domingo, 26 de junho de 2011

Policial da UPP da Coroa perde as pernas em ataque de bandidos

 Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) que trabalham no Morro da Coroa, no Catumbi, foram atacados com uma granada no começo da noite de hoje, quando faziam um patrulhamento dentro da comunidade. 
Os policiais teriam abordado três homens que estavam em atitude suspeita e correram. Antes de abandonar uma pistola 9mm, os bandidos arremessaram uma granada na direção dos militares. O soldado Alexsander ficou gravemente ferido e foi levado para o Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio. De acordo com a Secretaria de Segurança, ele perdeu uma perna no local e teve que amputar a outra no hospital. Outros policiais também ficaram feridos por estilhaços.

A granada teria sido jogada depois de um confronto entre os policiais e os suspeitos, sendo um desses ferido durante o tiroteio. Ele foi encaminhado para o Hospital Souza Aguiar, no Centro da cidade. Outros dois suspeitos conseguiram fugir.

Policias do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do 1º Batalhão da Polícia Militar (Estácio) reforçam a segurança no local depois do confronto.

A polícia apreendeu um menor de 17 anos suspeito de participar do confronto, do qual também saiu baleado. Ele foi medicado no Hospital Souza Aguiar, e depois levado para prestar depoimento na delegacia. Os PMs apreenderam uma mochila com uma pistola, drogas e documentos, que pertenceriam ao adolescente

Na mesma noite, o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, e o comandante da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, visitaram os policiais no Hospital Central da PM (Estácio).


sábado, 25 de junho de 2011

Ameaça de ataques deixa Polícia Militar do Rio em estado de atenção


Bandidagem atacaria PMs e agentes da Civil em represália à morte de oito comparsas

O comando da Polícia Militar colocou todo o efetivo em estado de atenção ontem. A medida foi adotada depois que bandidos ligados à facção Comando Vermelho (CV) ameaçaram atacar carros da PM e da Polícia Civil, em represália à morte de oito comparsas no Morro do Engenho, no Engenho da Rainha, Zona Norte do Rio, na madrugada de quinta-feira, e à ocupação do Morro da Mangueira, há uma semana, para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

A informação foi confirmada pelo relações públicas da PM, coronel Ibis Pereira.

Segundo Pereira, as ameaças partiram de criminosos que estariam revoltados com a morte de oito suspeitos durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) no Morro do Engenho, no bairro do Engenho da Rainha, no subúrbio, na quinta-feira (23).

“A informação é que um grupo de pessoas teria se reunido para definir essa retaliação”, explicou o coronel.
Ainda de acordo com relações públicas da PM, não há uma determinação para a realização de operações por causa dessas ameaças. “Isso (os ataques) deveria ter iniciado às 11h da noite, mas ainda não aconteceu nada”, conta Ibis Pereira. Mesmo assim, os policiais permanecem atentos.

“Considerando o teor dessa denúncia, a gente não pode descartá-las“, finalizou.

Após a retomada de um dos principais territórios do CV, a polícia tem feito operações em outros redutos que serviriam de esconderijo para remanescentes da quadrilha. O chefe operacional do Estado-Maior da PM, coronel Álvaro Garcia, determinou que todos os batalhões fiquem em alerta até segunda-feira. "Reforçamos o baseamento e o patrulhamento em duplas em várias áreas", disse o oficial.
Ontem, policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) localizaram um paiol do tráfico na Mangueira, onde estava escondido até um fuzil de precisão ponto 30, capaz de perfurar a blindagem de veículos da polícia. Uma denúncia feita por moradores da localidade Buraco Quente levou a tropa de elite ao esconderijo de armas e drogas. Foram apreendidos ainda espingarda calibre 12, réplica de fuzil, espingarda de ar comprimido, carregadores, coletes balísticos e grande quantidade de maconha.

 Lei da mordaça

Policiais militares procurados pelo JB na manhã desta sexta-feira (24) informaram que não podem dar informações sobre as orientações que receberam. A ordem para ficaram calados chegou à tropa na manhã desta sexta-feira.

Onda de ataques assustou o Rio em 2010

Em novembro do ano passado, o Rio sofreu uma onda de ataques criminosos, com ônibus incendiados e uma série de arrastões. Pelo menos 30 pessoas morreram durante os ataques. As ações criminosas motivaram a ocupação do Conjunto de Favelas do Alemão, considerado até então, o quartel general da facção criminosa que teria comandado, segundo a polícia, os ataques na cidade.

