em parte destes últimos casos, é temeroso inclusive que o policial seja reconhecido em sua atuação, principalmente por causa da possível represália futura àquele homem. Nesses casos, quando detectados antecipadamente, muitos policiais não se furtam do direito de utilizar a balaclava, espécie de máscara de lã que preserva a fisionomia de quem a usa.

A balaclava tem origem militar, mas não surgiu para preservar fisionomias:

“O nome ‘balaclava’ tem origem na localidade de Balaclava na Criméia (Ucrânia). Durante a Guerra da Criméia, balaclavas tricotadas foram enviadas a tropas britânicas para protegê-las do frio extremo.”

Leia mais sobre a balaclava.

Assim, esquiadores e alpinistas utilizam as balaclavas para se proteger do frio. Jogadores de Paintball e automobilistas a utilizam para se proteger dos disparos e de possíveis explosões, respectivamente

É prudente que policiais que realizam prisões de grandes figuras do cenário nacional e internacional usem o equipamento, principalmente quando estamos falando de grandes traficantes/criminosos, que possuem aparato suficiente para maquinar uma vingança. Associar a imagem de alguém à prisão de políticos, artistas e outras “celebridades” também não é positivo.

É muito questionado o uso da balaclava em virtude da possibilidade que ela traz, e que é explorada por muitos criminosos: sem ser visto, a possibilidade do cometimento de abusos aumenta, pois a posterior identificação pelas vítimas é dificultada. Por isso, algumas polícias militares, como a Polícia Militar da Bahia, limita o uso de balaclavas a apenas tropas especializadas, no caso da PMBA, a Companhia de Operações Especiais (COE) (“Em situações operacionais que exijam a não identificação do PM”). Apesar do regulamento de uniformes da Corporação fazer essa limitação, algumas unidades utilizam a balaclava, quando há necessidade premente.

Por fim, lembremos que que o Código de Processo Penal obriga que o autor da prisão seja identificado, o que não significa que sua fisionomia precise ser exposta. No decorrer dos procedimentos da prisão, se o nome do policial estiver explicitado, este já estará devidamente identificado. Apesar de ser contra o uso da balaclava em situações ordinárias, reconheço que cada situação deve ser observada individualmente. Com o salário de fome que boa parte das polícias brasileiras recebem, muitos policiais são obrigados a morar no quintal do criminoso, e cumprir a lei na região onde mora exige muito mais cuidado do que em outras situações. Nesses casos, a balaclava é justificável.

Autor: Danillo Ferreira - Tenente da Polícia Militar da Bahia, associado ao Fórum Brasileiro de Segurança Pública e graduando em Filosofia pela UEFS-BA.
FONTE:
http://abordagempolicial.com/2009/12/balaclava-uso-policial-e-militar/

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Patrulha da PM é atacada a tiros no Complexo do Alemão

Uma patrulha da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Fazendinha, no Complexo do Alemão, foi alvo de disparos na noite desta quarta-feira. De acordo com a Polícia Militar, bandidos atiraram contra o veículo da corporação, mas nenhum policial se feriu. Os agentes fizeram buscas pela comunidade para encontrar os suspeitos, mas ninguém foi localizado. Segundo moradores, por volta das 22h30m, cerca de dez tiros foram disparados na comunidade.

A Fazendinha foi uma das primeiras regiões do Complexo do Alemão a receber uma UPP. A unidade foi inaugurada no dia 18 de abril deste ano. Na ocasião, outra UPP foi instalada na favela Nova Brasília, onde os policias também são responsáveis pelo policiamento das localidades Ipê Itararé, Mourão Filho, Largo Gamboa, Cabão, Joaquim de Queiroz, Loteamento, Prédios, Aterro I e Aterro II.

No dia 30 de maio, a Pedra do Sapo e o Morro do Alemão receberam a quarta Unidade de Polícia Pacificadora dos complexos do Alemão e Penha. Com isso, foi fechando um ciclo. Há dez anos, criminosos chefiados pelo traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, que dominavam o conjunto de favelas, mataram o jornalista Tim Lopes, exatamente na Pedra do Sapo.
 
FONTE:

Krokodil - Nova e destruidora droga russa

A droga é uma alternativa barata à heroína. Porém, ela causa necrose no local onde é aplicada, expondo ossos e músculos.

