domingo, 24 de julho de 2011

Nova via expressa vai ‘atropelar’ Exército e PMERJ



A Transolímpica, que ligará Deodoro à Barra, passará por cima de centro de formação de praças e de pista de equitação que será usada nos Jogos Militares

Previsto para passar por áreas militares, o corredor expresso Transolímpica (Barra da Tijuca-Deodoro) vai provocar o remanejamento de parte da escola de equitação do Exército e de unidades do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cfap) da Polícia Militar, em Sulacap. 
As desapropriações previstas no trajeto total de 23 km vão atingir 21 ruas em Magalhães Bastos, cinco na Vila Miliar, nove em Sulacap, dez em Taquara, 27 em Jacarepaguá e 24 em Curicica.Pela via vai passar um novo modelo de transporte, o BRT (o Bus Rapid Transit), com pistas exclusivas para coletivos.

A PM admite que a 3ª Companhia e o Centro de Capacitação de Programa de Proteção — ambos no Cfap — poderão ser transferidos. “Estamos esperando uma reunião com a prefeitura para saber mais detalhes”, afirmou o coordenador de Assuntos Estratégicos da PM, cel. Pinheiro Neto. Animação com o trajeto exibida para moradores do bairro mostra a via passando sobre imóveis do Cfap.

O Exército informou que o Município vai reconstruir os setores da escola de equitação em áreas próximas. O local sediará as provas de equitação dos Jogos Militares. O secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto, explicou que, como áreas militares não podem ser desapropriadas, a prefeitura já negociou: “Outra área será cedida ao Exército. A Aeronáutica, apesar de não ter terreno da instituição no traçado, pediu informação dos corredores”.

Moradores preocupados

Para os moradores dos bairros cortados pela Transolímpica, as desapropriações trarão prejuízo. “Minha casa vai ficar a 10 metros do corredor de ônibus. Imagina o barulho com que vou ter que conviver”, reclamou o comerciante Ricardo Ribeiro, 35.

Noruega: autor de ataques utilizou munição proibida em guerras

O autor confesso dos atentados na Noruega, Anders Behring Breivik, usou um tipo de munição especial, proibida nas guerras, para provocar o maior número de mortes possível em seu ataque ao acampamento de jovens, segundo um médico que atendeu às vítimas. Em entrevista à imprensa local, o cirurgião chefe do Hospital Ringerike, Colin Poole, que tratou de 16 feridos no tiroteio da ilha de Utoya, assegura que o agressor utilizou balas que têm os extremos ocos para que o núcleo se fragmente no choque.

"Essas balas provocam uma devastação dentro do corpo das vítimas. Os ferimentos internos que tinham eram absolutamente terríveis", disse Poole. Ele acrescentou que as balas causaram graves danos aos feridos, em sua maioria jovens e adolescentes, e dificultaram o trabalho da equipe de cirurgiões do hospital.
"Tivemos dificuldades pelo tipo de dano que essas balas especiais provocam. O efeito que causam dentro do corpo é similar ao de milhares de agulhas e alfinetes", revelou o cirurgião. Poole acrescentou que este tipo de munição é muito difícil de ser comprada legalmente na Noruega.

Essas balas, cujo uso é proibido nas guerras desde 1899, são utilizadas em ocasiões muito específicas, como em operações antiterroristas. Na sexta-feira passada, Breivik matou pelo menos 93 pessoas em dois atentados em Oslo e em um acampamento de jovens social-democratas na ilha de Utoya, a cerca de 40 km da capital norueguesa.

Tragédia na Noruega

A Noruega viveu na última sexta-feira a maior tragédia do país desde a Segunda Guerra Mundial. Dois atentados deixaram, até o momento, um saldo de 93 mortos. Primeiro, uma bomba explodiu no centro da capital, Oslo, na região onde estão localizados vários prédios governamentais, inclusive o escritório do premiê, Jens Stoltenber. Sete pessoas morreram, mas a polícia admite possa haver corpos não resgatados nos prédios.

A segunda tragédia aconteceu em uma ilha próxima da capital, Utoya. Lá, Anders Behring Breivik, um homem de 32 anos vestido com uniforme da polícia, abriu fogo contra jovens reunidos em um acampamento de verão. Ao menos 86 morreram, a maioria pelos tiros disparados. Alguns outros morreram afogados após tentarem fugir nadando. Anders foi detido logo depois, pela polícia, e admitiu o crime. O atirador, que é ligado à extrema-direita e publicou um manifesto na internet chamando à violência contra muçulmanos e comunistas, também tem envolvimento no ataque em Oslo. Ele deve prestar depoimento na segunda-feira.

As informações são da EFE



ENTENDA MAIS SOBRE ESSE TIPO DE PROJÉTIL
Projetil hollow point (ponta oca), ou como popularmente conhecido, bala dumdum, é o nome para os projéteis de armas de fogo concebidos para se expandir e fragmentar durante o impacto.

Nem todo projétil dundum refere-se à bala dundum.

Tecnicamente, diz-se que há maior transferência de energia e, consequentemente, o "poder de parada" também é maior, nos projéteis vulgarmente chamados dundum, entretanto referem-se aos projéteis ponta oca. O aumento do diâmetro do projétil limita a sua penetração, e produz, no corpo da pessoa ou animal alvejado, um ferimento mais extenso.