PMs de UPPs negam estado de atenção na Tijuca e na Cidade de Deus
Depois da informação de que toda a tropa da Polícia Militar do Rio estaria sob estado de alerta devido a denúncias de que traficantes da maior facção criminosa do Rio poderiam promover ataques contra policiais civis e militares nesta sexta-feira (24), o Jornal do Brasil entrou em contato com quatro unidades de Polícia Pacificadora, que negaram ter recebido ordens para agir de maneira diferente nesta sexta-feira.

Nas UPPs do Morro do Turano, Formiga e Borel, todas na Tijuca (Zona Norte do Rio), policiais informaram que não houve aumento de efetivo e o plantão não registra anormalidades.

"Não houve nenhum comunicado no sentido de pedir que agíssemos diferente nesta sexta. Soubemos das denúncias de atentado pela imprensa", revela um sargento que não quis se identificar.

Na UPP da Cidade de Deus, grande reduto do tráfico de drogas da Zona Oeste até 2009 (quando foi pacificada), também não houve comunicado da cúpula da PM sobre as ameaças de bandidos.

"Não houve nenhuma anormalidade no patrulhamento desta sexta-feira. Estamos agindo como se fosse um dia normal. Sem estado de alerta, atenção ou nada do tipo", relatou um soldado da UPP da Cidade de Deus.
Fonte: 
http://one.meiahora.com/noticias/ameacas-do-cv-poem-a-policada-em-alerta_3282.html

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/06/ameaca-de-ataques-deixa-policia-militar-do-rio-em-estado-de-atencao.html

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2011/06/24/policia-esta-em-estado-de-atencao-com-ameaca-de-traficantes/

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2011/06/24/pms-de-upps-negam-estado-de-atencao-na-tijuca-e-na-cidade-de-deus/

Uso Policial da Lanterna

 Quando se fala em equipamento policial, geralmente se imagina que estamos nos referindo a coletes a prova de balas, armamento e viaturas. Porém, existem acessórios que complementam bem o uso desses equipamentos, tendo até uma função independente deles, que pode chegar a definir o sucesso ou o fracasso de uma atuação policial. Dos acessórios que considero indispensáveis para nosso serviço é a lanterna, um objeto simples, mas muito útil no dia-a-dia policial.


Lanterna e Busca Policial

Obviamente, quando falamos em lanterna, falamos em noite, em escuro. Quem atua em serviços policiais noturnos sabe bem o quanto esse equipamento pode ajudar, por exemplo, na realização de buscas.

Pense na busca realizada num carro, por exemplo. É praticamente impossível realizar uma revista tecnicamente correta sem possuir uma fonte de luz móvel, que faça com que o policial identifique cada canto do veículo – porta-luvas, porta-malas, caixas de som, parte inferior dos bancos etc. Cada um desses cantos pode esconder objetos ilícitos, inclusive armas que, no decorrer da ação, podem ser usadas contra a vida da guarnição que está atuando.

Não é incomum que em abordagens e buscas pessoais em bairros desfavorecidos, onde a iluminação geralmente é escassa, seja necessário verificar se os abordados não esconderam drogas e armas nas imediações, locais onde a escuridão prevalece, e o pouco cuidado pode custar a vida de um policial.


Lanterna e Armas de Fogo
Salvo grupos especiais bem equipados, dificilmente os policiais brasileiros usam em seu dia-a-dia armas com lanternas embutidas. Para compensar a falta do equipamento ideal, existem técnicas específicas para a utilização da lanterna com armas curtas, como pistolas e revólveres. Quem já incursionou por becos e vielas escuras, e principalmente por edificações abandonadas ou em construção, sabe bem a utilidade do recurso.

Em alguns casos, a falta da lanterna é motivo suficiente para abortar uma missão, pois, como diz o ditado, “à noite, todos os gatos são pardos”.

Como todo equipamento da atividade policial, também são precisos cuidados na utilização da lanterna, pois além de servir para iluminar, ela pode muito bem servir para que o policial seja identificado à distância pelo oponente. Salvo esse aspecto, creio que os recursos oferecidos por ela são muito positivos.

Em relação aos modelos disponíveis no mercado, sugiro aquelas que, em vez de lâmpadas comuns, possuem LED’s, muito mais duradouros e possuem uma capacidade boa de iluminação. Procure modelos pequenos e leves, que possam ser portados junto com seu equipamento sem lhe causar transtornos. Cores escuras são as mais indicadas, e baterias recarregáveis, além de serem mais econômicas, evitam que o policial eventualmente tenha problemas na reposição. Na imagem logo acima, está o modelo que me refiro (esquerda) e o NÃO indicado, que, creiam, já vi policiais usando.