Uma droga barata, que está sendo consumida por um número cada vez maior de pessoas e tem efeitos colaterais bizarros. Essa é a krokodil (que em russo significa crocodilo), uma alternativa ao uso da heroína que está fazendo vítimas por toda a Rússia.
O nome vem de uma das consequências mais comuns ao uso, a pele da pessoa passa a ter um tom esverdeado e cheia de escamas, como a de um crocodilo. Ela é a desomorfina, um opióide 8 a 10 vezes mais potente que a morfina. O problema maior nesta droga russa é a maneira como o produto é feito.
O krokodil é feito a partir da codeína, um analgésico opióide que pode ser comprado em qualquer farmácia russa sem receita médica, assim como acontece com analgésicos mais fracos no Brasil. A pessoa sintetiza a droga em uma cozinha usando produtos como gasolina, solvente, ácido hidroclorídrico, iodo e fósforo vermelho, que é obtido de caixas de fósforo comuns, além dos comprimidos de codeína.

Logicamente nenhum destes ingredientes é ideal e o produto final não é nem um pouco puro, mas o resultado para o usuário é satisfatório. A consequência de se colocar tantos produtos químicos na veia é a irritação da pele, que com pouco tempo passa a ter uma aparência escamosa. A área onde o krokodil é injetado começa a gangrenar, depois a pele começa a cair até expor os músculos e ossos.

Casos de viciados precisando de amputação ou da limpeza de grandes áreas apodrecidas em seus corpos são cada vez mais comuns em salas de emergência dos hospitais daquele país. A dificuldade em se combater o uso desta droga está na pouca ajuda que o governo dá a centros de reabilitação e na grande facilidade na produção, afinal basta uma cozinha e o conhecimento de como se “cozinhar” o produto. Largar o krokodil pode ser uma tarefa extremamente difícil. A desintoxicação é muito lenta e o usuário sente náuseas e dores por até um mês, sendo que conseguir uma nova dose é muito fácil. Sequelas físicas e mentais do uso contínuo do krokodil podem ficar para sempre.
O krokodil pode acabar matando o usuário recorrente em mais ou menos 2 anos e são raros os casos de pessoas que se livraram do vício. A migração deles de uma droga para outra é explicada pelo valor da dose. Cada uso de heroína pode custar na Rússia 150 Dólares (270 Reais), já o krokodil custa em média 8 Dólares (aproximadamente 14 Reais). Um problema na alternativa mais barata é a duração dos efeitos, que são muito menores.

Enquanto os efeitos da heroína podem durar 8 horas, o krokodil dura com sorte 90 minutos. Como produzir a droga leva mais ou menos uma hora, a pessoa passa a viver apenas para produzir e injetar.

No Brasil, a codeína é vendida apenas com receita médica, mas na Rússia o produto é o analgésico mais popular do país. Usada por praticamente a metade da população, ela é responsável por cerca de 25% do lucro de algumas farmácias. Por este motivo a indústria farmacêutica e os empresários do ramo lutam para que o governo não torne a droga restrita à venda com prescrição.

Outros países onde a codeína é vendida sem receita são o Canadá, Israel, Austrália, França e Japão. Neles existe um grande risco do krokodil se tornar uma epidemia como a que atinge atualmente a Rússia. Abaixo você verá dois vídeos mostrando os resultados nefastos do uso desta droga.

Eu poderia terminar este texto dizendo que ninguém deveria usar esta droga sequer uma vez, mas ninguém procura uma alternativa tão tóxica e mortal porque vai usar só uma vez. Usuários de krokodil já estão migrando de outras drogas pois não podem sustentar o próprio vício. O melhor conselho que qualquer pessoa pode lhe dar é para que você jamais experimente nenhuma droga ilegal.

 FONTE:
http://noticias.r7.com/blogs/luciano-szafir/2011/12/07/nova-droga-russa-krokodil/



Lágrimas de Krokodil - Part 1
Uma Terrível Droga Nova Seduz Uma Geração

Texto Andy Capper e Alison Severs; Fotos por Stuart Griffiths


Não se diz “mandado para a Sibéria” à toa. Descobrimos isso no primeiro dia de nossa viagem a Novokuznetsk, que fica no oeste dessa região russa de 8,3 milhões de quilômetros quadrados. No verão, o frio dá lugar a uma estação nublada e amena e o ar fica cheio de mosquitos do tamanho do seu mindinho.

