quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Comandante da Polícia Militar pede exoneração do cargo

 O tenente-coronel Mário Sérgio Duarte pediu exoneração do cargo de comandante geral da Polícia Militar. O pedido já foi aceito pelo Secretário Estadual de Segurança, José Mariano Beltrame. A informação foi divulgada através de nota oficial da secretaria. 
 
Na sua carta de exoneração, Mário Sérgio afirma que o pedido é fundamentado na necessidade de não deixar espaço para dúvidas quanto a sua responsabilidade no processo de escolha dos comandantes, chefes e diretores da corporação; assumindo assim, a responsabilidade na nomeação de Cláudio Luiz Silva de Oliveira, para o comando do 7º BPM (São Gonçalo).

"Devo esclarecer à população do Estado do Rio de Janeiro que a escolha do seu nome, como o de cada um que comanda unidades da PM, não pode ser atribuída a nenhuma pessoa a não ser a mim", afirma Mário Sérgio. Na nota da Secretaria, aponta-se que o ex-comandante utilizou a palavra "equívoco", não ficando explícito que o termo é usado para se referir a nomeação do suspeito de mandar matar a juíza Patrícia Acioli.

No comunicado da Secretaria, o secretário lamenta a saída de Mário Sérgio e esclareceu que tem por política conceder autonomia às chefias das polícias para que em nome da eficiência, possam buscar as melhores medidas administrativas e técnicas para ajudar na implementação da política de segurança. Beltrame ressalta que nos últimos anos esse modelo vem ajudando a reduzir os índices de violência no Estado do Rio.

Segundo a nota, o nome do novo comandante geral da PM será divulgado o mais breve possível.

sábado, 17 de setembro de 2011

Até 2014, quase metade dos policiais formados no Rio terá de ir para UPP


Para cumprir as metas de expansão das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) no Rio até 2014, quase metade dos policiais militares formados até então deverá ser alocada em UPPs.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Seseg-RJ) precisará alocar 8,8 mil novos policiais nas favelas para possibilitar a instalação de 40 UPPs até o ano da Copa do Mundo. O contingente é quase metade dos cerca de 20 mil homens que a Polícia Militar (PM) pretende formar até 2014.

Para cumprir a meta, a PM tem formado em média 500 homens por mês, afirma o coronel Robson Rodrigues, comandante da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP). Segundo ele, o tempo de formação de pessoal foi previsto na elaboração das metas de expansão da UPP.

"Lógico que os recursos humanos são condicionados pelo tempo de formação, que envolve lançar o edital, fazer a prova, a convocação, o teste físico e psicológico", afirma.

"Desses 500 (policiais) por mês, temos uma previsão de atender também ao restante da corporação. O objetivo é chegar a 2014 com 12 mil homens na UPP e um total de 60 mil na PM”, diz.

Oportunidade

Uma das promessas de campanha do governador Sérgio Cabral (reiterada após sua posse neste segundo mandato) era a de aumentar o efetivo da PM dos atuais 40 mil para 60 mil.

Desse total, 12 mil – o equivalente a 1/5 dos policiais de todo o Estado – serão empregados no programa de ocupação das comunidades concentradas na capital. Hoje, o governo já tem 17 UPPs instaladas, com 3,2 mil homens trabalhando nelas.

O sociólogo Ignacio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da Uerj, vê com bons olhos o aumento da proporção de homens nas UPPs.

"As UPPs são uma oportunidade única de transformar a polícia desde dentro, de reformular a doutrina, as estratégias, as táticas empregadas, o uso da força", considera.


Segundo o coronel Robson Rodrigues, a PM planeja e distribui os policiais formados de acordo com as necessidades da corporação. Ele afirma que a criação de UPPs alivia o policiamento em batalhões próximos a comunidades, liberando mão-de-obra para outras áreas.

Insatisfação entre policiais

Mas uma pesquisa divulgada na quarta-feira indica que o governo do Estado precisará trabalhar para tornar as condições de trabalho nas UPPs mais atraentes aos policiais.

O estudo Unidades de Polícia Pacificadora: O que pensam os policiais, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, entrevistou quase 400 policiais e verificou que 70% prefeririam sair das UPPs e trabalhar em outros batalhões.

"Isso revela que ainda há resistências dentro dos batalhões", comenta Cano. "As UPPs ainda têm mais aceitação fora do que dentro (da corporação)."

As principais queixas dos policiais se referem às condições de trabalho e dizem respeito sobretudo à remuneração e à infraestrutura das UPPs. Apesar de receberem gratificação por trabalhar em UPPs, quase 60% dos entrevistados consideram o salário ruim.

Após a divulgação do estudo, o secretário de Segurança Pública José Mariano Beltrame disse que algumas práticas na instalação de UPPs serão alteradas.

"A gente vai procurar inaugurar as próximas com o máximo possível de instalações, porque (atualmente) a gente coloca o pessoal nos terrenos com algumas instalações básicas, fundamentais, mas não tudo. Na medida em que vai avançando no programa, a gente vai fazer isso de uma maneira mais rápida", disse à imprensa na quarta-feira.

Formação

Enquanto se espera a formação de novos policiais, o Complexo de Alemão, na zona norte do Rio, permanece ocupado por homens do Exército em caráter temporário, desde novembro do ano passado. A instalação de UPPs no local, prevista para este semestre, foi adiada para março de 2012.

O treinamento que policiais recebem é o mesmo para trabalhar tanto nos batalhões quanto nas UPPs e dura em média 7 meses, diz o coronel Carlos de Souza Alves, comandante do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP). Segundo ele, os policiais encaminhados às UPPs passam antes por estágio de um mês na Coordenadoria de Polícia Pacificadora.

De acordo com o coronel, o CFAP (quartel de formação da PM, na zona oeste do Rio) construiu duas novas instalações para abrigar o treinamento de policiais, com capacidade para atender 2,7 mil alunos ao mesmo tempo.

Apesar da urgência de se criar novos quadros para possibilitar a expansão das UPPs, especialistas cobram melhorias na formação de policiais.

"Eu provocativamente venho dizendo que a gente precisa de menos policiais, mas mais bem treinados", diz Ignacio Cano.

Cano concorda que o modelo das UPPs exige um alto contingente, mas teme que a demanda por novas contratações dificulte a solução de antigos problemas. "Fica difícil melhorar o salário e a formação dos policiais quando se quer contratar muitos policiais."

Vanderlei Ribeiro, representante de uma associação que reúne 7 mil policiais do Estado, critica a pressa na formação de policiais e a estrutura hierárquica da Polícia Militar. Ele cobra maior preparo para que os policiais possam atuar com maior iniciativa e autonomia.

"A formação é precária. Eles dão prioridade a um sistema adotado pela estrutura militar, transmitindo instruções militares, como marchar, bater continência, plantar, fazer faxina, para formar um cumpridor de ordem", diz Ribeiro, presidente da Associação de Praças da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (Aspra-PM/BM-RJ).

"A ação policial requer inteligência, ação imediata, habilidade profissional. O policial trabalha isolado e as ações dependem dele. Se não souber como reagir nas situações que aparecerem, vai fazer bobagem", afirma.

De acordo com a Seseg-RJ, além de investimentos na infraestrutura do centro de formação, um novo currículo está sendo desenvolvido para a formação policial e deverá ser adotado em janeiro de 2012.

FONTE: BBC BRASIL
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110916_upps_formacao_jc.shtml

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Relação de Morros e Favelas

"O morro era como outro qualquer morro. Um caminho amplo e maltratado, descobrindo de um lado, em planos que mais e mais se alargavam, a iluminação da cidade. (...) Acompanhei-os e dei num outro mundo. A iluminação desaparecera. Estávamos na roça, no sertão, longe da cidade. O caminho que serpeava descendo era ora estreito, ora largo, mas cheio de depressões e de buracos. De um lado e de outro casinhas estreitas, feitas de tábua de caixão, com cercados indicando quintais.” Foi assim que, em 1911, o célebre cronista João do Rio descreveu uma das primeiras favelas do país, no morro de Santo Antônio, no Rio de Janeiro. Naquela época, a então capital do país já era uma cidade dividida. E, como nos diz o próprio João do Rio, as favelas já eram um “outro mundo” dentro da realidade carioca.

No Rio, os primeiros registros de pessoas morando de modo improvisado em morros são da década de 1860. Cerca de 20 anos depois, já era possível ver conjuntos de famílias vivendo em casebres de madeira nos morros de Santo Antônio, do Castelo e do Senado, no centro da cidade. Enquanto isso, na zona norte, o morro do Andaraí também começava a ser habitado. Mas eram ocupações incipientes. Até que, em 1893, a demolição do grande cortiço Cabeça de Porco levou seus moradores a construírem barracos no morro da Providência. O local se tornaria, quatro anos depois, símbolo do surgimento das favelas.

Em 1897, depois de massacrar a comunidade do líder religioso Antônio Conselheiro na Guerra de Canudos, muitos soldados vieram ao Rio. Buscavam recompensa por sua atuação no conflito – dinheiro e moradia, segundo havia sido prometido. Enquanto esperavam uma atitude do governo, os ex-combatentes foram se estabelecendo nas encostas do morro da Providência. Não demorou para que eles passassem a chamar o local de morro da Favela, homenageando um monte de mesmo nome situado próximo a Canudos (o morro baiano, por sua vez, ganhara esse nome por causa de um tipo de arbusto – chamado “favela” – que crescia nele).