Naturalmente, este não é um artigo com rigores técnicos, apenas uma sugestão para orientar os policiais a melhorar seu desempenho no serviço operacional. Não se esqueça: leve uma boa lanterna em todos os seus serviços, garanta o sucesso de suas ações e preserve sua própria vida!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Aprenda com os policiais mais experientes!

Humberto Wendling 
Agente de Polícia Federal e professor de Armamento e Tiro lotado na Delegacia de Polícia Federal em Uberlândia/MG.

Após 13 anos de serviço, uma das coisas mais importantes que fiz foi ouvir e observar os policiais mais antigos ou experientes, principalmente durante os seis anos em que trabalhei na Delegacia de Repressão a Entorpecentes da SR/DPF/MG.

O termo ANTIGO é relativo, pois pode significar alguns anos a mais de serviço ou a experiência prévia trazida de outra força policial. Mas mesmo assim esses policiais sabem das coisas.

Então, o segredo é ouvir os policiais experientes, acreditar nas histórias que contam e colocar seus ensinamentos em prática na sua própria vida. “Quando você estiver chegando, tire o cinto de segurança!”; “Eu só atiro quanto tenho certeza!”; “Se puder beber, comer e descansar; beba, coma e descanse. Você não sabe quando poderá fazer isso de novo!”; “Policial não trabalha sozinho!”; “Calma! Ele vai continuar traficando, então a gente prende ele depois!”; “Algeme pra trás!”; “Fale pouco e ouça muito!”; “Não vá fazer m... hein!” e “Polícia não foi feita pra ajudar ninguém, mas no mínimo para atrapalhar!” são algumas frases que ouvi destes policiais.

Portanto, o que eu aprendi a partir disso abrange desde técnicas de sobrevivência até regras de comportamento que talvez tenham salvo minha vida em ocasiões que eu sequer percebi.


Não acredite em ninguém
Provavelmente, uma das coisas mais importantes que aprendi nesses anos é que as pessoas mentem. E não importa se são avós, pais, filhos, esposas, maridos, irmãs, irmãos, vizinhos, amigos, trabalhadores, desempregados, ateus, crentes, testemunhas ou mesmo suspeitos, pois todos eles mentem. Apesar de não mentirem sempre, com certeza todos eles mentem quando você conversa com eles.

Criminosos sempre mentem. Sempre. E eles vão lhe encarar direto nos olhos, transparecendo seriedade e inocência, e você será tentado a acreditar neles. Não acredite, porque eles estão mentindo.


Observe as mãos
Se um suspeito for lhe atacar, ele vai usar as mãos. Então, algeme qualquer um que transmita a impressão de que vai dar mais trabalho, mesmo que ele não goste disso. “Minha segurança em primeiro lugar, depois o sentimento alheio!” foi o que ouvi de alguém. Certa vez um preso me disse que eu não precisava algemá-lo porque ele iria se comportar. Bem, eu o algemei e disse que aquilo era para a segurança dos policiais e não pra dele. Ele não gostou nada, mas o fato é que eu ainda estou vivo, e aproveitando cada dia de sol. Lembre-se, quem diz como o trabalho policial deve ser feito é você e não o preso.

“As mãos matam!”. Foi o que disse um professor de tiro da Academia Nacional de Polícia. Então, observe as mãos constantemente já que você estará correndo risco até que consiga controlar as mãos do criminoso. Além disso, nenhuma academia de polícia ensina como algemar presos pela frente; e se o mundo inteiro algema criminosos para trás, você deve fazer o mesmo.

Sempre trave sua algema. Se ela não dispõe de um sistema de trava, então você deve descartá-la. Por quê? Porque todo delinquente é mentiroso, chato e folgado. Por isso, se sua algema não estiver travada, ele vai reclamar que ela está apertando até que você o algeme para frente. O problema é que algemado para frente, o bandido pode fugir, lutar contra você ou sacar sua arma.

Se você estiver entrevistando um suspeito e ele olhar para um lado, depois para o outro, e então sobre os seus ombros, provavelmente ele está procurando um lugar para onde correr. Algeme-o antes que ele fortaleça esta ideia e tome uma decisão.

Não adquira o hábito de colocar suas próprias mãos nos bolsos ou cruzar os braços na frente de um suspeito. Isso pode transmitir a impressão de que você é relaxado ou negligente. Além disso, você pode precisar dessas mãos para se defender. Então, é preciso que elas estejam disponíveis logo.