Uma sensação de pobreza da era soviética permeia cada faceta da vida na cidade: blocos de casas acinzentadas, o latido de cães ferozes e o café no hotel às 6 da manhã com linguiça e ovos fritos salpicados com endro. Mas reclamar desses pequenos inconvenientes seria o equivalente a um visitante na Síria reclamar do barulho do exército atirando em manifestantes nas ruas. Não viemos aqui para nos divertir. Na verdade, ninguém se diverte muito por aqui.

Viemos gravar um documentário sobre os jovens de Novokuznetsk que estão sendo tomados por uma epidemia de heroína – uma realidade oposta a de Vladimir Putin, na qual a reformulada juventude russa, formada por super-humanos, vive em um mundo maravilhoso, próspero e livre. A realidade é que, atualmente, os russos consomem 21% da heroína do mundo. A heroína em Novokuznetsk é de um branco cremoso, a mais pura que se pode comprar em qualquer lugar. Ela vem do Afeganistão e, reza a lenda local, é trazida da fronteira do Cazaquistão pelo Talibã como forma de vingança pela invasão russa de 1979.

Mas antes de partirmos para nossa viagem, ouvimos sussuros sobre uma nova droga chamada krokodil – uma versão caseira de heroína feita com gasolina e codeína – que ganhou esse nome porque deixa a pele do viciado escamosa enquanto corrói a pessoa por dentro, apodrecendo o cérebro e os membros antes de, invariavelmente, matar os usuários.

Quando chegamos lá, descobrimos que os sussurros sobre o krokodil estavam ficando cada vez mais altos e insistentes, como o som de um grito de quem acorda abruptamente depois de um pesadelo.


Entrada de Gorgovski. É uma fileira de blocos de torres abandonadas habitadas por jovens, muitos dos quais viciados em heroína e krokodil. Aqui, um jovem vomita depois de injetar heroína em um buraco imundo cheio de mosquito. O episódio Hamsterdam de A Escuta ficou parecendo uma festa inglesa de jardim esquisita.

VICE: Oi, Alison. Você apresentou e coproduziu nosso documentário. O que você aprendeu sobre o krokodil?
Alison Severs: As histórias que ouvimos sobre o krokodil soavam comos lendas urbanas, mas quando chegamos à Sibéria vimos que a coisa era bem real. Conhecemos usuários de krokodil que perderam a capacidade de andar e falar normalmente. Fomos a uma funerária onde passavam o dia grampeando veludo e colando cruzes em caixões baratos de madeira compensada para conseguir suprir a demanda. Os agentes funerários disseram que toda semana morrem dois ou três viciados em heroína de comunidade diferentes.

Por que o consumo de droga se tornou tão comum?
Nos anos 80, depois da invasão do Afeganistão, as pessoas começaram a usar ópio. Nos anos 90, foi a vez da heroína. E agora, heroína e krokodil. Tem várias teorias sobre o porquê disso acontecer. Uma delas é a chamada teoria do narcoterrosimo, segundo a qual o Talibã trouxe a droga para o país para vingar a invasão soviética do Afeganistão. Outra explicação é que é simplesmente impossível fiscalizar uma fronteira do tamanho da Rússia. Nosso segurança, o Alec, disse: “Se você quisesse, poderia contrabandear um elefante pela fronteira”.

Fomos à “feira livre”, o centro do tráfico de drogas na área. O que você achou?
Eu esperava encontrar velhinhas sentadas no chão vendendo picles e melancias e talvez um caminhão suspeito. Mas tinham uns 35 caminhões do Cazaquistão e os motoristas estavam negociando com os ciganos abertamente. Quando um deles viu nossas câmeras, começou a tocar a buzina para avisar os ciganos e motoristas. Achamos melhor ir embora.

E vários homens foram correrendo na direção do nosso carro.

Talvez eles só quisessem dizer “Oi!”, mas eu duvido.