A história dos veteranos de Canudos acabou se transformando no “mito de origem” das favelas, embora elas já existissem antes. Esse descompasso entre o que é real e o que é imaginário não é novidade nenhuma quando o pessoal do “asfalto” (a parte da cidade dotada de boa infra-estrutura) pensa sobre o “morro” (sinônimo de favela, apesar de hoje muitas ficarem em terreno plano). Segundo Lícia do Prado Valladares, professora de Sociologia da Universidade de Lille, na França, a visão que temos da favela foi, desde o começo, “inventada”. Em vez de serem encaradas apenas como locais em que pessoas humildes viviam de modo precário, as favelas logo foram tidas como espaços nos quais predominavam o atraso, a marginalidade, a má higiene e a ausência de moral. “A pobreza era, naquela época, associada à vadiagem. E os vadios, por sua vez, eram associados ao crime e à imoralidade”, afirma Lícia, que estuda as favelas há mais de 20 anos.

Ali do lado

Em vez de buscar a integração do morro com o asfalto, as autoridades se recusavam a aceitar a existência das favelas. Quando possível, arrasavam habitações populares e expulsavam seus moradores. O resultado dessas políticas foi, em geral, o contrário do desejado. No início do século 20, uma nova onda de demolições de cortiços impulsionou o crescimento das favelas:o célebre “bota-abaixo” promovido pelo prefeito Pereira Passos a partir de 1904. Para que grandes avenidas fossem traçadas, cortiços e casebres foram derrubados. O objetivo era transformar o Rio em uma capital nos moldes de Paris, sem pobreza à vista.

Os pobres, de fato, se afastaram das casas destruídas. Mas se estabeleceram logo ali ao lado. “Precisava-se de trabalhadores para realizar as obras de alargamento de avenidas, e eles eram exatamente os moradores dos cortiços derrubados. Eles então ocuparam o bairro da Saúde e o morro da Providência”, afirma o historiador Edmílson Martins Rodrigues, professor da Pontifícia Universidade Católica e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). “Desde o início, o morador das favelas queria estar perto do Centro, das oportunidades de trabalho. E a cidade continuou a precisar dessa mão-de-obra.”

Se hoje é comum se referir ao Rio como uma cidade dividida, essa impressão já existia no início do século passado. “Vê-se bem que a principal preocupação do atual governador do Rio de Janeiro é dividi-lo em duas cidades: uma será européia, a outra, indígena”, escreveu Lima Barreto sobre as reformas do prefeito Pereira Passos. Com o passar dos anos e o crescimento da ocupação dos morros, o preconceito ajudou a difundir políticas que visavam à extinção das favelas, principalmente a partir dos anos 20. “As favelas eram, sim, um problema sanitário, como ainda o são as que não têm rede de esgoto e água encanada. Mas não eram um problema moral ou criminal até os anos 70”, diz Martins Rodrigues, lembrando que as prostitutas, por exemplo, não ficavam nas favelas (mas na zona do Mangue) e que os moradores de morro mais próximos do crime eram meros capoeiristas e “malandros” – que se envolviam em confusões e contravenções leves.

Em 1922, o poder público removeu grande parte das pessoas que viviam nos morros da Providência, Santo Antônio e Gávea-Leblon. No fim dos anos 20, o francês Alfred Agache propôs um projeto urbanístico para o Rio. Nele não havia espaço para as favelas, consideradas um problema “sob o ponto de vista da ordem social, da segurança, da higiene, sem falar da estética”. A impressão se manteve na década seguinte. Em 1937, o Código de Obras da cidade citou as favelas como uma “aberração urbana” e propôs sua eliminação, proibindo a construção de novos barracos. Mais do que isso, o Código proibia melhorias nos morros já ocupados. Em vez de encarar a questão das favelas, mais uma vez os governantes resolviam apenas tentar fazer com que elas desaparecessem.

A ferro e fogo

No mesmo ano em que o Código de Obras condenou as favelas, o cantor e compositor Nelson Sargento se mudou para o morro da Mangueira. Chegou aos 13 anos e permaneceu lá até 1960, consolidando-se como um dos grandes nomes do samba. Hoje, aos 83 anos, Sargento não concorda que os morros representassem um problema: “A favela da época tinha outro charme. As pessoas eram mais unidas, tinham mais pudor. Mas não adianta ter saudade do que já se foi”. Em pesquisas de campo feitas nas favelas do Rio de Janeiro, a antropóloga Alba Zaluar percebeu que os antigos habitantes do morro sentem falta da vida que levavam no passado. “É uma tristeza, uma melancolia enorme o que eles têm. A favela piorou muito por causa da tragédia do tráfico”, diz. “A imagem da favela como problema criminal, que antes não era verdadeira, passou a ter muito de verdade quando os traficantes armados se encastelaram nelas, a partir dos anos 70.”

Muito antes de o tráfico mudar o cotidiano das favelas, a ditadura de Getúlio Vargas arrumou um jeito um tanto autoritário de lidar com o problema habitacional. Nos anos 40, foram criados os “parques proletários”, conjuntos para onde eram levados moradores dos morros – os primeiros foram erguidos nos bairros da Gávea, do Caju e na praia do Pinto, próxima ao Leblon. A promessa era a de que as pessoas poderiam retornar a seus locais de origem assim que as favelas ganhassem infra-estrutura. Mas, na prática, ninguém era autorizado a voltar. A política de Vargas motivou o aparecimento das primeiras associações de moradores das favelas: elas nasceram com o objetivo de evitar a remoção para os parques proletários.

Em vez de ser transferidos, os moradores associados passaram a exigir que os serviços públicos fossem estendidos às favelas. Em 1946, a Arquidiocese do Rio promoveu a criação da Fundação Leão XIII, que, atuando em conjunto com os habitantes dos morros, conseguiu levar água, luz e esgoto para algumas comunidades. Dez anos depois, a Igreja carioca fundou a Cruzada São Sebastião, com o então bispo dom Hélder Câmara à frente. Agora o objetivo não era apenas lutar por infra-estrutura, mas exigir respeito aos direitos dos habitantes das favelas.

Com o tempo, as associações de moradores se multiplicaram. Nos anos 50, surgiram entidades como a União dos Trabalhadores Favelados. Em 1963, a Federação das Associações de Favelas reunia nada menos que 100 grupos na cidade. Eles não foram capazes, contudo, de impedir novas remoções de moradores. Vargas já tinha morrido, mas seu antigo desafeto Carlos Lacerda, governador do então estado da Guanabara (que tinha como única cidade o Rio de Janeiro), manteve a política de tirar pessoas das favelas e colocá-las em conjuntos habitacionais – agora bem mais distantes. O mais famoso deles é a Cidade de Deus, erguida por Lacerda no bairro de Jacarepaguá a partir de 1960.

Nos anos seguintes, favelas inteiras foram eliminadas. Entre elas a da Catacumba, que deu lugar a um parque próximo à lagoa Rodrigo de Freitas, e a do Esqueleto, que ficava no espaço hoje ocupado pela UERJ, perto do Maracanã. Em 1968, a ditadura militar criou a Coordenação de Habitação de Interesse Social da Área Metropolitana do Grande Rio. Em documentos oficiais, descrevia a favela como um “espaço urbano deformado”. Os moradores resistiam como podiam às remoções. Na praia do Pinto, onde o antigo parque proletário de Vargas tinha dado lugar a uma favela, a resistência acabou em 1969, quando a comunidade foi destruída por um incêndio cujas causas permanecem um mistério. No mesmo local foi erguido um condomínio – nada proletário – chamado Selva de Pedra.

A repressão levada a cabo pelo regime militar desencorajava os movimentos de moradores das favelas. Em vez de exigir seus direitos, boa parte deles passou a se contentar com pequenos favores. Da metade dos anos 70 até o início da década seguinte, pouco se fez para melhorar as condições de vida nos morros. No mesmo período, o crescimento do narcotráfico transformou as favelas na principal sede do crime organizado no Rio de Janeiro. “As favelas foram se tornando, aos poucos, santuários de bandidos”, diz Alba Zaluar. Para a antropóloga, a ausência de políticas habitacionais consistentes durante a redemocratização do país, nos anos 80, contribuiu para que o problema se agravasse.

Apenas quando quase 1 milhão de pessoas morava nas favelas – já dominadas pelos traficantes – os morros ganharam vez na política municipal. O Plano Diretor carioca de 1992 defendeu que as favelas não fossem extintas, mas urbanizadas e integradas à cidade. Um ano depois, surgiu o programa Favela-Bairro, com o objetivo de oferecer saneamento e infra-estrutura às comunidades, transformando-as, enfim, em bairros. Desde então, segundo a prefeitura do Rio, mais de 550 mil pessoas, em 143 favelas, foram beneficiadas pelo programa – com água encanada, coleta de lixo, redes de esgoto ou luz elétrica.

Muitas comunidades, no entanto, mantêm-se excluídas dos benefícios urbanos, à margem dos bairros e à mercê das balas (nem sempre perdidas) de traficantes. Enquanto isso, a velha divisão do Rio em duas partes opostas segue dando o tom na cidade. Mas, para Edmílson Martins Rodrigues, alguma coisa mudou. “Antes, o asfalto empurrava a favela. Hoje, é a favela que empurra o asfalto.”