Faça uma busca pessoal. Faça outra busca pessoal
Em 28/05/2009 um policial civil foi assassinado e três foram feridos durante a condução de um preso. O preso foi detido pela Polícia Militar por estar embriagado e perturbando a ordem.

O suspeito foi levado à delegacia da Polícia Civil de Confresa/MT e colocado numa cela. Ao ser retirado do local, ele tirou um canivete da cueca e golpeou os policiais.

O investigador O.S. foi atingido no ombro e morreu em seguida; a escrivã A.G. recebeu dois golpes, um na cabeça e outro quase no pescoço; o policial M.M. foi gravemente ferido no abdômen e a investigadora M.S. também foi ferida.

O preso só foi contido quando a policial R.M.M. atirou na perna dele. Ao que tudo indica, as buscas pessoais realizadas pelas polícias foram mal conduzidas ou não foram feitas.

Portanto, se outro policial lhe entregar um preso, faça uma nova busca pessoal antes de assumir a custódia, mesmo que você tenha acabado de ver aquele policial fazer isso.

Faça uma busca pessoal em qualquer pessoa que esteja perto o suficiente para manter contato físico numa situação que pode se tornar crítica ou se você tiver a menor suspeita sobre algo.

Se você não se sente à vontade em “apalpar” alguém, você ainda pode realizar uma busca pessoal minuciosa. Assim, leve o suspeito até um cômodo reservado (cela, quarto, etc.) e mande que ele retire toda a roupa, mas uma peça de cada vez que deve ser entregue na sua mão. Reviste cada peça de roupa. Ordene que o suspeito, ainda nu, se agache de frente e de costas. Mande que ele levante os braços e depois as solas dos pés. Ordene que ele esfregue os cabelos com as mãos, depois abra a boca e ponha a língua para fora.

Dê uma geral em qualquer pessoa que entre na viatura, mesmo que seja aquele informante que já ajudou a polícia centenas de vezes. Afinal, informantes também são criminosos. Faça o mesmo ao colocar ou retirar um preso da cela. Reviste os bancos e o cubículo da viatura antes e depois de colocar um custodiado dentro do carro. É quando você pode achar drogas, lâminas, anotações, celulares, armas, etc.

Armas e equipamentos
Sua arma deve estar pronta, envolvida por um coldre de qualidade ou por suas mãos, e de mais ninguém. Dedo fora do gatilho. Já falei sobre isso em outros artigos.

Leve um carregador sobressalente. Se puder leve dois carregadores reservas. Conheço um policial que disparou 15 tiros contra dois assaltantes armados. Num piscar de olhos o policial ficou sem munição, mas por sorte os criminosos também ficaram sem munição. Você provavelmente deve conhecer casos semelhantes. Então, aprenda com as experiências dos outros.

Só atire quando tiver certeza de que é para salvar sua vida ou a de outra pessoa. Armas foram feitas para incapacitar pessoas, e muitas vezes até isso é difícil. Tiros não param aviões, automóveis ou motocicletas a não ser que você acerte o condutor – o que normalmente não é uma ideia razoável. Tiros também não abrem portas, sendo provável que o projétil atravesse a porta e acerte um inocente. Já vi esse tipo de ocorrência duas vezes!

Tenha sempre à mão um canivete tático dobrável e um alicate multifuncional. Certa vez, durante uma operação de DRE, aquela velha camionete D-20 de cor azul teve o cabo do acelerador quebrado numa estrada entre os municípios de “São Ninguém” e “Lugar Algum”. Mas foi o alicate multifuncional e um pedaço de arame de um antigão que nos tirou dali. Ele olhou para mim sorrindo e disse: “É pra isso que eu carrego estas coisas!”

Em algumas situações você pode levar alternativas menos letais, como um spray de pimenta, um bastão retrátil. Um bastão é o melhor substituto para a coronha de uma arma e para as mãos. Imagine que você precise quebrar o vidro de um carro para socorrer alguém. Sem esta ferramenta, talvez você se sinta forçado a quebrar a janela usando objetos que não foram desenvolvidos para tal fim.

Isso me lembra uma orientação muito importante: proteja suas mãos. Como são elas que vão salvar sua vida, você não deve fazer com elas aquilo que deve ser feito com uma ferramenta. Não ponha as mãos nos bolsos de um suspeito porque você pode ser ferido por lâminas ou agulhas.