Isso foi meio tenso. E o resto da cidade?
Deprimente. Os bairros são compostos de grandes complexos residenciais projetados para ficarem bem próximos uns dos outros, e de apartamentos para os trabalhadores das fábricas. Não tem um centro da cidade. As fábricas são rodeadas por propaganda enganosa: homens fortes dando duro para o bem da Mãe Rússia etc. Na verdade, os jovens não querem mais trabalhar nas fábricas.

Eles não querem trabalhar ou não têm emprego?
Antes de chegar, supus que a crise econômica estivesse alimentando o consumo de drogas, mas não. Há emprego e muitos viciados em heroína são funcionais o suficiente para trabalhar. Mas parece que não são todos que querem trabalhar.

Hoje existe uma subcultura da droga com a qual a sociedade russa não está preparada para lidar.

Não acho que seja uma subcultura. Se fosse, somente uma pequena parcela da sociedade usaria heroína, mas na verdade é muito mais do que isso. Não está restrito a uma área ou população, como em uma subcultura. Há áreas melhores, outras piores, mas em todo bairro tem viciado em heroína.

E gente tentando ajudá-los.
Conhecemos um cara chamado Sasha, cuja organização, a Pererozhdenie Rossii (Regeneração da Rússia), é uma das únicas que não é devotamente religiosa, apesar de eu ter visto algumas imagens sacras em seus centros. Muitas das igrejas são Protestantes e as pessoas que mantêm os centro de reabilitação geralmente são pastores. Algumas pessoas da Igreja Ortodoxa Russa consideram essas clínicas “servos do anticristo” porque trabalham ativamente com usuários de heroína.


Os blocos de torres turquesa onipresentes de Gorgovski refletidos em uma poça.

Eles pareciam boas pessoas.
E eram. O Sasha nos levou a algumas clínicas, inclusive uma onde as pessoas já estão limpas há tempo suficiente para falar aberta e honestamente sobre sua história. Na Rússia, a maioria das clínicas de reabilitação é independente e não fornece metadona e outros opiáceos aos dependentes que estão em crise de abstinência. Disseram que a interrupção imediata do uso é o melhor método para se livrar do vício da heroína.

E foi lá que conhecemos sua nova amiga.

Era uma menina de 21 anos chamada Alicia. Eu realmente me dei bem com ela, rolou uma coisa meio telepática, a gente se comunicou sem tradutor e falamos sobre o jardim dela.

Qual é a história dela?
Quando ela tinha 13 anos, seu namorado a viciou em drogas pesadas. Ela disse que usou várias drogas e que fez coisas “indesejáveis” para conseguir dinheiro. Heroína era sua droga preferida. Foi a primeira pessoa com quem falamos sobre krokodil. Ela disse que apodrece a pessoa por dentro, mas não tem muita diferença entre krokodil e heroína em termos de barato. Ela me contou sobre seus parentes que morreram por causa de krokodil e heroína, e nós duas choramos.

E em seguida saímos para dar uma volta na área dos ciganos.
O Sasha nos levou a um lugar chamado Forshtadt para ver como o consumo da heroína é comum entre os jovens. Adolescentes fazem suas atividades diárias totalmente na noia. As casas são feitas com chapa de ferro ondulada e madeira. Cachorros enormes latem por todo lado. Eles estavam acorrentados, mas mesmo assim tentavam nos atacar. O chão estava coberto de agulhas. Havia prostitutas andando pra cima e pra baixo na rua. Elas levavam homens para o mato e depois corriam para conseguir uma papelote de heroína ou krokodil.

Não era um lugar muito agradável, mas depois fomos para um lugar ainda pior.

Gorgovski. É uma propriedade abandonada de onde arrancaram de tudo que podia ser vendido, inclusive ferro. Quando entramos em um dos prédios, vimos agulhas usadas por toda parte e imagens pichadas nas paredes de caveiras com ossos cruzados com a palavra “AIDS” em cima. Quem nos levou até lá foi Alexey, um ex-dependente químico que hoje é pastor e faz trabalhos evangélicos e de reabilitação com jovens.

Conte sobre as escadas da propriedade.
Enquanto subíamos uma das escadas, eu pisei em fezes humanas. Não tinha corrimão na escada e ela estava bem frouxa. Parecia que is desabar a qualquer momento.