I) Complexo do Alemão (Penha)

* Morro da Baiana
* Morro do Alemão
* Morro do Adeus
* Morro dos Mineiros
* Favela da Alvorada
* Favela da Matinha
* Favela Nova Brasília
* Favela Pedra do Sapo
* Favela das Palmeiras
* Favela da Fazendinha
* Favela da Grota
* Favela Vila Cruzeiro
* Favela da Chatuba
* Favela do Areal
* Favela do Chuveirinho

II) Complexo da Coréia (Bangu)

* Coréia
* Jabour
* Rebu
* Taquaral
* Vila Aliança

III) Complexo da Coruja (Vila Laje)
* Coruja
* Viana
* Alegria

IV) Complexo da Lagoinha (Caramujo)

* Bonfim
* Caixa D’Água
* Caramujo
* Morro do Céu

V) Complexo da Mangueira (São Cristóvão)
* Buraco Quente
* Candelária
* Chalé
* Curva da Cobra
* Faria
* Pindura Saia
* Santo Antônio
* Telégrafos

VI) Complexo de Manguinhos (Bonsucesso)

* Parque João Goulart
* Vila União
* Mandela de Pedra
* Nelson Mandela
* Samora Machel
* Vila Turismo

VII) Complexo da Maré (Bonsucesso)
* Baixa do Sapateiro
* Conjunto Bento Ribeiro Dantas
* Conjunto Esperança
* Conjunto Marcílio Dias
* Conjunto Pinheiro
* Nova Holanda
* Nova Maré
* Parque Maré
* Parque Roquete Pinto
* Parque Rubens Vaz
* Parque União
* Praia de Ramos
* Salsa e Merengue
* Timbau
* Vila do João
* Vila do Pinheiro

VIII) Complexo Menino de Deus (Rocha)
* Menino de Deus
* Chumbada

IX) Complexo do Mutuapira (Mutuá)
* Mutuapira
* Querosene

X) Complexo São Carlos (Estácio)
* São Carlos
* Mineira
* Zinco
* Querosene
* Coroa

A
* Abadiana (Jacarepaguá)
* Acari (Acari)
* Aço / Vila Paciência (Santa Cruz)
* Açude (Alto da Boa Vista)
* Adeus (Bonsucesso e Ramos)
* Agrícola (Alto da Boa Vista)
* Agrícola (Bonsucesso)
* Águia de Ouro (Inhaúma)
* Almas (Padre Miguel)
* Almirante Tamandaré (Barros Filho)
* Alto Bela Vista (Taquara)
* Alto Florestal (Bonsucesso)
* Alvorada (Ramos)
* Amália (Quintino)
* Amarelinho (Irajá)
* Amigos de Santa Teresa (Santa Teresa)
* Amigos do Vale (Santa Teresa)
* Amor (Lins de Vasconcelos)
* Ana Gonzaga (Inhoaíba)
* André Rocha (Taquara
* Angu Duro (Itanhangá)
* Antares (Santa Cruz)
* Araguatins (Pavuna)
* Arará (Benfica)
* Arará (Olaria)
* Araras (Ilha)
* Araticum (Anil)
* Areal (Guaratiba)
* Areinha (Itanhangá)
* Arnaldo Mulineri (Anchieta)
* Arrelia (Andaraí)
* Asa Branca (Jacarepaguá)
* Asa Branca (Guadalupe)
* Assis Martins (Bento Ribeiro e Marechal Hermes)
* Ataulfo Alves (São Cristóvão)
* Avenida (Anchieta)
* Azevedo Lima (Rio Comprido e Catumbi)
* Azul (Flamengo)
* Árvore Seca (Lins de Vasconcelos)

B

* Babilônia (Leme)
* Bacalhau (Cascadura)
* Bacia (Lins de Vasconcelos)
* Baiana (Ramos)
* Baixa do Sapateiro (Bonsucesso)
* Baleares (Cavalcanti)
* Balneário Globo (Sepetiba)
* Bananal (Tijuca)
* Banco (Itanhangá)
* Bancários (Ilha do Governador)
* Bandeira II(Del Castilho)
* Barão (Praça Seca)
* Barbante (Ilha)
* Barbante (Inhoaíba)
* Barbante (Campo Grande)
* Baronesa (Praça Seca)
* Baronesa (Santa Teresa)
* Barra de Guaratiba (Barra de Guaratiba)
* Barreira do Vasco (São Cristóvão)
* Barreira (Rocha Miranda)
* Barreira (Santa Cruz)
* Barreira do Tijuca (Colegio)
* Barro Preto (Engenho Novo)
* Barro Vermelho (Engenho Novo)
* Barro Vermelho (Santa Cruz)
* Bat Caverna (Manguinhos)
* Batan (Realengo)
* Batutas (Cordovil)
* Beco da Esperança (Engenho de Dentro)
* Beco da Guarda (Sepetiba)
* Beco do Camarão (Santa Cruz)
* Beira do Canal (Vargem Grande)
* Beira Mar (Recreio)
* Beira Rio (Acari)
* Beira Rio (Pavuna)
* Beira Rio (Parque Anchieta)
* Beira Rio (Anchieta)
* Beira Rio (Campo Grande)
* Beira Rio (Realengo)
* Beirada do Rio (Cidade de Deus)
* Bela Vista (Tanque)
* Bela Vista (Rocha Miranda)
* Bela Vista da Pichuna (Ilha)
* Belém-Belém (Engenho de Dentro)
* Bento Cardoso (Penha Circular e Brás de Pina)
* Bento Ribeiro Dantas (Bonsucesso)
* Bereti (Anchieta)
* Bernardino (Fonseca)
* Bernardino de Andrade (Turiaçu)
* Bernardo (Encantado)
* Beco do Vitorino(Encantado)
* Bispo (Rio Comprido)
* Boa Esperança (Campinho)
* Boa Esperança (Itaipu)
* Boa Vista (São Lourenço)
* Bom Jardim de Cordovil (Cordovil)
* Boqueirão (Bangu)
* Borda do Mato (Grajaú)
* Borel (Tijuca)
* Bosque dos Pássaros (Campo Grande)
* Bosque Mont Serrat (Vargem Pequena)
* Brás de Pina (Brás de Pina)
* Bráulio Cordeiro (Jacaré)
* Budapeste (Ilha)
* Buraco do Boi (Barreto)
* Buraco Quente (Andaraí)
* Buraco Quente (Senador Vasconcelos)
* Buguiugui (Ilha)
* Barreira do Lins (Lins de Vasconcelos)

C
* Cabo Verde (Benfica)
* Cabritos (Copacabana)
* Cachoeira Grande (Lins)
* Cachoeirinha (Lins)
* Cachorro Sentado (Vargem Grande)
* Caixa D’água (Quintino e Piedade)
* Caixa D’água (Penha)
* Caixa D’água (Tanque)
* Cajueiro (Madureira e Vaz Lobo)
* Camarista (Engenho de Dentro)
* Cambalacho (Itanhangá)
* Cambuci (Cordovil)
* Caminho do Arroio Pavuna (Jacarepaguá)
* Caminho do Bicho (Vargem Pequena)
* Caminho do Furado (Paciência)
* Caminho do Job (Pavuna)
* Caminho do Lúcio (Bangu)
* Caminho do Marinho (Camorim)
* Caminho do Padre (Anchieta)
* Caminho da Reta (Honório Gurgel)
* Caminho do Rio Pequeno (Jacarepaguá)
* Caminho do Urubu (Campo Grande)
* Caminho do Waldemar (Tanque)
* Canal do Anil (Anil e Gardênia Azul)
* Canal do Cortado (Recreio)
* Cancela Preta (Bangu)
* Canecão (Realengo)
* Caniçal (Cafubá)
* Cantagalo (Copacabana)
* Capitão Menezes (Praça Seca)
* Caracol (Penha)
* Caramuru (Tomás Coelho)
* Cardoso de Mesquita (Encantado)
* Cariri (Olaria)
* Carlos Drumond de Andrade (Jacaré)
* Carlos Chagas (Manguinhos)
* Carroças (Inhaúma)
* Carobinha (Campo Grande)
* Carumbé (Realengo)
* Casa Branca (Tijuca)
* Cascatinha (Vargem Grande)
* Cassiano (Santa Cruz)
* Catrambi (Tijuca)
* Castro (Tenente Jardim)
* Cavalão (Icaraí)
* Cavalo de Aço (Senado Camará)
* Caxangá (Tanque)
* Cerro Corá (Cosme Velho)
* César Maia (Vargem Grande)
* Cesarão (Santa Cruz)
* Céu Azul (Engenho Novo)
* Ciclovia (Piratininga)
* Cidade Alta (Cordovil)
* Cidade de Deus (Jacarepaguá)
* Cinco Bocas (Brás de Pina)
* Chapadão (Costa Barros)
* Chácara (Turiaçu)
* Chácara Del Castilho (Del Castilho e Maria da Graça)
* Chácara do Céu (Tijuca)
* Chácara do Céu (Vidigal)
* Chacrinha (Tijuca)
* Chacrinha (Praça Seca)
* Chacrinha do Mato Alto (Praça Seca)
* Chambelland (Jardim América)
* Chapéu Mangueira (Leme)
* Chatuba (Penha)
* Chatuba (Caju)
* Chaves (Barros Filho)
* Chega Mais (Cordovil)
* Chip (Manguinhos)
* Chumbada (Galo Branco)
* Clara Nunes (Rio Comprido)
* Clarim Gorésio (Taquara)
* Cotia (Lins de Vasconcelos)
* Comandante Luiz Souto (Praça Seca)
* Comendador Pinto (Madureira)
* Comendador Sofia (Campo Grande)
* Cônego (Honório Gurgel)
* Congonhas (Madureira)
* Coréia (Senador Camará)
* Coréia (Santa Cruz)
* Coroa (Catumbi)
* Coroa/Trajano (Pilares)
* Coroados (Vargem Pequena)
* Cosme e Damião (Realengo)
* Covanca (Pechincha)
* Cobal (Manguinhos)
* Creche (Jacarepaguá)
* Criança Esperança (Guadalupe)
* Cristo Redentor (Anchieta)
* Cristo Rei (Bento Ribeiro)
* Cruz (Andaraí)
* Curral das Éguas (Magalhães Bastos)
* Curupaiti (Engenho de Dentro)
* CCPL (Benfica)

D
* Dendê (Ilha do Governador)
* Deus é Amor (Marechal Hermes)
* Dezoito (Água Santa)
* Disneylândia (Brás de Pina e Cordovil)
* Dique (Jardim América)
* Divinéia / 31 de Outubro (Paciência)
* Divinéia (Cordovil)
* Do Andaraí (Andaraí)
* Dona Francisa (Lins)
* Dona Zélia (Engenheiro Leal)
* Dois de Maio (Sampaio e Engenho Novo)
* Dois Irmãos (Vidigal)
* Dois Irmãos (Jacarepaguá)
* Dourado (Cordovil)
* Doutor Fernando (Campo Grande)
* Duzentos (Ilha do Governador)