Compre uma caixa de luvas de látex para procedimentos (luvas cirúrgicas). A caixa com 100 unidades custa cerca de R$ 15, o que é pouco pela proteção oferecida contra a imundice e o mau cheiro que normalmente são encontrados nas casas de pessoas investigadas. Recentemente, recebi um e-mail de um colega (que ganha R$ 7.500,00 por mês) dizendo que não iria comprar um kit de limpeza de arma (que custava R$ 20,00) porque isso era tarefa da União. Espero que ele compre pelo menos a caixa de luvas que custa 25% menos!

Cuidado com objetos que parecem inofensivos
Pessoas desesperadas podem atacá-lo com qualquer objeto à mão, especialmente na cozinha, no gabinete ou no cartório. Portanto, tenha cuidado com canetas, grampeadores, ferramentas, tesouras, facas, garrafas, etc. Lembre-se, observe as mãos e as algeme se suspeitar de algo.




Luzes
Compre uma lanterna de qualidade. Ser capaz de ver bem é tão importante quanto estar armado. Jamais compre estas lanterninhas xing ling que são vendidas nas feirinhas de importados. Compre logo uma lanterna Surefire, Streamlight, Fenix, Blackhawk, Inova, Ultrafire ou Pelican para situações táticas. Tenha sempre uma Mini Maglite 2AA ou Police para buscas diversas (o que economiza a bateria e a vida útil da lanterna tática) e uma lanterna de bolso 1AAA afixada no chaveiro do seu carro para as emergências.

Isso pode parecer um exagero, mas infelizmente tudo que depende da energia elétrica cedo ou tarde falha ou apaga.

Cuidado ao dirigir a viatura ou perseguir alguém a pé

Não dirija como um doido e ziguezagueando pelas ruas, mesmo numa situação de emergência. As pessoas demoram a ouvir as sirenes, a entender o que está acontecendo e o que devem fazer. Com uma viatura é muito fácil você chegar num cruzamento antes que os outros motoristas percebam. E se você se envolver num acidente, sua missão acaba aqui porque você não poderá ajudar ninguém se estiver incapacitado. Portanto, mantenha-se na faixa da esquerda, pois é isto que manda o código de trânsito e é o que os outros motoristas esperam que você faça.

Se você estiver perseguindo um criminoso a pé e notar que seus colegas sumiram, pare – eles terão dificuldade para encontrá-lo caso você precise de ajuda. Se você estiver perseguindo um criminoso e de repente ele sumir, pare – talvez ele tenha preparado uma emboscada.

Portanto, não banque o herói. Haverá outra chance para você prendê-lo algum dia ou ele será morto por um desafeto. De qualquer modo, você vence.

Entrevistando suspeitos

A primeira coisa que você deve fazer ao entrevistar algum suspeito é evitar perguntas idiotas. Isso parece óbvio, mas mesmo assim cito algumas perguntas que já foram feitas. Prepare-se! “O que você comeu hoje?”, “Você está armado?”, “Onde está a droga?”, “Este documento é falso?”, “Você vai fugir?”, “Esta arma é sua?”, “Por que você não diz a verdade?”.

O segundo aspecto numa entrevista é deixar que o suspeito fale. Quanto mais ele fala, mais mentiras ele conta. Ouça o que ele diz, tome nota e confira as informações. Se forem falsas, simplesmente diga ao suspeito que ele está mentido e que você sabe disso.

Quando você tiver alguém sob sua custódia, jamais comente assuntos relacionados à investigação. Não diga como você chegou até ele, nem revele qualquer informação que possa ser utilizada por ele para aperfeiçoar suas técnicas criminosas. E jamais conte o que ele fez de errado para que você conseguisse pegá-lo. Isto dificulta o trabalho da polícia depois. Recentemente, um preso reclamou que a polícia havia entrado muito cedo em sua casa. O policial respondeu que na verdade a polícia estava no local às 05h30, mas que ela só poderia entrar no local a partir das 06h. O policial ainda disse que era costume aguardar alguns minutos pra que todos os relógios marcassem este último horário. Em outra ocasião, um policial disse ao preso que tinha sido muito fácil prendê-lo porque ele foi desatento e não percebeu que estava sendo seguido. Infelizmente, alguns policiais querem mostrar que são bons profissionais, e acabam revelando informações que não deveriam.

Dê atenção ao instinto

Sempre use o bom senso. Sempre. E se você sentir que há algo errado, simplesmente acredite que há algo errado. Mantenha este foco mental até ter certeza se está tudo bem.