Lembro de andar sobre o que me pareceu ser lixo acumulado de meses. Isso dentro do apartamento de uma pessoa.
Também tinham mosquitos por todo lado, uns insetos listrados enormes. No apartamento conhecemos uma turma de adolescentes: Pasha, Seryoga, Dima e Sergey. Não tinha água corrente onde eles moravam.


Tudo bem trabalhar todo dia em uma siderúrgica por um salário baixo -- porque você está fazendo tudo isso por esses caras.

Eles tinham entre 15 e 17 anos, mas aparentavam ter mais. O rosto e as mãos do Dima estavam cheios de feridas abertas.
Você perguntou a ele por que ele não ia ao médico e ele disse: “Por que iria ao médico? Não tem nada de errado comigo”. Acho que usar heroína em Novokuznetsk é visto como uma escolha moral e os médicos não vão necessariamente ajudar alguém que se fodeu. Os serviços públicos já estão bem saturados. Lembro do Dima dizer: “Não me importo que me filmem, vou morrer na semana que vem”. Ele estava devendo dinheiro para traficantes.

Logo depois passamos outro momento marcante da viagem.
Através da igreja do Alexey, conhecemos um grupo que estava usando krokodil e morando no apartamento da mãe de um deles. Eles estavam completamente incapacitados depois de usar a droga por um ano e ela passou a cuidar deles. Eles foram viciados em heroína por algum tempo e depois começaram a parar de usar, mas por algum motivo decidiram que queriam aprender a cozinhar krokodil e passaram um mês e meio olhando receitas na internet.

Enquanto cozinhavam krokodil na cozinha, tentaram expulsar a mãe do garoto aos berros da própria casa.
Acho que conseguiram acertar a fórmula, porque quando chegamos lá nenhum deles conseguia se comunicar direito. Eram como zumbis do krokodil. Não tinha nada nos olhos deles.

E naquela noite acabamos na casa do Alexey para um encontro de oração com alguns ex-usuários de heroína e krokodil.
Algumas pessoas culpam os anos soviéticos “sem Deus” – quando a religião era considerada “o ópio das massas” – pelo declínio na sociedade e pelo comportamento imoral e hedonista. Hoje, muitos ex-dependentes estão substituindo os vícios pela religião. O Alexey disse que a União Soviética deu a Satanás carta branca para matar no fim dos anos 80, por isso as pessoas se tornaram viciadas em heroína. Ele me disse que é uma guerra de almas. Então ele acorda toda manhã e se prepara para a guerra contra o diabo.

Nossa anfitriã/co-produtora Alison Severs conta uma piada para a equipe depois de um dia com adolescentes viciado sem krokodil.


Pastores alemães enormes estão por toda parte nas regiões ciganas da cidade, tentando te atacar subitamente por trás das cercas e te provocando ataques cardíacos.


Um morador do centro de reabilitação Forshtadt exibe suas tatuagens de cadeia.


Alicia posa em seu quarto no Forshtadt.


Uma paciente adolescente de um centro de reabilitação para mulheres. Sua mãe a obrigou a entrar para a prostituição e a usar heroína quando ela tinha 12 anos.


Alexey promove um encontro de oração em seu apartamento.


Um catador de sucata injeta três papelotes de heroína afegã em uma ferida aberta sobre uma tatuagem de dragão.


Espaço usado por viciados em heroína e krokodil quando estão com vontade de se divertir.


Deus chora sobre o mundo: pintura em um centro de reabilitação para meninas que estão largando a heroína.


Dima e Pasha depois de injetar uma mistura de heroína, colírio e pílulas.


Caixões de madeira compensada presos uns aos outros com grampos empilhados em uma das muitas funerárias de Novokuznetsk.


Dois ex-viciados em krokodil na casa da mãe. Nunca vimos ninguém com olhos tão vidrados.