Histórico
Inventado no final dos anos 1890 por um oficial do exército britânico, Neville Bertie-Clayno, no arsenal de Dum Dum, cidade próxima de Calcutá, este tipo de projétil foi condenado pela Convenção de Haia de 1899, por motivos humanitários: a bala dundum se estilhaça dentro do corpo do indivíduo atingido, provocando dores lancinantes - o que normalmente não acontece com uma bala comum.
 
Trecho de publicação

No Brasil, é permitida a utilização da ponta oca, que por vezes é equivocadamente qualificada como a original bala dundum. A utilização da ponta oca por forças policiais também é permitida, pelo seu maior "poder de parada", ou seja, é possível neutralizar o oponente com apenas um tiro. Contudo, ainda é proibida a utilização da bala dundum, pois o estilhaçamento aumenta tanto a cavidade como maiores lesões a órgãos internos. Devido ao estilhaçamento, a dundum é de maior dificuldade para tratamento médico. A ponta oca, um princípio originado com a bala dundum, continua a ser usada em vários países. É utilizada, por exemplo, pela Britanica Scotland Yard

Aspectos técnicos
As primeiras versões das balas dundum têm um furo na parte frontal ou um corte em cruz na porção frontal. Atualmente existem versões comerciais como Hydrashok e Silvertip.

Por vezes sua designação é "munição de ponta oca" (hollow point), contudo o projétil ponta oca não foi projetado para estilhaçar, por isto é uma designação equivocada, ou pelo menos incompleta. O princípio de funcionamento da ponta oca baseia-se na dinâmica de fluidos: após penetrar no meio (aquoso ou gelatinoso), é criada uma zona de pressão, no interior da concavidade do projétil, que força as extremidades (bordas) da ogiva para fora, fazendo "aflorar" o projétil. Dessa forma, não ocorre a transfixação, ou seja, a bala não atravessa o corpo, e toda a energia do projétil é transferida imediatamente ao corpo atingido.
Outro tipo de munição muito utilizada e com funcionamento oposto às munições expansivas é o FMJ (full metal jacket), conhecida também como encamisada ou enjaquetada. Esta munição possui projétil de chumbo revestido com uma casca de metal forte (geralmente ligas de cobre) e apesar de ter uma penetração maior, mesmo em alvos blindados, não tem o mesmo poder de parada das expansivas. As munições FMJ também são menos seguras para o uso policial, pois são altamente transfixantes e, após atingir o oponente, podem ferir outras pessoas.

 



domingo, 10 de julho de 2011

De olho na ‘Lei do Motoboy’: empresas estudam adaptação a normas

 As empresas que poderão vir a ser multadas por induzir motoboys a andarem em alta velocidade ainda analisam como agirão a partir de agora, com a entrada em vigor da Lei 12.436/2011. A rede de pizzarias Domino’s, por exemplo, explicou que, como a lei não estabeleceu um prazo para a adaptação às novas regras, a rede avalia a situação por meio de seu departamento jurídico, mas garante que nunca incentivou seus funcionários a desrespeitar as leis.

Por se tratar de uma norma de proteção ao trabalhador, caberá às Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs) a fiscalização, explicou o senador Marcelo Crivella (PRB), autor do projeto que gerou a lei.

— As multas são por motoboy. Assim, uma empresa com cem funcionários poderá ter que pagar de R$ 300 a R$ 3 mil por cada um — disse o senador, explicando que, se forem identificados anúncios estabelecendo prazos de entrega, a penalidade será aplicada.

As DRTs poderão fazer fiscalizações regulares ou aleatórias a esses empregadores, motivadas por denúncia de cidadãos ou reclamações trabalhistas.

Aprovação da maioria

Para o motoboy Hércules da Silva, de 32 anos, a nova lei vai trazer benefícios para os funcionários:

— Estar na moto já é um risco. O trânsito é caótico, é perigoso em dia de chuva... Correndo por conta da pressão da empresa, então, fica duas vezes pior. Não pode ter tempo para entrega. Tem que ver se a lei vai pegar. Se pegar, vai melhorar nossa situação — afirmou o motoboy, que acredita que alguns colegas de profissão serão contra as novas regras. — Principalmente os que ganham de acordo com o número de entregas que fazem.

Rio de Janeiro é o segundo no ranking do desarmamento

O Rio de Janeiro foi o segundo estado que mais arrecadou armas na Campanha do Desarmamento, 1.432, atrás apenas de São Paulo (1.771). Os números são referentes ao período de 6 de maio, data de lançamento da ação, até a última segunda-feira, dia 27. No país todo, foram entregues 7.565 artefatos.

Em seguida, vêm Pernambuco (856), Rio Grande do Sul (786) e Minas Gerais (549). Na outra ponta, entre os estados que menos tiraram armas de circulação, estão Amapá (11), Tocantins (15) e Rondônia (16).

De acordo com o Mapa da Violência 2011, lançado pelo Ministério da Justiça e o Instituto Sangari, as campanhas de desarmamento estão relacionadas à queda nos índices de violência no país. A campanha conta com o apoio de artistas, políticos e personalidades. 
 
O ator Wagner Moura, sucesso na pele do Capitão Nascimento em Tropa de Elite I, cedeu sua imagem de forma gratuita para comerciais, que já estão sendo veiculados em cadeia nacional de rádio e a televisão.