Sempre confie na sua intuição. Sempre. É o acúmulo das experiências que fazem sentido para você e que está trabalhando de modo subconsciente para mantê-lo a salvo. Isso me leva ao item “Não acreditem em ninguém”.

Abra seus olhos

Saiba que não existem presos “tranquilos” ou “gente boa”. As unidades prisionais espalhadas pelo país estão repletas de ladrões, assaltantes, homicidas, latrocidas, estelionatários, falsários, sequestradores, torturadores, estupradores, traficantes, etc. E nenhum deles é “gente boa” ou “tranquilo”. Se você ainda tem alguma dúvida, basta perguntar às vítimas!


Dos direitos dos presos

O artigo 42 da Lei 7.210/84 diz o seguinte: “Aplica-se ao preso provisório e ao submetido à medida de segurança, no que couber, o disposto nesta Seção.” A expressão NO QUE COUBER implica dizer que o preso não tem direito a tomar cafezinho, comer pão de queijo, fumar um cigarrinho, perambular pela delegacia como se fosse um funcionário ou ficar abraçadinho com a namorada.


Sugestões

Há dezenas de dicas que você pode acrescentar neste texto para torná-lo melhor. Faça isso e depois leia o artigo de vez em quando.

E não se esqueça de preparar uma BOROCA. Mas se você não sabe o que é isso, pergunte aos colegas mais antigos ou experientes.

*Este artigo é também uma homenagem aos colegas com quem tive a oportunidade de aprender na SR/DPF/DF, na DRE/SR/DPF/MG, no SAT/ANP e na DPF/UDI/MG.

domingo, 19 de junho de 2011

Polícia do Estado Rio de Janeiro ocupa, sem tiros, o Morro da Mangueira

Como anunciado há um mês pelo Governo do Rio de Janeiro, começou neste domingo (19), às 6h, a ocupação da favela da Mangueira, na Zona Norte da capital. O objetivo é livrar a região do tráfico de drogas armado para instalar a 18ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Rio. Com a ocupação da Mangueira e de outras favelas vizinhas – Morro dos Telégrafos, Candelária e Tuiuti – toda a área conhecida como Complexo da Tijuca estará ocupada, beneficiando cerca de 1,5 milhão de pessoas, direta e indiretamente. A operação é coordenada pela Secretaria de Segurança e envolve um total de 750 homens, entre policiais Civis, Militares e Federais, fuzileiros navais, bombeiros e membros da Defensoria Pública do Estado e da Prefeitura do Rio. Os agentes têm apoio de 14 blindados, quatro helicópteros e dezenas de outros veículos.

O efetivo impressiona e é acompanhado de perto por repórteres com coletes a prova de balas. Mas trata-se apenas de uma demonstração de força do Estado. O anúncio prévio da ocupação, prática adotada em quase todas as operações policiais para implantação de UPPs, fez com que os bandidos fugissem. A bandeira do Governo já foi hasteada no alto da favela e nenhum tiro foi disparado no caminho. Bem diferente do que aconteceu nos Complexos do Alemão e da Penha, em novembro de 2010, quando blindados e coletes foram essenciais. Naquela ocasião, a ocupação da polícia e das Forças Armadas foi reativa e instantânea, motivada por uma série de atentados a bala e ônibus incendiados pela cidade. Não houve tempo para avisar o tráfico e evitar tiroteios.

A tática evita mortes, já que raramente algum membro da quadrilha fica na favela para trocar tiros com a polícia. Mas já começa a ser criticada. No caso da Mangueira, fontes da própria polícia revelam que os principais nomes do tráfico de drogas local, liderados pelo bandido conhecido como Polegar, já teriam fugido para favelas da mesma facção criminosa, o Comando Vermelho, em cidades vizinhas. Existe a suspeita de que Polegar esteja no Paraguai.

A conta é simples: Traficantes de drogas não são presos ou mortos em confronto, mas também não desaparecem no ar. Os que não têm mandado de prisão contra si – normalmente os muito jovens, que ocupam posições baixas na hierarquia do tráfico – têm procurado ONGs e as próprias UPPs para largarem o crime. Mas os chefes, ou quaisquer bandidos que têm pena para cumprir, dificilmente se entregam ou procuram outro meio de vida

O que tem ocorrido com frequência preocupante é a migração do crime organizado. Boa parte dos traficantes expulsos pelas UPPs da cidade do Rio estão liderando o tráfico em favelas nos municípios da Baixada Fluminense, da Região dos Lagos, no Sul Fluminense – principalmente Volta Redonda e Barra Mansa – e nas cidades da Região Serrana e do interior do Estado.