FONTE:

sábado, 9 de junho de 2012

Mãe em psicose causada por maconha mata a filha na Inglaterra

Após sofrer uma crise em seu casamento, a britânica Carly Jacques, de 32 anos, começou a usar maconha compulsivamente. Em um surto psicótico, acabou sufocando e matando sua filha, Skye, de apenas sete meses. Nesta quinta-feira, Carly foi sentenciada pela corte da cidade de Leicester Crown, na Inglaterra. Ela ficará internada num hospital psiquiátrico e só poderá sair após permissão do Ministério da Justiça inglês. Para o juiz, Carly precisa de tratamento médico em vez uma punição.
Carly Jacques desenvolveu depressão pós-parto três meses após dar à luz, quando seu marido, Mark Jacques, confessou que havia engravidado uma das melhores amigas de Carly, num caso que durou 18 meses. Foi então que ela começou a usar maconha, chegando a gastar quase R$ 200 a cada dia ou dois com a droga.

Com problemas mentais decorrentes do uso abusivo da droga, a britânica começou a ter delírios e havia se convencido de que seus vizinhos queriam fazer mal para ela e sua filha, que havia um corpo no sótão e que ela estava sendo filmada dentro de casa.
Na noite anterior à morte de Skye, Carly teria bebido e usado maconha em uma festa. Quando seu marido acordou, encontrou Carly agarrada ao corpo do bebê já sem vida. Ela segurava uma lâmina nas mãos e disse: O que foi que eu fiz?". Depois, começou a cortar os próprios pulsos, até ser desarmada pelo marido e levada para o hospital. A criança não havia sofrido ferimentos visíveis e a causa da morte foi decretada como sufocamento.

A mãe de Carly, Julie Tame, culpou os problemas conjugais do casal pelo acontecido.

"Carly foi uma mãe fantástica. O marido dela a traiu com uma de suas melhores amigas, e isso desencadeou seus problemas mentais. Ela destruiu o seu mundo", declarou Julie.
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"Estou satisfeito que esse terrível ato foi causado por problemas mentais e não por maldade", declarou o juiz Michael Pert, responsável pelo caso.

O casal estava junto desde que Carly tinha 18 anos e tinham se casado há cinco anos.

As informações são do jornal britânico Daily Mail.

FONTE:



A Verdade Sobre a Maconha

Os Efeitos da Maconha 

 
A maconha causa efeitos físicos e psíquicos
Como qualquer outra droga, os efeitos vão depender da quantidade usada, da combinação com o uso de outras drogas e com outros fatores relacionados ao ambiente, ao estado emocional do usuário e às suas expectativas. Algumas pessoas, ao usarem maconha, sentem-se relaxadas, falam bastante, riem à toa. Outras sentem-se ansiosas, amedrontadas e confusas. A mesma pessoa pode, de um uso para outro, experimentar efeitos diferentes.

Em doses pequenas, a maconha distorce os sentidos e a percepção. As pessoas podem relatar que as músicas ficam mais bonitas, as cores mais vivas, o cheiro, o gosto e o tato mais aguçados. A percepção de tempo e distância também fica alterada e a consciência corporal aumentada. Todas essas sensações podem ser prazerosas para algumas pessoas e desagradáveis para outras.

Em altas doses, a possibilidade de experimentar sensações desagradáveis aumenta, podendo gerar confusão mental, paranoia (sensação de estar sendo perseguido), pânico e agitação. Podem também ocorrer alucinações e delírios.

Mas o problema não acaba aqui. O ingrediente ativo na cannabis, THC, permanece depositado no corpo por semanas ou mais. Já se sabe que o uso continuado interfere na capacidade de aprendizagem e memorização e pode induzir a um estado de amotivação, isto é, não sentir vontade de fazer mais nada, pois tudo fica sem graça e sem importância. Esse efeito crônico da maconha é chamado de síndrome amotivacional. Além disso, a maconha pode levar algumas pessoas a um estado de dependência, isto é, elas passam a organizar sua vida de maneira a facilitar o uso da droga, e tudo o mais perde seu real valor.

Outro fator muito importante sobre os efeitos psíquicos produzidos pela maconha: existem provas científicas de que se o indivíduo tem uma doença psíquica qualquer, mas que ainda não está evidente (a pessoa consegue "se controlar") ou a doença já apareceu, mas está controlada com medicamentos adequados, a maconha piora o quadro. Ou faz surgir a doença, isto é, a pessoa não consegue mais "se controlar", ou neutraliza o efeito do medicamento e ela passa a apresentar novamente os sintomas da enfermidade.