E
* Embaú (Pavuna e Parque Colúmbia)
* Embiri (Bento Ribeiro)
* Encanamento (Marechal Hermes)
* Encontro (Lins)
* Engenheiro Alfredo Gonçalves (Piedade)
* Engenheiro Clóvis Daudt (Água Santa)
* Engenho (Inhaúma e Engenho da Rainha)
* Entre Rios (Jacarepaguá)
* Erédia de Sá (Benfica)
* Escondidinho (Santa Teresa)
* Esperança (Santíssimo)
* Espírito Santo (Praça Seca)
* Estação Guilherme da Silva (Bangu)
* Estado (Centro de Niterói)
* Estrada da Curicica (Curicica)
* Estrada da Saudade (Bangu)
* Estrada do Quitite (Jacarepaguá)
* Estrada do Rio do Pau (Anchieta)
* Estrada do Tijuaçu (Alto da Boa Vista)
* Estrada Meringuava (Taquara)
* Eternit (Guadalupe)
* Everest (Inhaúma)

F
* Falange (Senador Camará)
* Fallet (Santa Teresa)
* Família (Encantado)
* Favela Bairro (Turiaçu)
* Fazenda (Itanhangá)
* Fazenda Botafogo (Acari)
* Fazenda Coqueiros (Santíssimo)
* Fazenda das Palmeiras (Ramos)
* Fazenda Mato Alto (Jacarepaguá)
* Fazenda Velha (Anchieta)
* Fazendinha (Inhaúma)
* Fazendinha (Água Santa)
* Faz quem quer (Rocha Miranda)
* Fé (Vila da Penha)
* Fé em Deus (Parque Anchieta)
* Feijão (Paraíso)
* Fernão Cardim (Engenho de Dentro e Pilares)
* Ferreira de Araújo (Benfica)
* Ficap (Pavuna)
* Final Feliz (Pavuna)
* Floresta da Barra (Itanhangá)
* Fogueteiro (Rio Comprido)
* Fogo Cruzado (Bonsucesso)
* Foice (Pedra de Guaratiba)
* Fontela (Curicica)
* Formiga (Tijuca)
* França (Tijuca)
* Francisco de Castro (Santa Teresa)
* Frederico Faulhaber (Realengo)
* Frei Gaspar (Penha)
* Frei Sampaio (Marechal Hermes)
* Fubá (Fazenda da Bica)[3]
* Fumacê (Realengo)
* Furnas (Itanhangá)
* Furquim Mendes (Vigário Geral)
* Playboy (Jacarepaguá)
* Saco Preto (Inhoaiba)

G
* Galinha (Inhaúma)
* Gambá (Lins de Vasconcelos)
* Gardênia Azul (Gardênia Azul)
* Gari (Paquetá)
* Gericinó(Bangu)
* Gongo (Bangu)
* Gogó da Ema (Guadalupe)
* Gouveia (Paciência)
* Granja Paulo de Medeiros (Água Santa)
* Grota (Madureira)
* Grota (Ramos)
* Grota do Surucucu (São Francisco)
* Grotão (Costa Barros)
* Grotão (Jardim Botânico)
* Grotão (Penha)
* Guaíba (Brás de Pina)
* Guaporé (Brás de Pina)
* Guandu (Santa Cruz)
* Guarabu (Ilha do Governador)
* Guararapes (Cosme Velho)
* Guariúba (Ilha do Governador)
* Guarda (Del Castilho)

H
* Henrique de Góes (Honório Gurgel)
* Holofote (Fonseca)
* Horto (Jardim Botânico)

I
* Igrejinha (Largo da Batalha)
* Iguaçu (Engenheiro Leal e Cavalcanti)
* Iguaíba (Cascadura)
* Ildefonso Falão (Parque Colúmbia)
* Isadora (Campo Grande)
* Imaculada Conceição (Cosme Velho)
* Imbiri (Bento Ribeiro)
* Inácio Amaral (Freguesia)
* Inácio Dias (Freguesia)
* Inácio Dias (Piedade)
* INPS (Ilha do Governador)
* Indiana (Tijuca)
* Inferninho (Piratininga)
* Itabirito (Piedade)
* Itararé (Ramos)
* Itatiba (Anchieta)

J
* Jabiri (Marechal Hermes)
* Jacarezinho (Jacaré)
* Jacaré (Santíssimo)
* Jacaré (Itaipu)
* Jacarezinho (Engenho Novo)
* Jamelão (Andaraí e Grajaú)
* Jardim Catarina (São Gonçalo)
* Jardim Clarice (Senador Camará)
* Jardim da Liberdade (Campo Grande)
* Jardim do Amanhã (Jacarepaguá)
* Jardim do Carmo (Vila Kosmos)
* Jardim do Recreio (Recreio)
* Jardim Duas Praias (Ilha)
* Jardim Leal (Santa Cruz)
* Jardim Metrô (Irajá)
* Jardim Moriçaba (Senador Vasconcellos)
* Jardim Piedade (Piedade)
* Jardim Vila Kosmos (Vila Kosmos)
* Jardim Vila São Bento (Bangu)
* JK (Andaraí)
* Joaquim Magalhães (Senador Vasconcelos)
* Joaquim Martins (Encantado)
* Joaquim Queiroz (Ramos)
* João Goulart (Higienópolis)
* João Paulo II (Grajaú)
* Job (Costa Barros)
* Jorge Turco (Rocha Miranda e Coelho Neto)
* José de Anchieta (Rio Comprido)
* José de Anchieta (Praça Seca)
* Juca (Cascadura)
* Juca Branco (Cubango)
* Julio Otoni (Santa Teresa)
* Juramento (Tomás Coelho e Vicente de Carvalho)
* Juramentinho (Vicente de Carvalho)
* Junqueira (Paciéncia)
* Juquinha (Santa Cruz)
* Jubai (Bento Ribeiro e Marechal Hermes)
* Jurema (Paquetá)
* Jurubeba (Guadalupe)

K
* Kelsons (Penha)
* Kinder Ovo (Ramos)
* karate (Cidade de Deus)

L
* Ladeira da Reunião (Tanque)
* Ladeira do Calharins (Jacarepaguá)
* Ladeira dos Funcionários (Caju)
* Ladeira dos Tabajaras (Copacabana)
* Ladeira Santa Isabel (Santa Teresa)
* Lagartixa (Costa Barros e Barros Filho)
* Laudelino Freira (Penha)
* Lemos de Brito (Quintino)
* Liberdade (Rio Comprido)
* Linha de Austin (Paciência)
* Livramento (Gamboa)
* Lote 1000 (Taquara)
* Loteamento São Sebastião (Taquara)
* Loteamento Juca Ferreira (Pavuna)
* Luanda (Guaratiba)
* Luíz Beltrão (Vila Valqueire)
* Luíz Fernando Vitor Filho (Santa Cruz)
* Luíz Marcelino (Santa Teresa)
* Luíza Regadas (Ilha do Governador)

M
* Madagascar (Parque Colúmbia)
* Macacos (Vila Isabel)
* Maestro Arturo Toscanini (Ilha)
* Mafuá (Caju)
* Magno Martins (Ilha)
* Maloca (Laranjeiras)
* Malvinas (Cachambi)
* Manguinhos (Manguinhos)
* Mandala (Taquara)
* Mandela de Pedra (Manguinhos)
* Mangueira (Mangueira)
* Mangueiral (Bangu)
* Mangueirinha (Brás de Pina)
* Mangueirinha (Duque de Caxias)(cidade da baixada fluminense)
* Manoel Luís (Paquetá)
* Manilha (Caju)
* Maranata (Guadalupe)
* Marcílio Dias (Penha)
* Marechal Jardim (São Cristóvão e Benfica)
* Maria Angu (Ramos)
* Marindiba (Penha)
* Mariópolis (Anchieta)
* Margem do Cação Vermelho (Santa Cruz)
* Margem do Canal de São Francisco (Santa Cruz)
* Marianos (Piedade)
* Marimbá (Jacaré)
* Marimbondo (Camorim)
* Marítimos (Barreto)
* Mata Machado (Alto da Boa Vista)
* Mata Quatro (Guadalupe)
* Matinha (Rio Comprido)
* Matinoré (Jacaré)
* Mato Alto (Praça Seca)
* Matriz (Engenho Novo)
* Meringuava (Taquara)
* Meriti (Vista Alegre)
* Metral (Bangu)
* Metro da Mangueira (São Francisco Xavier)
* Miguel Dibo (Irajá)
* Miguel Austragelésio (Santa Teresa)
* Mineira (Catumbi)
* Mineiros (São Cristóvão)
* Mineiros (Piedade)
* Minha Deusa (Bangu)
* Mirante do Tuita (São Cristovão)
* Modesto Brocos (Jardim Botânico)
* Moisés Santana (Turiaçu)
* Monte Carmelo (Bento Ribeiro)
* Morada Verde (Santa Cruz)
* Morro do Sapo (Duque de Caxias)
* Mourão Filho (Ramos)
* Mundial (Honório Gurgel)
* Muzema (Itanhangá)
* Muquiço (Guadalupe, Deodoro e Marechal Hermes)
* Muquiço (Cidade de Deus)