A ocupação na Mangueira tem o objetivo de livrar do tráfico de drogas uma das favelas mais importantes do país. O morro foi a principal musa do gênio Cartola, e sua escola de samba é uma das mais festejadas do carnaval carioca. Mas mesmo a festa popular sofria influência do crime na Mangueira. A quadra da escola de samba sempre teve fins de semana populares, com lotação esgotada, e parte do faturamento ia direto para a boca de fumo. Como se não bastasse, o tráfico também faturava vendendo drogas aos turistas que não procuravam apenas o samba e as mulatas vestidas de verde e rosa, cores da escola.
A relação entre o tráfico e o samba na Mangueira era tão estreita que um dos chefes históricos do tráfico local, Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, hoje preso, foi um dos compositores do samba-enredo da escola em 2008. Na mesma época, foi descoberta uma rota de fuga secreta no camarote exclusivo do tráfico de drogas.

Outro objetivo da Secretaria de Segurança do Rio com a ocupação da Mangueira e das favelas vizinhas é livrar do poder do tráfico as comunidades do entorno do estádio do Maracanã. Por motivos óbvios. O Maracanã está em obras para ser o palco da final da Copa do Mundo de 2014 e da abertura das Olimpíadas de 2016. Mangueira e Maracanã são vizinhos, e dois dos principais pontos turísticos da Zona Norte da cidade. Com a ocupação de hoje, o Estado garante patrulhamento de UPPs em todas as favelas vizinhas ao estádio.

sábado, 18 de junho de 2011

Defensoria Pública vai participar da ocupação do Morro da Mangueira

Intenção é garantir todos os direitos dos cidadãos
 Pela primeira vez, a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro (DPGE/RJ) acompanhará a ocupação da polícia em uma comunidade do Rio de Janeiro. Defensores públicos vão estar na comunidade da Mangueira, na zona norte do Rio de Janeiro, no próximo domingo (19), durante a ação do Bope (Batalhão de Operações Especiais) para a implantação da 18ª UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da cidade.

A defensoria estará na comunidade para garantir o respeito aos direitos humanos dos moradores, acompanhando a legalidade das prisões que podem acontecer, assegurando todos os direitos dos cidadãos.

Ocupação

A UPP fecha o cinturão de segurança do maciço da Tijuca, na zona norte, que compreende também as comunidades dos morros do Turano, Salgueiro, Formiga, Andaraí, Borel, Macacos e São João, todas próximas ao Maracanã e Maracanãzinho, dois dos principais locais esportivos da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Com o fechamento deste cinturão, o trajeto até o complexo esportivo poderá ser feito desde a zona sul, via centro da cidade, sem passar por favelas dominadas por traficantes.

Antes mesmo do anúncio da ocupação, os chefes do tráfico deixaram a Mangueira.

No dia 19 de maio, o Bope, com o apoio de quatro batalhões, fez uma operação na favela e encontrou um túnel de 200 metros, com revestimento e iluminação para abrigar traficantes. Na ocasião, os policiais disseram que "vieram para ficar".

Durante a ofensiva policial, veículos foram apreendidos, suspeitos foram presos e uma pessoa morreu.


Alemão e Penha terão UPP até fim do ano

A Secretaria de Segurança também informou que os complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, devem ganhar nove UPPs até o fim do ano.

A secretaria já implantou 17 UPPs: Santa Marta, em Botafogo; Cidade de Deus, em Jacarepaguá; Batan, em Realengo; Chapéu Mangueira/Babilônia, no Leme; Pavão-Pavãozinho/ Cantagalo, em Copacabana/Ipanema; Ladeira dos Tabajaras/Cabritos, em Copacabana; Providência, na Zona Portuária; Fallet/Fogueteiro, em Santa Teresa; Prazeres/Escondidinho, em Santa Teresa; São Carlos/Mineira, no Estácio; Turano, no Rio Comprido; Salgueiro, Formiga, Andaraí e Borel, na Tijuca: Macacos, em Vila Isabel; e São João/Matriz, no Engenho Novo.

UPP da Mangueira traz esperança Verde-e-Rosa

 Um clima de expectativa paira sobre o Morro da Mangueira e os nove bairros vizinhos, às vésperas da ocupação da comunidade para a instalação da 18ª Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Nas primeiras horas de amanhã, 400 homens das forças de segurança estadual e federal vão iniciar a libertação da favela do domínio do tráfico. Ontem, como uma prévia da ação, o Batalhão de Choque fez um cerco ao morro, enquanto um helicóptero da polícia realizava mapeamento da área.