Com relação aos efeitos físicos, a curto prazo são eles: falta de coordenação motora, sonolência, os olhos ficam meio avermelhados (hiperemia), a boca fica seca (xerostomia) e o coração dispara, de 60 a 80 batimentos por minuto pode chegar a 120 a 140 ou até mesmo mais (taquicardia).

Os efeitos físicos crônicos (a longo prazo) da maconha já são de maior gravidade. De fato, com o uso continuado, vários órgãos do corpo são afetados. Os pulmões são um exemplo disso. Não é difícil imaginar como ficarão esses órgãos quando passam a receber continuamente uma fumaça que é muito irritante, dado ser proveniente de um vegetal que nem chega a ser tratado como o tabaco comum. Essa irritação constante leva a problemas respiratórios (bronquites), aliás, como ocorre também com o cigarro comum. Mas o pior é que a fumaça da maconha contém alto teor de alcatrão (maior até que na do cigarro comum) e nele existe uma substância chamada benzopireno, conhecido agente cancerígeno; ainda não está provado cientificamente que o fumante crônico de maconha está sujeito a adquirir câncer dos pulmões com maior facilidade, mas os indícios, em animais de laboratório, de que pode ser assim são cada vez mais fortes.

Outro efeito físico adverso (indesejável) do uso crônico da maconha refere-se à testosterona. Esse é o hormônio masculino que, como tal, confere ao homem maior quantidade de músculos, voz mais grossa, barba, e também é responsável pela fabricação de espermatozoides pelos testículos. Já existem muitas provas de que a maconha diminui em até 50 a 60% a quantidade de testosterona. Consequentemente, o homem apresenta um número bem reduzido de espermatozoides no seu sêmen (em medicina essa diminuição chama-se oligospermia), o que leva à infertilidade. Assim, o homem terá mais dificuldade de gerar filhos. Esse é um efeito que desaparece quando a pessoa deixa de fumar a planta. Também é importante dizer que o homem não fica impotente ou perde o desejo sexual, mas apresenta esterilidade, isto é, fica incapacitado de engravidar sua companheira. Em relação às mulheres, o abuso de maconha pode causar transtornos no ciclo menstrual.

Esses efeitos na reprodução humana acontecem porque a maconha é uma das drogas que causam uma divisão anormal das células, o que pode levar a graves defeitos hereditários. Nos últimos anos, muitos filhos de usuários/usuárias de maconha nasceram com capacidade mental reduzida e problemas de concentração que os atrapalham a perseguir objetivos na vida. Estudos sugerem que o consumo pré-natal da droga pode resultar em nascimentos defeituosos, anormalidades mentais e aumento do risco de leucemia na criança.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Família acusa PMs da UPP Fallet/Fogueteiro de execução

A família do mecânico Jackson Lessa dos Santos, 20 anos, acusa policiais da UPP Coroa/Fallet/Fogueteiro de execução em incursão no Morro do Fogueteiro no começo da tarde desta quinta-feira.
Segundo o pai de Jackson, Wilson Pereira dos Santos, 46 anos, o jovem tinha acabado de deixar uma obra onde o ajudava. "Ele saiu mais cedo para pegar um sobrinho na escola. Mataram meu filho à 50 metros de onde eu trabalhava. Larguei tijolo, cimento e corri em direção aos tiros. Ele trabalhava comigo de domingo a domingo", disse Wilson.

Ensanguentada, a irmã de Jadson, Cleisiane Lessa, de 28 anos, contou que o irmão havia ido a um bar comprar biscoito para as filhas. Quando ouviu-se o tiroteio, todos os moradores que estavam na região Largo da Raia correram. No corre-corre, ela afirma que Jadson foi atingido.
- Ele estava caído no chão e nem deram chance de ele dizer que era trabalhador. Ajoelharam ele no chão e atiraram na cabeça dele. Desfiguraram o meu irmão. Eu tentei abraçá-lo pela última vez, mas eles me agrediram. Arrastaram meu irmão já morto como se fosse um bicho e jogaram na viatura - relembrou Cleisiane.

Jackson foi abordado por volta das 15h. Segundo a família, o movimento de crianças e transeuntes na região era intenso. A irmã de Jackson, Cleisiane Lessa, 28 anos, chegou bem depois do crime e tentou abraçar o corpo do irmão, mas foi arrastada por policiais. "Eles me agrediram. Estou toda arranhada. Só queria abraçar meu irmão", contou.