N
* Nabuco de Araújo (Bento Ribeiro e Marechal Hermes)
* Nilo (Realengo)
* Nossa Senhora da Apresentação (Irajá)
* Nossa Senhora da Conceição (Ramos)
* Nossa Senhora da Glória (Vila Valqueire)
* Nossa Senhora da Guia (Lins)
* Nossa Senhora da Penha (Caju)
* Nossa Senhora das Graças (Ilha)
* Novi Galo (Caju)
* Nova Aguiar (Campo Grande)
* Nova Aliança (Bangu)
* Nova Aurora (Taquara)
* Nova Brasília (Bonsucesso)
* Nova Cidade (Campo Grande)
* Nova Divinéia (Grajaú)
* Nova Era (Santa Cruz)
* Nova Esperança (Gardênia Azul)
* Nova Guaratiba (Guaratiba)
* Nova Holanda (Ramos)
* Nova Jérsei (Paciência)
* Nova Kennedy (Bangu)
* Nova Pavuna (Pavuna)
* Nova Maracá (Tomás Coelho)
* Nova Sepetiba (Sepetiba)
* Novo Campinho (Campo Grande)
* Novo Palmares (Jacarepaguá)

O
* Oito W (Recreio)
* Oito de Dezembro (Anchieta)
* Oliveira Bueno (Anchieta)
* Oliveira Junqueire (Marechal Hermes)
* Ouro Preto (Quintino)
* Outeiro (Jacarepaguá)

P
* Paço do Lumiar (Pechincha)
* Padre (Pavuna)
* Padre Nóbrega (Quintino)
* Palácio (Ingá)
* Palmeiras (Inhaúma)
* Palmeirinha (Marechal Hermes)
* Pantanal (Recreio)
* Pantanal (Santa Cruz)
* Pantanal (Rio Comprido)
* Pára-Pedro (Irajá e Colégio)
* Parada de Lucas (Parada de Lucas)
* Paraíbuna (Bonsucesso)
* Parque Acari (Acari)
* Parque Alegria (Caju)
* Parque Araruna (Quintino)
* Parque Bela Vista (Honório Gurgel)
* Parque Boa Esperança (Caju)
* Parque Bom Menino (Irajá)
* Parque Candelária (São Cristóvão)
* Parque Catete (Santa Teresa)
* Parque da Cidade (Gávea)
* Parque Colúmbia (Bangu)
* Parque da Conquista (Caju)
* Parque da Esperança (Anchieta)
* Parque Esperança (Campo Grande)
* Parque Félix Ferreira (Higienópolis)
* Parque Horácio Cardoso Franco (Benfica)
* Parque Itambé (Ramos)
* Parque Leopoldina (Padre Miguel)
* Parque Liberal (Padre Miguel)
* Parque Jardim Beira Mar (Parada de Lucas)
* Parque João Goulart (Manguinhos)
* Parque Maré (Bonsucesso)
* Parque Marlene (Jacaré)
* Parque Oswaldo Cruz (Manguinhos)
* Parque Proletário de Acari (Acari)
* Parque Proletário de Cordovil (Cordovil)
* Parque Proletário de Vigário Geral (Vigário Geral)
* Parque Proletário do Engenho da Rainha (Engenho da Rainha e (Inhaúma)
* Parque Proletário dos Bancários (Ilha)
* Parque Proletário Monsenhor Brito (Bonsucesso)
* Parque Rebouças (Rio Comprido)
* Parque Royal (Ilha do Governador)
* Parque São José de Barros Filhos (Barros Filho)
* Parque São Pedro (Guaratiba)
* Parque São Sebastião (Caju)
* Parque Silva Vale (Tomás Coelho)
* Parque Tiradentes (Ricardo de Albuquerque)
* Parque União (Bonsucesso)
* Parque União (Del Castilho)
* Parque Unidos (Parque Colúmbia)
* Parque Vila Isabel (Vila Isabel)
* Parque Vitória (Caju)
* Parnaíba (Coelho Neto)
* Pavão-Pavãozinho (Copacabana)
* Pau da Bandeira (Vila Isabel)
* Pau Ferro (Encantado)
* Paula Ramos (Rio Comprido)
* Paulo Matos (Rio Comprido)
* Paz (Penha)
* Paz e Amor (Padre Miguel)
* Pé Sujo (Cordovil)
* Pedacinho do Céu (Cordovil)
* Pedra Bonita (São Conrado)
* Pedra Branca (Jacarepaguá)
* Pedra do Sapo (Olaria)
* Pedra Lisa (Santo Cristo)
* Pedreira (Costa Barros, Acari e Barros Filho)
* Pedregulho (Benfica)
* Pereira Leitão (Turiaçu)
* Pereira Pinto (Engenho da Rainha e Tomás Coelho)
* Pereirão (Laranjeiras)
* Perereca (Guadalupe)
* Piancó (Ramos)
* Pica Pau (Taquara)
* Pica Pau (Cordovil)
* Pica Pau Amarelo (Cachambi)
* Pinheiro (Bonsucesso)
* Pinheiros (Jacarepaguá)
* Pinto (Santo Cristo)
* Piolho (Tanque)
* Portugal Pequeno (Taquara)
* Ponte de Coelho Neto (Coelho Neto)
* Ponte Preta (Santa Cruz)
* Ponte do Rio dos Cachorros (Santíssimo)
* Ponto Chique (Bangu)
* Praça da Bíblia (Cidade de Deus)
* Praça Marimbá (Jacaré)
* Praia da Rosa (Ilha)
* Praia de Ramos (Ramos)
* Prazeres (Santa Teresa)
* Prefeitura (Ilha)
* Pretos Forros (Água Santa)
* Preventório (Charitas)
* Providência (Gamboa e Santo Cristo)

Q
* Quarenta e Oito (Bangu)
* Querosene (Estácio e Rio Comprido)
* Querosene (Ilha)
* Quieto (Sampaio, Engenho Novo, Riachuelo, Rocha e São Francisco Xavier)
* Quinta (Caju)
* Quitandinha (Costa Barros)
* Quintanilha (Freguesia)
* Quitungo (Brás de Pina e Vila da Penha)

R
* Raio do Sol (Guadalupe)
* Rato (Estácio)
* Rato (Gradim)
* Rato (Pilares)
* Rato Molhado (Engenho Novo)
* Recanto Familiar (Humaitá)
* Relicário (Inhaúma)
* Renascer (Jardim América)
* Restinga (Recreio)
* Rebu (Senador Camará)
* Reta Nova (Itaboraí)
* Reta Velha (Itaboraí)
* Reunião (Tanque)
* Rio (Inhaúma)
* Rio Bonito (Vargem Grande)
* Rio do Ouro (Irajá)
* Rio Piraquê (Guaratiba)
* Rio Morto (Vargem Grande)
* Roberto Morena (Paciência)
* Rocinha (São Conrado)
* Ródano (Ilha)
* Rodo (Rio Comprido)
* Rodolfo Chambelland (Jardim América)
* Rollas (Santa Cruz)
* Roque Santeiro (Itanhangá)
* Roquete Pinto (Ramos)
* Rubens Vaz (Bonsucesso)
* Ruth Ferreira (Ramos)

S
* Sabão (São Lourenço)
* Saçu (Quintino)
* Saibreira (Bangu)
* Samauma (Barra de Guaratiba)
* Sangue e Areia (Bangu)
* Sapo (Senador Camará)
* Sapucaia (Ilha)
* Sagrado Coração (Santa Cruz)
* Salgueiro (Tijuca)
* Salsa e Merengue (Ramos)
* São Daniel (Manguinhos)
* São Francisco de Assis (Jacarepaguá)
* São Francisco de Assis (Colégio)
* São Geraldo (Cidade de Deus)
* São Jerônimo (Campo Grande)
* São João (Engenho Novo)
* São João (Jacaré)
* São Jorge (Engenheiro Leal)
* São José (Praça Seca)
* São José (Madureira e Engenheiro Leal)
* São Marcelo (Praça Seca)
* São Marciano (Praça Seca)
* São Pedro (Campo Grande)
* São Sebastião (Praça Seca)
* São Sebastião (Realengo)
* São Tilon (Barra da Tijuca)
* São Victor (Campo Grande)
* Sanatório (Madureira e Engenheiro Leal)
* Santa Alexandrina (Rio Comprido)
* Santa Anastácia (Curicica)
* Santa Catarina (Bangu)
* Santa Clara (Taquara)
* Santa Efigênia (Cidade de Deus)
* Santa Luzia (Curicica)
* Santa Maria (Jacarepaguá)
* Santa Marta (Botafogo)
* Santa Teresinha (Lins)
* Santo Agostinho (Andaraí)
* Santo Amaro (Catete)
* Santo André (Senador Camará)
* Santo Antônio (Realengo)
* Santa Rosa (Vila Valqueire)
* Santos Rodrigues (Rio Comprido)
* Santos Titara (Méier) [carece de fontes?]
* Santuário (Duque de Caxias)
* Saquaçu (Paciência)
* Sapê (Madureira e Vaz Lobo)
* Sapo (Senador Camará)
* Sapucaia (Ilha)
* Sargento Miguel Filho (Bangu)
* Sereno (Penha)
* Serra do Padilha (Água Santa)
* Serra Morena (Ilha)
* Serra Pelada (Cordovil)
* Serrão (Cubango)
* Sérgio Silva (Engenho da Rainha)
* Serrinha (Madureira)
* Sertão (Jacarepaguá)
* Sete Sete (Bangu)
* Seu Pedro (Del Castilho e Inhaúma)
* Selva (Senador Camará)
* Shangrilá (Taquara)
* Silva Vale (Cavalcanti)
* Sítio da Biquinha (Alto da Boa Vista)
* Sítio do Pai João (Itanhangá)
* Sítio Santa Isabel (Pechincha)
* Sossego (Senador Camará)
* Sossego (Madureira)
* Sumaré (Rio Comprido)