Apesar da tensão antes da entrada da polícia, moradores já sonham com melhorias, principalmente em relação à segurança. Esperança para uma região onde vivem mais de 100 mil pessoas — abrangendo São Cristóvão, Benfica, Tijuca, Maracanã, Vila Isabel, Rocha, São Francisco Xavier, Sampaio e Riachuelo.

“A Mangueira já é uma referência internacional e atrai turistas. Com a pacificação, a expectativa é de crescimento econômico na região. Além disso, 70% da minha clientela são da Uerj, e a segurança na área precisa melhorar”, avaliou José Manuel Gonçalves, de 58 anos, dono de um restaurante em Vila Isabel.

O segurança Thiago Reis, 26 anos, crê que poderá frequentar a quadra da Estação Primeira sem riscos. “Também espero a diminuição de usuários de crack, que cometem roubos nas ruas próximas”, torce. A coordenadora do projeto social Um Dia Feliz, Dulce Santos, 43, resume o sentimento de quem vive no morro: “Não basta usar a força policial para entrar, é preciso atender às demandas da população. Aqui os benefícios sempre ficaram às margens”.

Mês passado, o jornal carioca O DIA noticiou que a ocupação da Mangueira será a primeira contar com o aparato do Comando de Operações Especiais da PM.

Helicópteros, blindados e ‘Transformers’

Os veículos blindados da Marinha — usados na retomada dos complexos da Penha e do Alemão, ano passado, e das favelas de Santa Teresa, Estácio, Catumbi e Rio Comprido, este ano — serão acionados para apoiar os ‘caveirões’ da PM e da Polícia Civil.

O planejamento para a ocupação da Mangueira contará ainda com equipamentos da Unidade de Intervenção Tática do Bope: as retroescavadeiras ‘Transformers’, caminhões-prancha e baú, muncks e helicópteros blindados. Cães farejadores também vão entrar em ação.

A nova UPP, que deveter duas bases e cerca de 250 policiais, vai beneficiar também as comunidades vizinhas do Morro dos Telégrafos e Parque Candelária. A unidade fecha o cinturão de segurança no Maciço da Tijuca e no entorno do Maracanã, onde haverá jogos da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016.

Ações preparatórias para minar resistência começaram há 2 meses 
A preparação para a retomada do Morro da Mangueira começou há dois meses, com várias operações da polícia. Mês passado, a PM fechou um túnel de 200 metros, que servia como rota de fuga de bandidos. Na ocasião, policiais civis fizeram varredura para localizar criminosos.

Ontem, 50 policiais do Batalhão de Choque, com o apoio de um blindado, cercaram os acessos à comunidade pelo lado do Largo do Pedregulho e fizeram uma incursão no Morro do Tuiuti, em São Cristóvão. Segundo a PM, o objetivo era evitar que bandidos retirassem armas, munição e drogas da Mangueira.

Dois homens foram presos — um deles havia saído da Mangueira. Os PMs apreenderam dois adolescentes, além de um revólveres, material para embalar drogas, touca ninja e cinco camisas com inscrição de empresa de telefonia.

Na ação de amanhã, um centro de triagem será montado na comunidade, onde os policiais vão dispor de computadores com banco de dados para identificar suspeitos. Uma equipe da Corregedoria da PM vai acompanhar toda a operação, para ouvir as reclamações de moradores e evitar abusos.


PM monta base em favelas de Caxias para prender foragidos de comunidades do Rio

O Complexo da Mangueirinha, no Corte Oito, Duque de Caxias, receberá uma base fixa da Polícia Militar. Segundo o comandante do 15º BPM (Caxias), coronel Álvaro Moura, há indícios de que criminosos da Mangueira se refugiaram no conjunto de favelas após o anúncio da ação para implantar a UPP na comunidade do Rio.

Ontem, em operação que mobilizou quatro batalhões, PMs trocaram tiros com traficantes. Um homem morreu. Com ele, havia uma pistola e três quilos de maconha.

Pichação com a inscrição ‘saudades do Alemão’, num muro da comunidade, era mais um indício da presença de bandidos do Rio.

“Há muitos traficantes de outras regiões que se uniram à quadrilha daqui. Vamos continuar com as ações por tempo indeterminado”, afirmou o coronel Moura.