De acordo com Wilson, quando a PM chegou na localidade do 200, dois rapazes correram e os policiais atiraram nas costas de Jackson. O rapaz caiu, pediu para não ser morto e foi executado com, pelo menos, um tiro no rosto. "Desfiguraram meu filho. Quem viu, disse que atiraram cinco vezes", falou o pai. A 6ª DP (Cidade Nova) recolheu as armas dos policiais e investiga o caso. O jovem não tinha antecedentes criminais

Por nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora informou que policiais da UPP Coroa/Fallet/Fogueteiro “depararam-se com um bando em atitude suspeita em um beco no Morro do Fogueteiro. Ao ver os policiais, Jackson Lessa dos Santos, teria atirado contra a patrulha, armado com uma pistola 9 mm, iniciando uma breve troca de tiros”. Afirmam que com ele foi apreendida uma pistola 9 mm, um rádio transmissor e uma quantidade ainda não contabilizada de crack, maconha, cocaína e haxixe.Os demais suspeitos fugiram. Nenhum PM se feriu e o policiamento foi reforçado no local.

Familiares e vizinhos negam que Jadson tivesse envolvimento com o tráfico e acusam os policiais de terem desconfigurado a cena do crime, levando o corpo de Jadson para o Hospital Souza Aguiar para forjar o material contra ele.
- Ele (Jadson) já estava morto. Levaram para o hospital para não ter cena do crime, plantar essas coisas e dizer que ele é bandido. Sempre fazem isso. Ele era trabalhador, sim - afirma Michelle Oliveira, comadre de Jadson.

 FONTE:
 http://odia.ig.com.br/portal/rio/fam%C3%ADlia-acusa-pms-da-upp-fallet-fogueteiro-de-execu%C3%A7%C3%A3o-1.450160

http://extra.globo.com/casos-de-policia/familia-acusa-policia-de-executar-mecanico-na-upp-do-fogueteiro-5153032.html

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Complexo do Alemão: traficantes atiram, do teleférico e do chão, contra policiais da Unidade de Polícia Pacificadora

Traficantes e policiais da UPP Alemão entraram em confronto na noite de sexta-feira. Bandidos efetuaram disparos contra policiais de pelo menos quatro pontos, sendo um deles a estação Alemão, do teleférico que interliga as favelas. Um homem foi preso e estão sendo realizadas buscas na comunidade e nas matas da região. O conjunto de favelas ganhou a sua quarta Unidade de Polícia Pacificadora na última quarta-feira.

O enfrentamento começou às 20h15m, durante a troca de turno dos policiais. Quando uma viatura da PM se aproximou da estação do teleférico, começou a ser alvejada por traficantes que estavam na estação, no alto do morro, da comunidade Nova Brasília e da base da UPP, na Rua Canitá.

Segundo a Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), assim que foram encurralados, os policiais solicitaram reforço para poder sair do morro. Duas viaturas foram até o local ajudar na retirada. No caminho da saída, o comboio ainda foi recebido a tiros disparados de outros pontos, até que um sinal de rádio transmissor foi identificado. Através do equipamento, um homem informava a outros bandidos a localização dos policiais. O homem foi preso e levado para a 22ª DP (Penha).

Uma operação para buscar os atiradores está sendo realizada. Foram registrados confrontos isolados pela comunidade até as 22h.

Moradores do Complexo relataram uma intensa troca de tiros na região conhecida como Grota, pouco antes das 22h. Os bandidos teriam efetuado disparos com munição traçante nas regiões das UPPs Fazendinha e Adeus-Baiana, o que pode indicar a presença de armamento pesado, como fuzis e metralhadoras. O confronto da noite de ontem não é o único da semana.

Foram muitos disparos e não somente hoje (01/06/2012). Ontem teve e em outro dia da semana também. Não sabemos o que está acontecendo por aqui. As ruas estão cheias, ninguém fala nada, ninguém tem coragem de comentar. Ainda há medo aqui — desabafa a moradora que preferiu não se identificar.

A CPP confirma que houve tiroteio também durante a madrugada do dia 1º de junho, por volta de 1h.
 
FONTE