T
* Tancredo Neves (Jacaré)
* Tancredo Neves (Taquara)
* Tancredo Neves (Senador Camará)
* Tangará (Jacarepaguá)
* Taguaral (Senado Camara)
* Tauta (Jacaré)
* Tavares Bastos (Catete)
* Te Contei (Parada de Lucas)
* Teixeira Bastos (Engenho de Dentro)
* Teixeira Campos (Santíssimo)
* Teixeiras (Jacarepaguá)
* Telégrafos (São Cristóvão)
* Tenente (Bento Ribeiro)
* Tenente Pimentel (Olaria)
* Terra Nova (Ricardo de Albuquerque)
* Terra Encantada (Pavuna)
* Terreirão (Recreio)
* Tibaji (Bangu)
* Tijuaçu (Itanhangá)
* Tijuquinha (Itanhangá)
* Tijolinho (Bonsucesso)
* Timbau (Bonsucesso)
* Tiquia (Senador Camará)
* Tirol (Freguesia)
* Travessa Marques de Oliveira (Ramos)
* Travessa Rio Claro (Oswaldo Cruz)
* Travessa Vista Alegre (Santa Teresa)
* Tremebé (Ilha)
* Três Pontes (Paciência)
* Triângulo (Deodoro)
* Tuiuti (São Cristóvão)
* Turano (Rio Comprido)
* Turiaçu (Turiaçu)

U
* União (Pavuna)
* União (Coelho Neto)
* União (Colégio)
* União (Costa Barros)
* Unidos de Santa Teresa (Santa Teresa e Rio Comprido)
* Uga-Uga (São Critovão)
* Urubu (Pilares e Tomás Coelho)
* Urubuzinho (Pilares e Abolição)
* Urucrania (Santa Cruz)

V
* Vale do Ipê (Jacarepaguá)
* Vale de Curicica (Curicica)
* Vale do Sangue (Santa Cruz)
* Varginha (Manguinhos)
* Várzea (Água Santa)
* Venda da Varanda (Santa Cruz)
* Verde é Vida (Senador Camará)
* Vidigal (Leblon)
* Vigário (Paquetá)
* Vigário Geral (Irajá)
* Vila Amizade (Vargem Grande)
* Vila Anchieta (Rio Comprido)
* Vila Arara (Benfica e Manguinhos)
* Vila Autódromo (Barra da Tijuca)
* Vila Benjamin Constant (Botafogo)
* Vila Birigui (Realengo)
* Vila Brasil (Campo Grande)
* Vila Brasil (Magalhães Bastos)
* Vila Cabuçu (Engenho Novo)
* Vila Calmete (Curicica)
* Vila Cachoeira (Tijuca)
* Vila Camorim (Camorim)
* Vila Campinho (Campinho)
* Vila Cândido (Cosme Velho)
* Vila Canoas (São Conrado)
* Vila Capelinha (Magalhães Bastos)
* Vila Caranguejo (Jacarepaguá)
* Vila Cascatinha (Penha)
* Vila Clemente (Caju)
* Vila Comari (Campo Grande)
* Vila Cruzeiro (Penha)
* Vila da Paz (Itanhangá)
* Vila da Paz (Mangueira)
* Vila Darcy Vagas (Ramos)
* Vila Darcy Vargas (Taquara e Realengo)
* Vila da Paz (Penha)
* Vila das Torres (Madureira)
* Vila do Almirante (Realengo)
* Vila do Céu (Cosmos)
* Vila do João (Bonsucesso)
* Vila dos Crentes (Vargem Grande)
* Vila dos Mineiros (Jacaré)
* Vila Elza (Rio Comprido)
* Vila Eugênia (Marechal Hermes)
* Vila Esperança (Acari)
* Vila Esperança (Jardim América)
* Vila Esperança (Inhoaíba)
* Vila Esperança (Ramos)
* Vila Guanabara (Inhoaíba)
* Vila Harmonia (Vargem Grande)
* Vila Ieda (Campo Grande)
* Vila Ipiranga (Fonseca)
* Vila Itaocara (Inhaúma)
* Vila Jandira (Jacaré)
* Vila Joaniza (Ilha)
* Vila João Lopes (Realengo)
* Vila José de Anchieta (Praça Seca)
* Vila Juracy (Guaratiba)
* Vila Jurema (Realengo)
* Vila Lusimar (Engenho de Dentro)
* Vila Maria (Campo Grande)
* Vila Maria (Higienópolis e Maria da Graça)
* Vila Mangueiral (Campo Grande)
* Vila Matinha (Ramos)
* Vila Moreti (Bangu)
* Vila Nossa Senhora da Glória (Marechal Hermes)
* Vila Nova (Oswaldo Cruz)
* Vila Nova (Inhaúma)
* Vila Nova (Vargem Grande)
* Vila Nova da Pavuna (Pavuna)
* Vila Nova Cruzada (Jacarepaguá)
* Vila Nova Esperança (Caju)
* Vila Olímpica (Bangu)
* Vila Operária Diamantes (Rocha Miranda e Honório Gurgel)
* Vila Paraíso (Santa Teresa)
* Vila Parque da Cidade (Gávea)
* Vila Pequeri (Brás de Pina)
* Vila Piquirobi (Bangu)
* Vila Pitumbu (Jacarepaguá)
* Vila Primavera (Cavalcanti)
* Vila Proletária (Penha)
* Vila Progresso (Bangu)
* Vila Recreio (Recreio)
* Vila Rica (Irajá)
* Vila São Bento (Bangu)
* Vila Santa Maura (Jacarepaguá)
* Vila Santa Mônica (Taquara)
* Vila Santo Antônio (Ramos)
* Vila Sapê (Curicica)
* Vila São Jorge (Colégio)
* Vila São Jorge (Cosmos e Santa Cruz)
* Vila São Miguel (Magalhães Bastos)
* Vila São Pedro (Bonsucesso)
* Vila Triagem (São Francisco Xavier)
* Vila Turismo (Higienópolis e Manguinhos)
* Vila União (Barra da Tijuca)
* Vila União (Inhoaíba)
* Vila União da Paz (Bangu)
* Vila Verde (Santíssimo)
* Vila Vintém (Padre Miguel)
* Vila Vitória (Cosmos)
* Vila Zulmira (Campo Grande)
* Vilar Carioca (Campo Grande)
* Virgolândia (Jacarepaguá)
* Vista Alegre do Recreio (Recreio)

W
* White Martins (Brás de Pina)

X
* Xuxa (Jacaré)

Z
* Zinco (Estácio)

PMERJ terá novas viaturas e com câmeras

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Uma frota nova, equipada com 2 mil computadores e câmeras para melhorar o patrulhamento da cidade. O investimento foi anunciado nesta quarta-feira para ampliar a capacidade de atuação dos policiais militares e, ao mesmo tempo, permitir maior controle das ações. 
 
O subsecretário de Modernização Tecnológica da Segurança Pública, Edval Novaes, detalhou o projeto durante a inauguração da nova sede da Corregedoria da PM, em São Gonçalo. O órgão passará a acompanhar as investigações de autos de resistência, como O DIA noticiou domingo.

Os novos carros, que começam a patrulhar a Região Metropolitana dentro de 90 dias, contará com 1.508 veículos — sendo 1.187 modelos Logan e 321 Blazers. A licitação foi assinada ontem, e o estado vai desembolsar R$ 490,71 milhões para adquirir os carros. Segundo Novaes, a ideia é que eles sejam equipados, até dezembro, com câmeras de última geração e microcomputadores.

“É importante para o controle e defesa dos policiais. Casos de autos de resistência, por exemplo, têm diminuído, mas precisamos de controle e observação”
, disse Novaes.

Os terminais de bordo, orçados em R$ 7 milhões, serão instalados em lotes mensais até novembro. Alguns já estão em teste em carros do 5º BPM (Praça da Harmonia). Os equipamentos permitirão digitar os atuais talões de registro de ocorrência e enviar, em um clique, as informações para o sistema das delegacias. O programa também possibilita, entre outros serviços, que PMs consultem bancos de dados para identificar suspeitos.

Já as câmeras poderão armazenar imagens de ocorrências durante sete dias. Os vídeos, que poderão ajudar no esclarecimento de casos, serão enviados aos batalhões e ao Centro de Comando e Controle da Segurança por rede sem fio, onde poderão ser guardados por dois meses.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

‘Foi muito tiro, fiquei com medo’, diz moradora do Alemão sobre tiroteio

Conjunto de favelas registrou na noite de terça 1º tiroteio após ocupação.
PM e Exército reforçam a segurança; manhã é tranquila na região.
“Foi muito tiro, era tiro demais. Eu não via isso desde o ano passado. Hoje vou tentar levar uma vida normal. Está mais tranquilo”, disse, na manhã desta quarta-feira (7), uma moradora do Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, que preferiu não se identificar. No momento em que houve um tiroteio na comunidade, ela estava chegando em casa.

“Eles (supostos traficantes) enrolaram pedaços de madeira em colchões e colocaram no meio da rua. Na hora dos tiros eu fiquei deitada, esperando passar. Cheguei em casa e logo começou a agitação”, contou. Segundo a Força de Pacificação, os tiros foram disparados por traficantes "para inquietar as forças de segurança". Nesta manhã, não há registro de novos confrontos.

A segurança continua reforçada no local, e a população circula pela Estrada do Itararé normalmente. O comércio também abriu. A dona de uma farmácia do local, precisou fechar sua loja depois do tiroteio.

“Fechamos mais cedo. Mas eu moro aqui desde 1989 e não me assustei. Hoje abri normalmente. Já vi coisa muito pior aqui”, contou ela, que também não quis se identificar.

Garis da Comlurb também foram trabalhar. Eles contaram que normalmente fazem serviços no alto do morro, mas nesta quarta ainda não tiveram ordem de subir. Já o teleférico do Alemão não funciona nesta quarta por causa do feriado, segundo informou a SuperVia. Na quinta-feira (8), o serviço voltará a funcionar das 15h às 20h, e a partir de segunda (12) num novo horário.


Três detidos e segurança reforçada
Até esta manhã não foi divulgado nenhum balanço oficial de feridos na ação, mas pelo menos três homens foram detidos sob suspeita de desacato e uma pessoa ficou ferida com estilhaços na cabeça. Além disso, moradores relataram que uma menina de 15 anos morreu, após ser atingida por bala perdida, mas as autoridades não confirmam essa informação.

Moradores contaram que o tiroteio começou por volta das 19h30 e partiu da Rua Joaquim de Queiroz, localizada na Grota, do Alemão. Segundo a Força de Pacificação, os tiros foram disparados por traficantes "para inquietar as forças de segurança".

Além dos soldados, policiais militares patrulharam os principais acessos à comunidade. Na Estrada do Itararé - que chegou a ser interditada por volta das 21h de terça-feira por medida de segurança - carros e pedestres foram revistados. Os militares também fizeram ronda no interior da favela com o auxílio de dois blindados, três caminhonetes e duas motocicletas.

De acordo com a Força de Pacificação, 100 fuzileiros navais foram convocados para reforçar o efetivo de segurança no Alemão. Dos 12 blindados do Exército que vão permanecer no local, seis iam participar do tradicional desfile da Independência do Brasil, na quarta-feira (7), mas foram desviados para aumentar a segurança nas comunidades.

Já o comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, afirmou que cerca de 50 policiais militares do 16º BPM (Olaria) e do 22º BPM (Maré) atuam no reforço da segurança. O Batalhão de Campanha também continua em auxílio ao trabalho da Força de Pacificação, que é comandada pelo Exército brasileiro.

Madrugada sem conflitos
Segundo os militares, a madrugada foi de aparente tranquilidade. No entanto alguns moradores que voltavam para suas casas passavam pelas ruas às pressas e com medo de um novo confronto. Foi o caso do motorista de ônibus Natanael Duarte, de 56 anos, que soube do tiroteio pelo rádio.

“Eu fiquei mais preocupado com a minha esposa e com minha filha, que eu tinha deixado em casa. Eu sou a favor dos soldados no Alemão, mas tenho medo, ainda não me sinto seguro aqui. É triste isto estar acontecendo”, disse Natanel.

Ocupação em duas favelas

O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio de Brito Duarte, determinou a ocupação, por tempo indeterminado, dos morros Adeus e Baiana, que ficam próximos ao Alemão. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da corporação.

Segundo o comandante, a medida "acontece em razão de não ter tropas federais nos locais, e serem ambos locais com comandamento - ou seja, visão de cima para baixo - portanto, facilitadores de agressão (tiro, arremesso de objetos etc) contra as tropas que patrulham a Avenida Itararé".

Ruas fechadas

Um trecho das ruas Itararé e Itaoca, que ficam no entorno das comunidades, foi fechado pelas tropas do Exército. Por cerca de três horas, apenas moradores foram liberados a passar pelo local. Eles se organizaram em fila para entrar com segurança na favela. Poucos antes da meia-noite, o Exército liberou as vias ao tráfego de veículos.

Mais cedo, um outro homem chegou a ser detido por desacato a militares. Segundo os militares, o suspeito tentou furar o bloqueio montado pela tropa. Ele foi solto após prestar esclarecimentos.

Por volta das 21h, balas traçantes cruzaram o céu do Alemão. Muitas pessoas procuraram abrigos em ruas próximas e houve correria. Moradores relataram pessoas feridas dentro da favela.

No domingo (4), houve uma confusão entre moradores e militares da Força de Pacificação da comunidade. O tumulto terminou com três pessoas detidas e uma mulher ferida por bala de borracha.

Após tiroteio, Polícia Militar ocupa duas favelas do Alemão

O clima nas favelas que formam o Complexo do Alemão, na Zona Norte, é de aparente tranquilidade no início da manhã desta quarta-feira. Fuzileiros navais realizam um "pente fino" nos acessos aos morros que compõe o conjunto de favelas. Carros, motocicletas, kombis e pedestres são revistados.

Militares encontraram na manhã desta quarta-feira, na Rua Nova, em um dos acessos à Favela da Grota, no Complexo do Alemão, cinco bombas de fabricação caseira. Destas, apenas uma não havia sido detonada. Os artefatos recolhidos pelo Exército teriam sido jogados pelos traficantes para atingir militares.

Nesta quarta-feira, às 11h30, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e o comandante militar do Leste, general Adriano Pereira Junior, concedem entrevista coletiva.

Morros ocupados

Além de soldados, policiais militares também reforçam a segurança na comunidade. A Polícia Militar informou, através de nota, a ocupação dos morros da Baiana e do Adeus.

O comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, determinou a ocupação de ambos os morros por tempo indeterminado. O Adeus e Baiana, que não contam com tropas federais, são locais com visão de cima para baixo, o que facilitaria agressões contra as tropas que patrulham a Avenida Itararé, informou a PM.

O Exército revelou, também em nota, que a tropa que ocupa o Alemão recebeu o apoio de uma campanha de fuzileiros navais, com cerca de cem homens.

Tensão na volta para casa
Moradores passaram por momentos de desespero com pelo menos duas trocas de tiros no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, na noite desta terça-feira. Sem conseguir subir o morro, muitos avisavam aos familiares por celular sobre o conflito. As balas traçantes eram vistas até em Bonsucesso.

“Queríamos saber porque estão dando tantos tiros aqui. Não tem traficante, só tem morador. Não tem essa necessidade, se a favela está pacificada. Moro em frente ao teleférico e as balas traçantes passam por cima da minha casa. Deitamos no chão, pedindo misericórdia a Deus pra não chegar uma bala perdida aqui. Somos cinco (três crianças e dois adultos). Moro com minha irmã, dois filhos dela (de 3 meses e 3 anos) e meu filho de 10 meses”, contou uma moradora.

No início da confusão da noite desta terça-feira, PMs do Batalhão de Campanha do Alemão foram os primeiros a chegar. As forças do Exército ocuparam a região da Rua Joaquim de Queiroz por volta das 20h. Três ambulâncias do Corpo de Bombeiros foram chamadas pela Força da Pacificação, mas até às 23h, havia apenas a informação de um ferido. Um homem que caiu de uma laje e teve ferimentos na cabeça, sendo encaminhado para o Hospital Getúlio Vargas.

Um blindado do 22º BPM (Maré) chegou à comunidade às 21h30 para reforçar o patrulhamento, que contou com o auxílio extra de 100 homens do Exército. O comando do Batalhão de Campanha avisou a todos os soldados que ficassem em alerta, até quem estavam de folga.

No final da noite desta terça-feira, a Força de Pacificação afirmou em nota que os tiros foram disparados por traficantes, em uma tentativa de "inquietar" as forças de segurança que trabalham na comunidade desde novembro do ano passado.

De acordo com o Major Bolsas, um homem foi encontrado ferido na cabeça, próximo ao teleférico da Fazendinha. O ferimento, no entanto, teria sido causado por uma queda no chão e não estaria ligado ao tiroteio.

Ainda segundo o Major, as avenidas Itararé e Itaócas ficarão interditadas ao tráfego por medidas de segurança.


Trânsito parado, comércio fechado

Um confronto no Complexo do Alemão, na noite desta terça-feira, fez moradores reviverem dias de terror. Intenso tiroteio paralisou o teleférico da favela, fechou o comércio nas proximidades da Rua Joaquim de Queiroz, na Grota, e parou o trânsito na Estrada do Itararé. A troca de tiros interrompeu período de paz, desde a instalação da Força de Pacificação, em novembro. Há informação de pelo menos dois feridos. Segundo morador, traficantes chegaram do Santo Amaro e Vila Kennedy. De acordo com a polícia, bandidos saíram da Penha à tarde e entraram no complexo em vans.

O confronto aconteceu na Alvorada, Nova Brasília e Canitá. Bombas e tiros também foram lançadas em policiais no asfalto. Quem usava o teleférico ficou preso nas estações. Barricadas foram incendiadas na Rua Joaquim de Queiroz. Morador postou vídeo na Internet com imagens de balas traçantes, que passavam próximo ao bondinho do teleférico. Soldados atiraram em lâmpadas nas ruas à noite.

Na madrugada anterior, soldados do Exército teriam desligado as luzes perto do Teleférico, e disparado balas de borracha. A confusão aconteceu na região da Alvorada, no morro, no mesmo lugar onde ocorreu um tumulto domingo. Duas horas antes, bombeiros dforam para a Av. Itaoca, na entrada da Nova Brasília, onde grupo ateou fogo a madeira na pista.

Segundo moradores, o protesto durou 40 minutos. Ônibus mudaram itinerários. René Silva, da Voz da Comunidade, disse que motoqueiros iniciaram a confusão segunda-feira.

O comando do Exército divulgou vídeo gravado domingo que mostra bocas de fumo funcionando na Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha.

Na manhã desta terça-feira, o governo estadual reconheceu que o programa de UPPs precisa de reavaliação. O anúncio foi feito na formatura de 489 alunos do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PM, com a presença do governador Sérgio Cabral.

Ele falou sobre os episódios de violência em áreas com UPPs. Dos 489 recém-formados, 385 vão atuar no Morro da Mangueira. Segundo o coordenador das UPPs, coronel Robson Rodrigues, a previsão é que a unidade seja inaugurada em 45 dias.

“A pacificação é um processo de educação recíproca. Há, tanto na comunidade quanto na força de segurança, resquícios de um viés violento. Há 30 ou 40 anos, a polícia só entrava para atirar”, explicou Cabral.

MP Militar vai ouvir moradores

O Ministério Público Militar (MPM) está acompanhando os acontecimentos e pediu informações ao Comando Militar do Leste. Amanhã, procuradores e promotores vão ao complexo ouvir moradores.

Um deles, que tem um filho deficiente visual, foi buscar o jovem na comunidade por volta das 20h desta terça-feira e ficou assustado com a situação no complexo. “Os moradores já estavam acostumados com o clima de paz que vinha reinando na comunidade. Logo hoje, véspera de feriado, com todos os moradores nas ruas, recomeçam esses episódios de violência”.

Outro morador reclamou que, depois de dez meses de paz, a realidade mudou. “Começou tudo de novo, estamos cansados”, disse.


Vídeo mostra suposta ação de traficantes

Nesta terça-feira o Exército divulgou imagens da ação de homens, que estariam negociando drogas livremente, na Rua 9, na Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão. O vídeo teria sido feito no domingo, antes do primeiro confronto entre moradores e militares.

Após a filmagem, os militares detiveram 12 pessoas e duas delas acabaram presas por associação ao tráfico. As imagens foram feitas pelo serviço de inteligência da Força de Pacificação que atua no local.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Mortes em confronto com a polícia caem até 87,5% em áreas com UPPs

Por outro lado, regiões onde a pacificação ainda não chegou têm índices altos

Apesar dos recentes tumultos envolvendo áreas consideradas pacificadas, como o Complexo do Alemão e a Cidade de Deus, a presença de UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) tem contribuído para a redução de mortes em confronto com a polícia, chamadas de auto de resistência.

Um levantamento divulgado pelo ISP (Instituto de Segurança Pública) nesta terça-feira (6) revela que, nas áreas onde há UPPs implantadas, a quantidade de autos de resistência caiu até 87,5%, entre 2008 e 2010.

Foi o caso da área policiada pelo Batalhão de Jacarepaguá (18º BPM), onde a Cidade de Deus foi pacificada. Foram 24 casos registrados em 2008 contra três em 2010. Este ano já houve dois casos de morte em confronto com a polícia na região.

Na área do Batalhão do Estácio (1º BPM), onde as favelas de Santa Teresa, Catumbi e do Complexo do São Carlos foram pacificadas, a queda foi de 72%. Em 2008, foram registradas 21 mortes em confronto com a polícia. Dois anos depois, o número caiu para seis. Este ano, nenhum caso foi registrado.

Na área do Batalhão da Praça da Harmonia, por exemplo, onde o morro da Providência foi pacificado, foram três casos registrados em 2008 e nenhum em 2010, média que se mantém no primeiro semestre deste ano.

Na área da grande Tijuca, onde praticamente todas as comunidades já receberam UPPs, foram registradas 21 mortes em confronto em 2008. Entre janeiro e junho deste ano, foram apenas duas.

Por outro lado, as regiões onde ainda não há UPPs, sofrem com índices altos de morte em confronto com a polícia. Nas áreas dos batalhões de Rocha Miranda (9º BPM) e Irajá (41º BPM), por exemplo, o índice passou de 139 para 67 entre 2008 e 2009. No ano seguinte, no entanto, voltou a subir, chegando a 111 mortes em confronto com a polícia. Este ano, em seis meses, já foram 62 mortes.

Na área patrulhada pelo Batalhão de Bangu (14º BPM), os autos de resistência aumentaram entre 2008 e 2010, passando de 47 para 58. No primeiro semestre deste ano, já foram 42 casos. A região vem sofrendo com uma guerra pelo controle da Vila Kennedy entre traficantes rivais.

Em Duque de Caxias, os seis primeiros meses deste ano foram mais violentos do que todo o ano de 2010. Foram 62 casos entre janeiro e junho, contra 60 registros em todo o ano passado.

Carro do Exército no Complexo do Alemão é atacado a tiros e granada

 Um carro do Exército foi atacado a tiros e granadas, na noite desta terça-feira, na Avenida Itararé, uma das principais ruas de acesso ao Complexo do Alemão. O clima está tenso na região.

Centenas de soldados subiram as vielas de acesso à favela pela Avenida Itararé. À medida que os militares entravam na favela, pessoas soltavam fogos, como se estivessem sinalizando o percurso feito pelos militares.

Do alto do morro, homens passaram a atirar contra os militares, que revidavam o ataque. Além dos tiros, fogos também passaram a ser detonados de dentro da favela.

Uma moradora da Avenida Itararé desabafou por telefone:

- Está tendo tiro dentro da Grota. Os militares estão pedindo para pararem as vans e as motos, para todo mundo saltar e ser revistado.


Moradores reclamam de novos tiros e explosões no Complexo do Alemão

Moradores e internautas informaram ouvir novos tiroteios e explosões na noite desta terça-feira (6), no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio de Janeiro. De acordo com os depoimentos no Twitter, a Estrada do Tararé, onde fica o teleférico, fechou por volta das 20h, por conta dos disparos e os ônibus estão fazendo o retorno.

De acordo com os moradores, o comércio na região está fechado e os veículos de transporta estão saindo da localidade. Uma nova manifestação de moradores, contra a atuação dos militares da Força de Pacificação estava marcada para a tarde desta terça-feira.

Criador do AfroReggae, José Júnior informou, na rede social, que também há disparos próximo à quadra da Canita. Mais cedo, ele tinha postado uma mensagem informando que "vândalos" estariam atirando fogos de artifício em patrulhas formadas por policiais e militares.

"Pela quantidade de tiros parece um confronto pesado. Ninguém entre e sai!", postou o líder do grupo.

De acordo coma Força de Pacificação, os tiros estão vindo da comunidade do Adeus, vizinha ao Alemão e que não está pacificada. A Estrada do Itararé foi fechada para impedir o acesso ao morro.

Conflitos

Na madrugada desta terça-feira, os moradores já haviam denunciado mais um confronto com militares da Força de Pacificação, na Região da Alvorada, no alto do morro, mesmo lugar em que ocorreu um tumulto na noite de domingo. De acordo com os relatos, os soldados do Exército teriam desligado as luzes na Rua 2, perto da Estação do Teleférico Itararé, e disparado balas de borracha contra as pessoas.

 

Cabral diz que UPPs passam por 'processo de adaptação'

Coronel diz que será realizado seminário de avaliação sobre a Unidade de Polícia Pacificadora


O governador Sérgio Cabral falou nesta terça-feira sobre os recentes conflitos em UPPs da cidade. De acordo com o político, o policial precisa entender melhor a realidade e a rotina dos moradores, que, por sua vez, também têm que aprender a aceitar melhor a presença dos policiais nas comunidades.

"Essas comunidades viveram 30, 40 anos sob o domínio do poder paralelo. É normal que exista um problema ou outro. É um processo gradativo de adaptação", afirmou o governador, durante solenidade de formatura de 489 alunos do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, em Sulacap, na Zona Oeste.

O comandante das UPPs, coronel Robson Rodrigues, disse que nesta quinta e sexta-feira será realizado um seminário de avaliação sobre a Unidade de Polícia Pacificadora. Segundo o militar é preciso "colocar a casa em ordem".

Dos 489 praças formados nesta terça-feira, 385 serão deslocados para a UPP da Mangueira, que deve ser implementada dentro de, no máximo, 45 dias. Os 104 restantes vão substituir policiais do interior que estão lotados nas UPPs. Até a inauguração da unidade da Mangueira eles passarão por treinamento em outras comunidades que contam com a base policial.

Confronto na Cidade de Deus

Moradores e policiais militares da UPP da Cidade de Deus entraram em confronto na Praça dos Apartamentos, na Cidade de Deus, Zona Oeste do Rio, na madrugada desta segunda-feira. Os PMs usaram bombas de efeito moral e gás pimenta para dispersar a multidão. Uma das janelas da UPP dos Apartamentos foi quebrada por uma garrafa de bebida alcoólica. Paus e pedras também foram atirados contra os policiais e o imóvel da unidade. Ninguém foi preso. O policiamento foi reforçado por homens do Batalhão de Choque.
 
O sargento André Luiz foi ferido na cabeça após ser atingido por uma pedra. Ele foi socorrido no Hospital Central da Polícia Militar (HCPM). Dois moradores não identificados teriam sofrido ferimentos leves. Testemunhas confirmaram que a confusão começou de madrugada após o baile funk que acontece aos domingos no Clube Coroado, a menos de 200 metros da Praça dos Apartamentos. Segundo os moradores, os PMs também deram tiros para o alto.

Um policial militar revelou que havia quatro policiais na UPP quando houve o confronto. Outros 10 PMs estavam em patrulhamento pela comunidade. "Estávamos em menor número, por isso usamos bombas de efeito moral. Suspeitamos que, além do tráfico formiguinha já estabelecido, exista bandidos armados dentro da comunidade. Caso o baile funk não seja proibido haverá novos confrontos, porque eles sempre atacam a UPP. Só que dessa vez quebraram uma janela e acertaram um policial", explicou.

Moradores do Conjunto Gabinal-Margarida que frequentam os quiosques na praça contaram outra versão. Segundo eles, os policiais jogaram as bombas de efeito moral para dispersar a multidão. "Um menino foi atingido por uma pedra e outro saiu machucado no corre-corre, mas foram os PMs que começaram a confusão. A praça sempre enche depois do baile no Coroado. Se algum bêbado atacou a UPP, o policial deveria prender o sujeito e não atirar bomba na galera", argumentou uma moradora.

sábado, 3 de setembro de 2011

Polícia apreende 5 granadas para atacar UPP da Cidade de Deus

 Cinco granadas de fabricação caseira foram apreendidas no início da madrugada deste sábado, na localidade da Bariri, na Cidade de Deus, na Zona Oeste. De acordo com policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade, os artefatos seriam usados para atacar bases, viaturas e policiais que fazem o patrulhamento no local. Ninguém foi preso.

Os PMs receberam uma denúncia anônima de que traficantes estariam reunidos no Beco do Hidrante arquitetando um ataque as viaturas, às três bases e três cabinas da UPP na Cidade de Deus, além de estarem comercializando entorpecentes.

Com a chegada dos policiais, os marginais fugiram. Eles abandonaram as cinco granadas de mão, além de 90 trouxinhas de maconha, 65 papelotes de cocaína, 11 pedras de crack e um radiotransmissor.

O caso está sendo registrado na 32ª DP (Taquara).